Notícia com menos esquerdagem que a da Zero Fora
Thums, que moveu ações contra o movimento no Sul, é levado a deixar linha de frente das investigações - José Meirelles Passos – O Globo
Gilberto Thums tratou de seguir a lei ao pé da letra. E por tal empenho se meteu numa enrascada. Procurador de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul, declarou guerra ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que considera uma organização ilegal. Buscou recursos legais apropriados, e sua última batalha resultou no fechamento das escolas itinerantes do MST em seu estado, a partir do último dia 3 de março. Há poucos dias, porém, o procurador percebeu que subestimara o inimigo. Viu-se, então, obrigado a um recuo tático, se afastando da linha de frente das causas. Teve de fazer isso, como afirma, por uma razão estratégica e também por uma questão se sobrevivência:
- É prudente eu sair de cena no momento. Cheguei longe demais. Recuo para preservar a minha vida - justificou, referindo-se às ameaças de morte que tem recebido.
Uma delas, segundo ele, por pouco não se concretizou dias atrás, quando sofreu uma tentativa de atropelamento em Porto Alegre. Não havia movimento de veículos quando ele se preparava para atravessar a rua. Só um Fiat estacionado nas proximidades, com alguém ao volante:
- Assim que comecei a cruzar a rua, o carro arrancou e veio para cima de mim. Se eu não tivesse preparo físico, teria sido esmagado - conta, dizendo não ter anotado a placa.
Sair da linha de frente significará basicamente uma mudança de estilo, não de substância. Thums evitará fazer declarações públicas sobre o MST. Ele confessa que, no calor das investigações, pecou ao calibrar os ataques. Como quando afirmou que o MST era um movimento guerrilheiro. O MST então utilizou o fato de ele ser descendente de austríacos para compará-lo a Adolf Hitler.
O procurador de 54 anos, formado pela UFRJ, vai continuar investigando o MST, mas sem assumir a causa:
Thums, que moveu ações contra o movimento no Sul, é levado a deixar linha de frente das investigações - José Meirelles Passos – O Globo
Gilberto Thums tratou de seguir a lei ao pé da letra. E por tal empenho se meteu numa enrascada. Procurador de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul, declarou guerra ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que considera uma organização ilegal. Buscou recursos legais apropriados, e sua última batalha resultou no fechamento das escolas itinerantes do MST em seu estado, a partir do último dia 3 de março. Há poucos dias, porém, o procurador percebeu que subestimara o inimigo. Viu-se, então, obrigado a um recuo tático, se afastando da linha de frente das causas. Teve de fazer isso, como afirma, por uma razão estratégica e também por uma questão se sobrevivência:
- É prudente eu sair de cena no momento. Cheguei longe demais. Recuo para preservar a minha vida - justificou, referindo-se às ameaças de morte que tem recebido.
Uma delas, segundo ele, por pouco não se concretizou dias atrás, quando sofreu uma tentativa de atropelamento em Porto Alegre. Não havia movimento de veículos quando ele se preparava para atravessar a rua. Só um Fiat estacionado nas proximidades, com alguém ao volante:
- Assim que comecei a cruzar a rua, o carro arrancou e veio para cima de mim. Se eu não tivesse preparo físico, teria sido esmagado - conta, dizendo não ter anotado a placa.
Sair da linha de frente significará basicamente uma mudança de estilo, não de substância. Thums evitará fazer declarações públicas sobre o MST. Ele confessa que, no calor das investigações, pecou ao calibrar os ataques. Como quando afirmou que o MST era um movimento guerrilheiro. O MST então utilizou o fato de ele ser descendente de austríacos para compará-lo a Adolf Hitler.
O procurador de 54 anos, formado pela UFRJ, vai continuar investigando o MST, mas sem assumir a causa: