Em abril de 2009 completou 70 anos do fim de um dos mais dramáticos e trágicos conflitos do século XX: a Guerra Civil Espanhola.
Este conflito foi protagonizado por sucessivas crises políticas e perseguições religiosas que vinha se alastrando no governo social-liberal do Presidente Manuel Azaña. Desencadeada a guerra, de um lado lutaram nacionalistas, monarquistas, católicos, fascistas e republicanos conservadores; de outro lado resistiram juntos socialistas, comunistas, anarquistas, republicanos, maçons e liberais.
Terminada a guerra, a Espanha teve um saldo de 500.000 mortos, mais de 1.000.000 de aleijados e outros 500.000 exilados. O país estava completamente destruído. Testemunhas oculares relatam que nunca viram tantas crueldades somadas por ambos os lados durante os três anos de conflito.
Em meio a tantas desgraças surgem grandes personagens que merecem ser lembrados. E um nome que merece ser recordado nos anais da história é José Moscardo, um verdadeiro herói daqueles anos loucos.
José Moscardó fora coronel do exército espanhol. Quando irrompeu a Guerra Civil, tinha então 60 anos e estava no comando da Academia Militar do Alcazar, em Toledo. Cerca de 1.800 nacionalistas (incluindo 600 mulheres e crianças) buscaram refúgio no Alcazar.
Durante dez dramáticas semanas, comandado pelo Coronel Moscardó, a Academia Militar resistiu, vitoriosamente, a todos os ataques. Armados apenas com rifles e metralhadoras, combateram aviões, tanques, morteiros, minas e petardos. Eram 1.800 nacionalistas contra aproximadamente 8.500 sitiantes! Dez mil granadas e quinhentas bombas choveram sobre o Alcazar, que ruía, mas não se entregava.
Não obtendo êxito em dominar o Alcazar, os inimigos então resolveram agir da forma mais covarde possível: seqüestraram Luis Moscardó, filho do líder da resistência da Academia, e o usaram como meio de chantagem.
Em 23 de Julho de 1936, às três horas, Candido Cabello –- chefe da milícia em Toledo –- telefona para o Coronel Moscardó. Após identificar-se, fez um ultimato ao comandante do Alcazar:
__ O senhor é responsável por todos os crimes e tudo o que está acontecendo em Toledo. Dou-lhe dez minutos para se render. Do contrário, fuzilarei seu filho Luís, que está aqui ao meu lado.
__ Acredito – disse Moscardo.
__ Para que saiba que digo a verdade – continuou Cabello – ele vai falar!
__ Papai! – gritou Luis ao telefone.
__ O que é, meu filho?
__ Nada. Eles dizem que me matarão se o Alcazar não se render. Mas não se preocupe comigo.
__ Se for verdade – replicou Moscardó – encomende sua alma a Deus, grite “Viva a Espanha!” e morra como um herói. Adeus, meu filho. Um beijo.
__ Adeus, meu pai. Um grande beijo para o senhor também.
Quando Cabello voltou ao telefone, disse Moscardo:
__ Pode esquecer o prazo que me deu. O Alcazar nunca se renderá!
E desligou o telefone.
Luis foi morto em 23 de agosto daquele ano.
E o Alcazar não se rendeu. Lutaram bravamente durante dois meses e meio, sem intervalos, dia e noite, não deixando que o inimigo invadisse a Academia.
Em setembro de 1936, finalmente, os resistentes foram libertados pelas tropas de Franco. O Coronel foi condecorado e feito herói nacional.
O mais surpreendente deste relato é que em todos os cercos da História, havia quilômetros de distância entre sitiantes e sitiados. No Alcazar de Toledo, essa distância era de metros. Uma pausa no tiroteio e ouviam-se as conversas no campo inimigo. Durante o cerco do Alcazar, a água e a eletricidade foram cortadas. Cavalos e mulas foram os únicos alimentos dos sitiados. Os resistentes mortos, a princípio, foram enterrados no picadeiro, mas nas últimas semanas foram empilhados nos armários do vestiário da piscina. Quase 60% dos sitiados morreu ou foi ferido. Duas crianças nasceram – uma delas literalmente expelida do ventre durante a explosão de uma mina. Contudo, os resistentes saíram vitoriosos!
José Moscardó Ituarte morreu vinte anos depois, em 1956, como General, patente fez jus a sua grandeza.
FONTE: EBY, Cecil D. O Cêrco do Alcazar de Toledo. Tradução de Nadir Wilcox da Silva. Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro.
Uma das imagens mais famosas da história da fotografia – Militante caído, que mostra o flagrante de um homem sendo atingido por um tiro durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) – seria uma fraude.
Éo que afirmam especialistas espanhóis, depois de uma análise detalhada da imagem, feita pelo húngaro Robert Capa (1913-1954). A fotografia foi publicada pela primeira vez em setembro de 1936, na revista francesa Vu, mas foi alçada à fama quando saiu em outra publicação, a americana Life. O flagrante catapultou a carreira de Capa como o mais importante fotógrafo de guerra do mundo e, para os espanhóis, imortalizou o horror do conflito.
Após examinar a foto e outras imagens expostas na mostra Isto é a Guerra, no Museu de Arte de Barcelona, quatro “investigadores” concluíram que ela, para começar, sequer foi tirada no local apontado por Capa, o Cerro Muriano, no front de Córdoba, onde as forças do general Francisco Franco e homens leais ao governo republicano travavam uma dura batalha. Na verdade, teria sido feita a 55 quilômetros de distância, em uma área onde não havia combates no momento.
O historiador Francisco Moreno estudou os acidentes geográficos que aparecem na fotografia mais famosa de Capa, em outras 34 atribuídas a ele e em seis clicadas por sua companheira, Gerda Taro – como a forma de sete colinas –, e concluiu que coincidem com um local a leste da localidade de Espejo.
– Ficou claro rapidamente para nós que, entre as novas fotos, havia quatro que revelavam o lugar exato onde Capa fez as imagens – disse o cineasta Raúl Riebenbauer, outro dos “investigadores”.
Para piorar, tudo indica que o militante republicano mostrado na fotografia também não levou um tiro. Riebenbauer e seus colegas examinaram a foto com o apoio de médicos legistas e levantaram diversas dúvidas. Entre outros pontos, não encontraram evidências de um ferimento a bala. Também provocou suspeitas o fato de a Vu ter publicado outra foto de um segundo homem morto no mesmo local.
Capa, cujo lema era “se as suas fotografias não são suficientemente boas, é porque você não está perto o suficiente”, morreu no Vietnã, em 1954, aos 40 anos, ao pisar em uma mina.
essa guerra foi terrível, era nazista contra comunista, uma desgraça, o franco era um filho da puta, amigo do hitler perseguiu vários católicos.
1- O General Franco nunca foi amigo do Hitler. Dizem, inclusive, que chegou a levar um tapa na cara do chefe nazista quando se negou, peremptoriamente, a enviar tropas espanholas para os fronts da 2ª Grande Guerra. Ameaçado por Hitler com uma invasão, respondeu que a resistência espanhola seria feita "incluso las mujeres y los niños".
2- Todos os bispos católicos espanhois, sem exceção, apoiaram os Nacionalistas. Isso significa que se as falanges e os requetés perseguiram religiosos era porque esses religiosos se colocavam contra TODOS os bispos, ou seja, eram inimigos da Igreja e amigos dos comunistas e maçons.
3- O governo do Franco "Caudillo de España" - cheio de problemas- deve ser separado da ação heróica do Franco " Generalissimo de España" que para a Glória de Deus afastou de Espanha comunistas e maçons.
Não simpatizo com comunista de nenhuma espécie. Mas herói franquista é meio demais para mim. A única coisa que esse relato me conta é sobre um maluco que deixou o filho morrer por uma porcaria de uma ditadura imbecil. Tem gente que confude as coisas.
E essa de separar o "Governo de Franco" do "Franco Generalíssimo" não passa de um peido verbal. Não dá para separar o Hitler Nazista do Hitler que reergueu a Alemanha das ruínas da I Guerra. São somente facetas diferentes de homens estúpidos e sanguinários. Nenhum dos dois é herói.
Mas herói franquista é meio demais para mim. A única coisa que esse relato me conta é sobre um maluco que deixou o filho morrer por uma porcaria de uma ditadura imbecil. Tem gente que confude as coisas.
Até ali ninguém cogitava que haveria ditadura e muito menos que ela duraria 40 anos. O que o general Moscadó fez foi defender os principios cristãos, a Igreja e a Espanha, entidades pelas quais lutou a vida toda.
Agora tem alguns imbecis que não conseguem conceber a idéia de que existem coisas maiores e mais importantes que eles próprios, coisas pelas quais vale a pena viver e morrer. E ainda insistem que quem confunde as coisas são os outros.
Mas também, a figurinha que postou essa idiotice não tem lá idéias muito claras. O rol de grandes estadistas dele no orkut coloca no mesmo prato Pinochet, Salazar, Franco, Vargas, Castelo Branco, Reagan, Churchill e Tacher... É só pensar nas diferenças de principios entre os três últimos e o resto para ver como direita não é sinônimo de inteligência.
Viver, morrer e matar uma penca de gente, né, compadre? E pode ficar tranquilo, que se um gênio da estatura do Ortega y Gasset foi homem o suficiente para condenar o franquismo sem ficar do lado dos comunistas, qualquer sujeitinho no orkut que me chame de imbecil por não concordar com uma barbaridade daquelas simplesmente não me afeta.
Pinochet, Salazar, Franco, Vargas, Castelo Branco, Reagan, Churchill e Tacher...
Eu não sei de onde ele tirou "Castelo Branco e Vargas", mas é evidente que Pinochet, Salazar e Franco são muito mais humanos e dignos que o "planejador familiar" Reagan, o eugenista Churchill e a abortista Tatcher.
Há que se tolerar muita coisa para que vácuos morais como Reagan, Churchill e Tatcher sejam considerados "de direita".
Pode ser que sim, já que, ainda que a fonte seja confiavel, ela não estava presente no momento em que se deu isso. Como pode ser que não... Primeiro por causa do temperamento do Hitler, que seria, sim, capaz de esbofetear o Franco. Segundo que as únicas tropas que Espanha mandou para o front se resumiram na Divisão Azul.
Devem ser sim, realmente, muito mais humanos. Enquanto uma condena crianças à morte antes do nascimento, os outros matam e torturam para suprimir a oposição. Estais a confundir direita com fascismo. Se for para jogar com a mesma moeda que os comunistas, os teus ditos princípios não valem nada.
Podia ser um aleijado montado num jegue, apoio é apoio. Quem não estava com o Hitler, lutou contra ele, e foram homens de valor, como o "eugenista" (de onde é que você tirou isso, camarada, sinceramente?) Churchill, Roosevelt e o De Gaulle. Não vem com essa palhaçada que não tem nenhum otário aqui.
Ortega y Gasset foi homem o suficiente para condenar o franquismo sem ficar do lado dos comunistas
O Ortega y Gasset era maçon. Isso compromete totalmente a posição dele na guerra. Ainda mais, a posição dele a respeito da participação dos comunistas nas Brigadas Internacionais é dubia, bem como a posição do Julian Marías e do Zubiri. Há um texto do Julian Marías, alias, que estava procurando aqui -mas não achei- que admite que a doutrina das brigadas seja a doutrina socialista, para que houvesse uma união ideológica!!!
Os republicanos positivistas são uns canalhas. Aqui no Brasil também cometeram atrocidades durante a revolta da armada. O facinora Floriano Peixoto mandou trucidar os revoltosos de N. S. do Desterro, e não satisfeito, por pirraça, mudou o nome da cidade para Florianópolis. Um dos fuzilamentos mais cruéis foi o do marechal-de-campo Manoel de Almeida Gama Lobo D'Eça, o Barão de Batovi. Quando o pelotão se preparava para a execução, o filho Alfredo Gama d'Eça pediu permissão para despedir-se. Como o abraço foi longo, o que impacientou o comandante do fuzilamento, pai e filho morreram abraçados.
Pode ter certeza que esse episódio não existiu porque esse encontro é altamente documentado. A biografia mais completa de Franco, a de Luis Soarez, conta em detalhes, até exagerados, o encontro dos 2 em Hendaya. Chega ao ponto de falar sobre as opiniões dos generais nazis sobre as condições das vestimentas e as armas dos espanhóis. Uma bofetada sem dúvidas seria algo a ser registrado.
Eu vou pedir que me contem essa história da bofetada de novo, só para saber se existe algo nela que pode ser crivel.
O fato do Ortega ser maçom compromete tanto a opinião dele sobre o assunto quanto o do padre aí que te falou sobre o Franco ser católico. Ser maçom ou católico não é sinônimo de estar certo ou errado sobre um tema específico, e não tem nada a ver com honestidade intelectual. Deixa de retórica barata. O Ortega é um homem de biografia limpa, diferentemente do Franco, Pinochet e tutti quanti. Mas eu não vou mais discutir contigo, só serviu para me irritar. Já sei a tua opinião, e ela não me parece grande coisa.
Quem não estava com o Hitler, lutou contra ele, e foram homens de valor, como o "eugenista" (de onde é que você tirou isso, camarada, sinceramente?) Churchill, Roosevelt e o De Gaulle.
O mesmo Churchill - homem de valor- que apoiou o Stalin -aquele anjo- e encheu os cofres dele de dinheiro. Faça o favor....
E quanto ao fato dele ter sido eugenista, eu tirei dessa propria comunidade:
"Em julho de 1912 aconteceu a primeira Conferência Eugenista Internacional, em Londres, que foi organizada conjuntamente pela Alemanha, Inglaterra e pelos EUA. O presidente foi o major Leonard Darwin, filho de Charles Darwin, e dela participaram Winston Churchill, Alfred Ploetz, pai da “higiene racial” - eugenia na Alemanha -, Charles Davenport e Alexander Graham Bell. "
E no que compreende ao fim da guerra até o tardo-franquismo foi um governo conservador sim.
O Gen. Franco não tinha a intenção de estabelecer somente um governo conservador, mas, de estabelecer um movimento conservador. Isso é facilmente compreensivel pela atuação cultural, perceptivel no esforço intelectual de reinterpretação da História espanhola e da Igreja - com a derrubada de alguns mitos plantados pelos protestantes e maçons -, no envio de padres missionários, na criação do "Dia da hispanidade", com o intento de reaproximar a Hispanoamérica da Espanha e em muitas outras iniciativas.