Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

[Assine Já] Uma Dissensão Científica do Darwinismo

Iniciado por klaicon em 26/04/2009 · 36 mensagens

klaicon#1
Os cientistas do universo da língua portuguesa têm agora acesso a uma página traduzida para o português sobre a dissidência em relação ao Darwinismo.

Os cientistas interessados podem assim juntar-se à lista mundial de centenas (mais de 700) de cientistas dissidentes de Darwin que já declararam publicamente o seu cepticismo em relação ao Darwinismo, assinando-a.

Na página em português pode ler-se:

[img]/orkut/photos/OQAAAIA6Mp4oFbE6Qs0NvaFFewHA46ern2K4NGNRHtmK-kQPxoYRDg2ptOw8wrXc1d7vQlyX2Mqw8_d22oc9dkKWDwwAm1T1UL7xT3U9JHfaM9Ccolr_vBUOzWeM.jpg[/img]
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"Nós somos céticos das afirmações da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural explicarem a complexidade da vida. Um exame cuidadoso da evidência a favor da teoria darwinista deve ser encorajado."

Durante décadas recentes, novas evidências científicas de muitas disciplinas científicas como a cosmologia, física, biologia, da pesquisa de "inteligência artificial", e de outras áreas fez com que os cientistas começassem a questionar o dogma central darwinista da seleção natural e a estudar com mais detalhes a evidência que a apóia.

Mesmo assim, os programas das TVs públicas, os documentos das políticas educacionais, e os livros-texto de ciência têm afirmado que a teoria da evolução de Darwin explica completamente a complexidade das coisas vivas. Ao público tem sido assegurado que toda a evidência conhecida apóia o darwinismo e que virtualmente todo cientista no mundo acredita que a teoria é verdadeira.

Os cientistas nesta lista contestam a primeira afirmação e se levantam como testemunho vivo contradizendo a segunda. Desde quando o Discovery Institute lançou esta lista em 2001, centenas de cientistas têm se manifestado corajosamente para assinarem seus nomes.
klaicon#2
A lista está crescendo e inclui cientistas da Academia de Ciências dos Estados Unidos, das Academias de Ciências Nacionais da Rússia, da Hungria, da República Checa, do Brasil, e de universidades como Yale, Princeton, Stanford, MIT, UC Berkeley, UCLA, e outras (UNICAMP, USP).

Uma Dissensão Científica do Darwinismo

"Nós somos céticos das afirmações da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural explicarem a complexidade da vida. Um exame cuidadoso da evidência a favor da teoria darwinista deve ser encorajado."

Clique aqui [ http://www.discovery.org/scripts/viewDB/filesDB-down…nload&id=660 ] para o download do PDF da cópia da lista da Dissensão Científica do Darwinismo

Clique aqui [ http://www.dissentfromdarwin.org/faq.php#3 ] para saber como você adicionar o seu nome à lista da Dissensão Científica do Darwinismo

Quem pode assinar a declaração?

Os signatários da lista da Dissensão Científica do Darwinismo devem ter o grau de Ph. D. numa área científica como a biologia, química, matemática, engenharia, ciência da computação, ou uma das outras ciências naturais; ou devem ser médicos e atuarem como professor de medicina. Os signatários também devem concordar com a seguinte declaração: "Nós somos céticos das afirmações da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural explicarem a complexidade da vida. Um exame cuidadoso da evidência a favor da teoria darwinista deve ser encorajado." Se você preenche estes requisitos, favor considerar a assinatura da declaração enviando por e-mail a seguinte informação para contact,volta e meia em,Dissentfromdarwin.com
klaicon#3
1. NOME QUE VOCÊ DESEJA QUE CONSTE NA DECLARAÇÃO.
2. GRADUAÇÃO (inclusive ÁREA e UNIVERSIDADE – e.g., Ph. D. em Biologia Molecular, UFMG –Universidade Federal de Minas Gerais).
3. POSIÇÃO ATUAL (e.g., Professor de Astronomia, UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, ou cientista pesquisador, Corporação XYZ). Se você estiver trabalhando atualmente na área privada, você será identificado pela sua graduação em vez de sua posição.
4. COMENTÁRIOS—Por favor, se você quiser, declare brevemente por que você duvida do Darwinismo.

Fonte: http://www.dissentfromdarwin.org/
andr_15#4
"toda a evidência conhecida apóia o darwinismo "

"Toda" evidência não apóia nem a relatividade.
nildo#5
Bom Eu nõa tenho todo conhecimento pra saber quem esta certo, mas num debate geralmetne evolucionistas vencem, um caso recente foi o do professor Adauto lourenço que correu da evolucionista silvia gobbo (adalto acho que era ad[épto de behe)
andr_15#6
Não existe 100% de certeza em NADA quando se trata de ciência, seja na TEORIA da evolução, na da relatividade, da gravidade,etc.
klaicon#7
Tanto I como no II Simpósio Internacional Darwinismo Hoje - realizado no Mackenzie na semana passada, os criacionistas deram um banho nos evolucionistas. E de onde você tirou essa informação de que o Adauto correu da tal de Silvia? Comentário vindo de um ateu como você é muito suspeito.
andr_15#8
Duas perguntas:

1º supostamente excluído o darwinismo, o criacionismo está automaticamente correto?

2º os "vencedores" do debate transpuseram a barreira de um criador para sua pessoalidade?
klaicon#9
A verdadeira ciência não confirma a perspectiva evolucionista; em vez disso, a ciência verdadeira favorece a perspectiva bíblica da criação. Por exemplo, as duas leis científicas mais bem comprovadas e mais aplicáveis no universo apontam com absoluta clareza para a primitiva criação do universo, não para a evolução deste a partir do nada. São elas: A Primeira Lei da Termodinâmica e a Segunda Lei da Termodinâmica, ou como respectivamente são chamadas de lei da conservação quantitativa e lei do decaimento qualitativo de todas as coias. A Primeira Lei assegura que nem matéria (ou massa), nem energia, continuam a ser criadas ou destruídas na atualidade, confrome está registradpo em Gênesis 2:3: "E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera". O Novo Testamento confirma que agora nosso Criador está "sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder" (Hb 1:3).

Tal fato os assegura que o universo não poderia ter criado a si mesmo, pois, segundo a Primeira Lei da Termodinâmica, nenhum fator no atual curso do universo pode criar alguma coisa. Contudo, o universo deve ter sido criado em algum momento do passado, porque a Segunda Lei da Termodinâmica assevera que tudo está em declínio, rumando para a estagnação e "morte". Essa situação também é obviamente uma decorrência da maldição imposta por Deus sobre "toda a criação" (Rm 8:22).

Ora, se o universo não pôde se criar espontaneamente (conforme determina a Primeira Lei), mas teve de ser criado de alguma maneira (visto que não está morto, ainda que se encaminhe inexoravelmente para a morte, conforme determina a Segunda Lei), a única resposta para tal dilema é a de que Deus o criou!!! Essa é a conclusão científica mais plausível com base nas melhores leis científicas de que dispomos.
andr_15#10
1º não sou ateu ortodoxo,apenas para esclarecimento.

2º a origem do universo não implica em falsidade da teoria da evolução.

3º cuidado com as distorções, as leis da termodinâmica se referem a sistemas fechados e o único que imaginamos que seja fechado é o universo, caso só exista este.
andr_15#11
4º como vc me apontaria por que esse "deus" é o judaico-cristão e não qualquer outro? Ou tal como "admitem" os adeptos do ID, não é uma extraterrestre?

5º Não quero cair no argumento causa-efeito (kalam) também usado pelos muçulmanos para provar a existência de Alá, mas qual seria a causa de deus? Se tem as mesmas características do Primeiro Motor Imóvel de Aristóteles não é o deus cristão.
ricardo_16#12
O Deus dos cristãos tem as características do Deus de Aristóteles, mas não apenas elas. Se demonstramos que o universo tem como causa o Primeiro Motor Imóvel, demonstramos que Deus é a causa do universo. Se esse Deus é pessoal, se sua providência atinge os homens, são outras questões.

Deus não tem causa, e não é necessário que tudo tenha uma causa (isso seria absurdo). Os seres possíveis necessariamente precisam de uma causa, mas o Ser necessário é incausado.
andr_15#13
Se esse Deus é pessoal, se sua providência atinge os homens esse deus não é o de Aristóteles.

Lei do uso e desuso, o que serve fica o que não serve joga fora.
ricardo_16#14
O evolucionismo de Darwin é metafisicamente impossível, pois pretende "tirar o mais do menos". Ele ignora que há uma descontinuidade qualitativa entre as espécies, pois a ciência moderna é quantitativa.
ricardo_16#15
Pode ser, André, mas a prova da existência de Deus pelo movimento continua valendo para o Deus dos cristãos, pois Ele também é o "Primeiro motor imóvel".
andr_15#16
Continua valendo para o Deus do que está com a palavra.
tiago_5#17
Que venha a "Síntese Evolutiva Ampliada" logo!
nildo#18
"Tanto I como no II Simpósio Internacional Darwinismo Hoje - realizado no Mackenzie na semana passada, os criacionistas deram um banho nos evolucionistas."

tem legenda? eu estou curioso pra ver um cria batendo num evo, só acreditarei quando ver, mas nõa que vc esteja mentindo claro, mas eu vi tanto debate bom que minha mente não aceita ver criacionistas como "predadores" de evos

"O Adauto correu? O que exatamente vc quer dizer com isto?
FONTE?"

[url]/Main#CommMsgs.aspx?cmm=184959&tid=2467670111990750093&kw=debate+adauto&na=3&nid=184959-2467670111990750093-0&nst=110[/url]

aki esta uma comunidade criada para os 2, mas pelo visto este debate nunca aconteceu

[url]/Main#CommTopics.aspx?cmm=13896414[/url]

Se você pesquisar no orkut sobre silvia gobbo e adauto vc verá umas mensagens antigas da desistemcia dele e os comentários tristes por causa disso
nildo#19
"Por exemplo, as duas leis científicas mais bem comprovadas e mais aplicáveis no universo apontam com absoluta clareza para a primitiva criação do universo, não para a evolução deste a partir do nada. São elas: A Primeira Lei da Termodinâmica e a Segunda Lei da Termodinâmica"

É no mínimo hilário que criacionistas que dizem que os seres vivos e o universo foram criados a partir do nada pelo passe de mágica de um ser de origem duvidosa, usem a Primeira Lei da Termodinâmica como argumento contra a evolução. Até porque a Teoria da Evolução não tem nada a ver com a origem do universo.

O Big Bang não precisa necessariamente contrariar a lei de conservação de massa e energia. A energia potencial gravitacional de um campo gravitacional é uma energia negativa. Quanto toda a energia potencial gravitacional é adicionada ao resto da energia do universo, sua soma pode resultar em zero (Guth 1997, 9-12,271-276; Tryon 1973).[url]/Main#CommMsgs.aspx?cmm=36854131&tid=5231103135262105038[/url]

"al fato os assegura que o universo não poderia ter criado a si mesmo, "

TE não tem nada a ver com big bang
albertoleopoldo#20
"O evolucionismo de Darwin é metafisicamente impossível, pois pretende "tirar o mais do menos". Ele ignora que há uma descontinuidade qualitativa entre as espécies, pois a ciência moderna é quantitativa."

Olha, Ricardo, eu acho que esse argumento não procede. Seria, de fato, um absurdo metafísico se não se postulasse a existência de um "mais" ontológico na origem do processo (digamos, na criação). De outro modo, seria absurdo falar mesmo do desenvolvimento ontogênico do indivíduo.

Os entes materiais possuem uma substancialidade precária e dependente. Mesmo a geração "segundo a espécie" (pra não falar mesmo do crescimento e sustentação das funções orgânicas) depende da existência de fatores extrínsecos (p. ex. ar, comida, água, circunstâncias ambientes), de modo que a continuidade da substância vivente - que é o gênero que aqui nos interessa - não depende ontologicamente apenas dos seus estados anteriores ou mesmo das suas inerentes virtualidades. Assim, a ancestralidade específica não pode ser a única e exclusiva causa eficiente da substância individual. Aliás, se fosse, seria absurdo que de dois indivíduos (ou de um, no caso da cissiparidade) se pudesse gerar uma multiplicidade de descendentes, pois seria precisamente um caso de "magnificação ontológica". O que dá a ordem da constituição substancial é a causalidade formal e final.
albertoleopoldo#21
Não é nada absurdo, do ponto de vista metafísico, que o inteiro processo filogenético seja um ordenamento de causas eficientes para a produção de um resultado ontológico determinado. O que a análise metafísica mostra é que, para se efetivar a diferenciação específica por um processo evolucionário, é preciso postular uma primeira causa eficiente ontologicamente superior aos entes materiais concretos e uma causa formal/final para a configuração das espécies vivas. E isso está, creio, em plena harmonia com os princípios da metafísica tomista, que vê uma essencial ordenação do ontologicamente inferior ao superior (assim a matéria inorgânica ao ser vegetativo, este ao animal, este ao homem), apenas lhe acrescentando uma dimensão temporal.

Aliás, é interessante notar que os mais ferrenhos defensores do naturalismo evolucionista (p.ex. Dennett) não hesitam em afirmar que o homem se furta à transitoriedade evolutiva, pois consegue responder às pressões ambientais por meio de inovação tecnológica, antecipando-se à ação dos mecanismos da seleção natural (que, por outro lado, já foram sabotados pelo nosso cuidado com os enfermos e incapacitados). Parece, portanto, no mínimo extremamente plausível, mesmo sem chegar às últimas conseqüências metafísicas, afirmar que a evolução chegou a seu "fim" no homem.
albertoleopoldo#22
Evidentemente, a plausibilidade metafísica não é sinônimo de prova, mas a aceitabilidade da tese evolucionista (darwinista ou não) é muito reforçada, por exemplo, pelos conhecimentos que temos (ou supomos ter) sobre a evolução do universo, a história geológica da terra etc. A "oposição científica ao darwinismo", por sua vez, tampouco se identifica a "refutação da evolução" (ou do "mutacionismo" das formas biológicas) ou a "confirmação do relato bíblico da criação" (não deixa de ser uma observação interessante que um dos primeiros defensores sistemáticos da origem material da vida orgânica, o Padre John Needham, julgava que sua tese corroborasse o Gênesis quando este atesta que Deus ordenou às águas e à terra que produzissem as suas criaturas).

No mais, concordo com Pedro. Essa birra dos religiosos com a evolução talvez seja até mesmo mais prejudicial do que a dos evolucionistas com a religião, mesmo porque esta última só tem o espaço de manobra que tem devido à existência daquela. Sempre houve pensadores de peso, como Bergson, Whitehead, Hans Jonas e mesmo Maritain, que viam na evolução antes um reforço do que um obstáculo a teses de caráter teísta e espiritualista.

Isso pra não falar da aparente contraditoriedade das teses do naturalismo com a confiança epistemológica na objetividade do conhecimento científico (que nos levaria, por exemplo, a aceitar a Evolução), como aponta, por exemplo, Alvin Plantinga. Ora, se somos produtos de forças cegas e as nossas faculdades são meros andaimes para a conservação e replicação de informação genética, por que cargas d'água acreditaríamos que uma teoria criadas por seres desse gênero exprime a "verdade" objetiva acerca do mundo (particularmente, da nossa origem)? (claro, isso não é um argumento propriamente metafísico, e se baseia muito mais em "plausibilidade" que em "demonstração").
albertoleopoldo#23
É claro que essas considerações metafísicas são alheias ao método e aos pressupostos da ciência natural. Quando alguns evolucionistas falam em "eliminação da teleologia", estão enunciando um princípio metodológico e confundindo-o com conclusão metafísica (embora quase certamente se opusessem a esta última qualificação). Os méritos e deméritos da teoria da Evolução são uma questão de âmbito científico. Na minha opinião (não que valha muita coisa), as críticas e divergências no interior mesmo desse campo são positivas e mesmo bastante desejáveis. O ruim é fazer as paixões religiosas (e, claro, anti-religiosas) intervir nesse tópico. Não é à toa que a Igreja sempre manteve uma prudentíssima reserva quanto ao pronunciar-se sobre o assunto, e enfatizou (pelo menos desde Pio XII) que a tese evolucionista não é intrinsecamente incompatível com a fé cristã, embora essa compatibilidade não signifique algo como "confirmação" da teoria.

Ainda assim, creio que algo pode ser dito em favor dessa metafísica ingenuamente aceita pelos materialistas: embora a idéia de que a diversidade das realidades do mundo possa ser explicada pela mera potencialidade da matéria (que, enquanto tal, é totalmente indeterminada), isso não exclui a possibilidade de uma concepção essencialmente parmenideana do universo.
albertoleopoldo#24
A própria noção de um contínuo quadridimensional, com o tempo concebido como uma dimensão análoga ao espaço, se tomada ontologicamente a sério (Einstein, por exemplo, com todo seu entusiasmo spinozista, se recusava a fazê-lo), conduz à negação de toda verdadeira mudança - o que confere, aliás, uma certa comicidade à defesa apaixonada do lendário "Eppur se muove" de Galileu por essa gente. Toda a ciência seria um mover-se pela segunda via de Parmênides.

As formas biológicas "mais evoluídas" (e tome-se o cuidado de despir a expressão de qualquer conotação teleológica) não são ontologicamente distintas das "menos evoluídas" (ou, para esse efeito, das suas partes componentes), mas são um mero rearranjo estrutural (e indiferente) de partes - conforme é acessível a nós, como entes biológicos que desempenham suas atividades numa porção definida do espaço e do tempo - que a elas nada acrescenta ou retira. Não creio que seja "metafisicamente absurdo". É apenas psicologicamente intragável.
priscila#25
A ciência ajuda, caraca! Nos trouxe, e quero crer que ainda nos trará, um monte de coisas muito boas. Nos foi dado saber ou confirmar, através dela, muitas coisas importantes e magníficas. O que nos foi dado saber, que SAIBAMOS! Basta apenas REconhecer que EXISTE UM LIMITE!
Pois é ISTO que nos vem já entendido por direito de nascimento: que nem tudo pode ser compreendido, e que o Senhor do universo, o CRIADOR, existe.

Quanto mais nos afastarmos nesta aflição, mais idiotamente tentaremos CRER em idéias estúpidas, e tanto mais tentaremos colar nas idéias estúpidas o selo de "verdade", que será ILEGÍTIMO.

Ninguém sabe NADA sobre a origem da vida.
albertoleopoldo#26
Essa questão de "qual Deus?" colocada freqüentemente pelos ateus é uma grande bobagem. O "Deus dos filósofos" é um só. Um cristão e um muçulmano, por exemplo, podem encetar longos debates sobre teologia filosófica, concordando inclusive em diversos pontos, mantendo cada um a plena consciência de se referir ao Deus de sua respectiva ortodoxia. Da mesma forma que diferentes teorias sobre o homem não produzem "homens" ontologicamente diversos, formas distintas de religação com o fundamento transcendente e último da existência não produzem divisão em Seu Ser. Em outras palavras: as diferentes perspectivas religiosas sobre Deus não implicam na postulação da existência de "Deuses" diferentes, mas indicam apenas concepções do mesmo Deus. O politeísmo nunca foi filosoficamente levado a sério, e quando William James se propôs fazê-lo, ninguém lhe deu grande atenção.

É claro que a religião não é "provada" racionalmente, ou ela não seria mais que uma subdisciplina filosófica (o que ela jamais pretendeu ser, não obstante, por exemplo, Kant). Ela se baseia (no caso do monoteísmo "profético" das religiões do "ramo" abraâmico) na confiança depositada numa palavra ou numa pessoa, e não pode ser senão corroborada pela razão filosófica, pelo testemunho pessoal, pela história, e por uma série de sinais distribuídos pela história, pela natureza e pela vida individual da qual ela fornece um critério hermenêutico.
albertoleopoldo#27
É claro que o sujeito pode simplesmente se negar a atribuir "legitimidade ontológica" a todo e qualquer conceito que escape às possibilidades de integração nas estruturas explicativas da ciência natural (que sempre permanecem num nível "horizontal", dos fenômenos para os fenômenos - daquela subclasse particular que se presta à observação controlada e mensuração - e generalizações sobre sua regularidade) ou admitir tão-somente a "minima metaphysica" compatível com essas estruturas. Nesse caso, ele estará renunciando à religião por decisão metodológica, que excluirá, outrossim, sem qualquer justificativa arrazoada, diversos outros elementos que uma análise fenomenológica das suas vivências facilmente poderia revelar. Mas não poderia dizer por isso que a religião é "irracional" e "arbitrária", antes mesmo de se dar o trabalho de justificar as razões de sua própria posição.

Ah, só mais uma: essa questão de "quem bateu em quem" em debate tal ou qual é o tipo da questão obscura por excelência. O sujeito sempre tende a iluminar aquela parte do debate que parece justificar os seus pontos de vista. Eu lembro bem na época dos debates presidenciais televisivos, um dia eu pensei: "participação vergonhosa de Lula". No dia seguinte, a primeira coisa que vi ao pôr os pés fora foi um panfleto: "LULA VENCE DEBATE". Para exemplos mais diretamente relacionados com o presente tema, vejam-se os comentários postados nos debates entre teístas e ateístas, tão comuns hoje em dia. Dependendo do meio em que é recebido, as opiniões sobre o "vencedor" são as mais díspares (exceto em casos MUITO evidentes, com os defensores do lado perdedor lamentando o fato de o seu combatente não ter-se valido da "arma mortal").
priscila#28
Sim, amigo, a religião não tem que se meter num debate desses. Não porque não possa, mas porque é irrelevante. Porque, uma vez que se trata de um debate estúpido, ela vai fazer O QUÊ, lá?

A ofendida é a ciência, é claro.
A IDÉIA de ciência, seu conceito.
Ciência deve ser a simpática contribuição que PODEMOS, e mesmo DEVEMOS dar ao conhecimento. Ciência é a desejável e obrigatória demonstração de que não devemos ser ingratos e jogar no lixo a racionalidade que recebemos de presente como droit de naîssance dos filhos de Deus. Acho ótimo que possamos CONHECER racionalmente o que pudermos. Cada humano que deu um passo à frente neste entendimento tem a minha mais sincera gratidão e simpatia.

O que não é mais possível é ver que o limite foi estourado e os humanos se meteram a dizer qualquer coisa pra fingir que entendem qualquer coisa e que é possível entender qualquer coisa. Ridículo, patético, estúpido. Três proparoxítonas bastante enfáticas: não entendemos "qualquer coisa" e não entenderemos jamais "qualquer coisa".

Isto é a MORTE da ciência. Isto a degrada de uma coisa muito humana e muito boa para um conjunto inútil de patetices pretensiosas metidas a "verdades" que não passam de bobagens manipuladas e maquiadas trocentas vezes pra "parecer verdadeiras". Com a finalidade de convencer a todos de que esta VERDADE está ao nosso alcance.

Eu não aceito facilmente esta degradação: eu sinceramente penso que a ciência, o uso da razão, é não só útil como BOM - e me repugna vê-lo degradado até se transformar num utilitário torpe e imbecil a serviço de uma idéia MÁ e BURRA, a de que "podemos saber tudo".
priscila#29
Quando eu defendo a ciência, tento salvá-la do utilitarismo vil, é por isto: para HONRAR os grandes homens meus irmãos que se esforçaram por conhecer o conhecível, e compartilhar com toda a humanidade este conhecimento.

Não SEPARAR esses homens da caterva manipuladora que viola TODOS OS PRECEITOS DA METODOLOGIA CIENTÍFICA e empurra goela abaixo da humanidade uma coisa qualquer à guisa de "verdade científica" , ou mesmo de "teoria cientificamente endossada" é INACEITÁVEL - pelo menos para mim É!!!!!

Estamos vivendo dessa EMPULHAÇÃO, caramba!

Estamos vivendo dentro de uma MANIPULAÇÃO!

Eu acho um absurdo, acho um INSULTO, me sinto pessoalmente OFENDIDA!
Como é que um sujeito, um grupo qualquer, OUSA macular a memória dos que honestamente pensaram e confirmaram seu pensamento com tanto empenho, no intuito de conhecer melhor como funciona o universo de nosso Criador?!

Então um vil estupor qualquer tem a coragem de vir com uma tese capenga, com finalidades ocultas e vis, sem a menor possibilidade de comprovação, e impõe esta tralha como "científica", cola nela o selo da ciência, e ninguém diz nada?????!!!!! 😮!

Mil vezes NÃO!

Não posso e nem quero calar a boca de ninguém: mas o selo ilegítimo de "científico" eu faço a maior questão de brigar para que seja arrancado!
albertoleopoldo#30
Mas Priscila,

Qual o problema de se buscar saber, por mais precariamente que seja, alguma coisa acerca do assunto por meio dos instrumentos científicos - novamente, por precários que sejam - disponíveis?

Temos boas razões para crer, por exemplo, que o universo segue leis evolutivas definidas, com processos naturais para a formação de estrelas, sistemas planetários e galáxias, que a Terra tem uma longa história geológica através da qual progressivamente foram tomando forma os acidentes geográficos conhecidos, que há a formação natural de moléculas complexas, cristais, há padrões belos e intrincados inscritos por toda a parte do mundo inorgânico, e atribuímos a todos eles causas naturais, resultantes de operações regulares, ainda que nem todas conhecidas em seus mínimos detalhes. O que nos impediria, em princípio, de buscar causas semelhantes para os fenômenos biológicos, formular hipóteses nesse sentido e sair à caça de evidências para confirmá-las?

A teoria da evolução, aliás, faz mais do que isso, proporcionando um paradigma explicativo universal para a Biologia, proporcionando interpretação aos dados da anatomia comparada, estabelecendo critérios de taxonomia, hipóteses de trabalho valiosas em todos os campos dos estudos biológicos. Não há unanimidade científica a respeito? Ótimo, pois as hipóteses são revisadas, melhor formuladas, os estudos direcionados etc. Eventualmente se poderá substituir a síntese neodarwinista por um paradigma melhor, mas isso não necessariamente depõe contra ela.

Uma coisa que sai de seu âmbito é a questão da origem da vida, embora surjam aqui e ali tentativas de explicação segundo um modelo "evolucionário". É uma empresa questionável? É. Não são seguras, também, as esperanças de testagem e corroboração. Devemos, de fato, reconhecer a nossa ignorância, mas não é razão para desesperar de toda pesquisa, pelo contrário.
albertoleopoldo#31
Por que um fenômeno natural como a vida teria que precisar de uma causa imediata preternatural? É claro que toda a realidade material deve ter uma causa preternatural primeira, mas disso não segue que cada fenômeno em particular deva ser explicado sempre e exclusivamente em nível teológico. Afirmar que não é possível, em princípio, dar uma explicação natural para a origem e devenir da vida é uma atitude que se assemelha à do agnóstico que afirma, por questão de princípio, não ser possível estabelecer racionalmente (metafisicamente) a existência ou inexistência de Deus.

É claro que, sendo os nossos conhecimentos científicos incertos e cambiáveis, é altamente recomendável uma atitude de cautela e modéstia ao ser proclamar uma resposta como definitiva. Mas o fato é: ainda que a evolução darwiniana fosse uma explicação certíssima e definitiva para a diversidade das formas biológicas e houvesse uma explicação natural certíssima e definitiva para a origem da vida, isso nem de longe poria em risco a visão de mundo religiosa e nem mesmo o sentido do mistério profundo de todas as coisas. As explicações científicas se restringem ao nível horizontal, das relações entre fenômenos, e apenas arranham a superfície do problema metafísico e religioso.
priscila#32
Pois é, Allysson: a ciência NÃO QUER dizer nada disso.
O que está sendo vendido como "científico" NÃO É científico.

A ciência é modesta, é boa, conhece seus limites.
Por isto tem sua metodologia, seus parâmetros - seu paradigma.

Violá-los é violar a própria ciência, distorcendo o que ela expressa, invertendo o que ela representa de naturalmente BOM.

É uma manipulação malévola, isso!

Eu não posso assistir muda à ciência ser destroçada a dentadas por uma corja que pretende fazer dela um instrumentinho vagabundo a serviço de suas finalidades torpes.

Como também não aguento ver a arte ser distorcida para ser usada com a mesmíssima finalidade.

A orangada não vai "utilitarizar" aquilo que pertence aos filhos de Deus, que pertence à consciência e à razão, que resulta da integração destes presentes que recebemos - assim sem luta, não. Cada vez que vejo mais uma manipulação, lá vem a minha fúria - 🙂!
albertoleopoldo#33
Priscila, eu pertenço à orangada?
priscila#34
Não, Alberto, nunca achei isso! 😮!
Por que a pergunta?
priscila#35
Eu não sou contrária à ciência, amigo: sou contrária à inversão de seu paradigma, à violação de sua metodologia, à sua utilização como tática!

Não acho que você pense diferente, e nunca me passou pela cabeça outra coisa!

A referida inversão de paradigma representa justamente a anti-ciência, a semente da destruição do empenho humano, modesto e sincero, em conhecer o universo que nos cerca!

Quando eu critico o que está sendo feito em nome da ciência, eu critico EM DEFESA da ciência - como quando eu critico o que está sendo feito com o Catolicismo eu critico EM DEFESA da Igreja Católica.

Não há nada mais destrutivo do que a violação de um sentido INERENTE a uma determinada coisa, porque a dita coisa se transforma, através desta ação violadora, em sua antítese. É desolador, assistir a isto!
orkut_33#36
Up.
Tópico importante.

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