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Trabalho veta o capital na missa do 1º de Maio

Iniciado por judith em 29/04/2009 · 11 mensagens

judith#1
ESTADÃO, 29/04/2009

A missa de 1.º de Maio na Catedral da Sé, às 9 horas de sexta-feira, que deveria reunir trabalhadores e empresários em torno do altar, conforme o cardeal arcebispo d. Odilo Scherer prometeu no ano passado, será uma celebração classista, voltada só para os trabalhadores, porque a Pastoral Operária, da Arquidiocese de São Paulo, resistiu à mudança.

D. Odilo disse ontem ao Estado que pretendia convidar empresários porque, em sua opinião, deve haver harmonia entre capital e trabalho. "Não queremos trazer luta de classes para dentro da igreja, embora possa transparecer algum confronto nas manifestações que haverá, depois da missa, em praça pública", afirmou o cardeal. Além de empresários, ele queria convidar funcionários públicos e empregados de outra categorias.

"Esta não é a nossa visão, porque para nós o 1.º de Maio sempre será o Dia do Trabalhador, dia de luto e de lutas", advertiu o metalúrgico aposentado Waldemar Rossi, militante da Pastoral Operária e um dos articuladores da manifestação. Ele critica os shows que a Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) promovem nessa data. "Os sindicatos e movimentos comprometidos com a luta por Justiça repudiam as atividades com caráter de conciliação com o empresariado, em conluio com o capital explorador", argumenta.

A Pastoral Operária sugeriu a d. Pedro Luiz Stringhini, bispo auxiliar que vai celebrar a missa em lugar de d. Odilo, alguns pontos que, na visão dos trabalhadores, devem ser refletidos na homilia da celebração da Catedral da Sé. "Que os ricos paguem pela crise que eles criaram, não nós", esta é a sugestão para uma análise sobre acumulação de riquezas, especulação financeira e distribuição de lucros com acionistas, desfalcando as empresas.
judith#2
Rossi sugeriu a d. Pedro Luiz, em nome da pastoral, que denuncie o "assalto ao dinheiro público para ?salvar? empresas que se dizem em crise", defenda os direitos dos trabalhadores, aponte a precarização do trabalho (contratos temporários, bicos), fale do achatamento de salários e a pressão dos poderosos contra o movimento social.

D. Pedro Luiz informou que vai aproveitar essas sugestões na homilia, ao lado mensagens bíblicas e de uma referência a São José Operário, cuja festa a Igreja comemora no dia 1.º de maio. O bispo acredita que os trabalhadores católicos não entenderam bem a intenção de d. Odilo, ao propor a participação de empresários na missa.

Responsável pela pastoral social na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Pedro Luiz informou que a nota sobre o 1.º de Maio, que a Assembleia Geral de Itaici vai divulgar, seguiu a mesma linha da Pastoral Operária de SP.

A começar pelo título - Dia do Trabalhador, em vez de Dia do Trabalho. O texto, aprovado ontem, mas ainda não divulgado, fala da crise econômica mundial e seus reflexos na vida dos brasileiros.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090429/not_imp362164,0.php
marlon#3
D. Odilo tinha é que anunciar aos militantezinhos que eles estão excomungados, não ficar de lenga lenga...
marcos_12#4
"Não queremos trazer luta de classes para dentro da igreja"

Então, sr. Odilo, comece expurgando a Teologia da Libertação publicamente!
massasofrida#5
comunista,,

é um dos mais jovens cardeais, se tiver saúde, ficará mais vinte anos na frente da Arquidiocese de Sampa, até se aposentar aos 75 anos de idade.
pedro_17#6
D. Odilo anda fazendo um trabalho primoroso em São Paulo. Claro que existem GRAVES e GRANDES problemas, mas a reforma do Seminário, por exemplo, já valeu a pena; por lá as coisas estão indo muito bem mesmo, com Missas bem celebradas, fidelidade doutrinária etc, mesmo havendo pontos da TL, mas que nem de longe têm a influência de outrora - e mesmo assim, estão sendo minados. Quanto ao decreto, só para frisar, a excomunhão não é automática, mas sim reservada à Sé Apostólica. Só incorre na punição latae sententiae quando existe apostasia por conta da adesão formal às doutrinas materialistas e ateístas do marxismo; "§2089 A incredulidade é a negligência da verdade revelada ou a recusa voluntária de lhe dar o próprio assentimento. (...) apostasia, o repúdio total da fé cristã;"
gbschmitt#7
Esse país não tem mais volta.
thiago_7#8
pois é bispo tem que aposentar aos 75 mas como cardeal pode ficar até os 80 não?
pedro_17#9
Não, todo Bispo, ao completar 75 anos, é obrigado a entregar a sua diocese ao Papa. Se o Santo Padre quiser, como Supremo Legislador, pode estender por mais tempo o governo pastoral. Por exemplo, quando D. Eugênio fez 75 anos S.S João Paulo II achou melhor deixá-lo mais alguns anos até que houvesse um bom nome para a sucessão na arquidiocese do Rio de Janeiro, por isso o Purpurado ficou até os 80, depois tornou-se Arcebispo Emérito - como se chama o Bispo "aposentado" - quando da elevação de D. Eusébio ao trono arquidiocesano.
filipe_7#10
D. Odilo tinha é que anunciar aos militantezinhos que eles estão excomungados, não ficar de lenga lenga... [3]
lusguilherme#11

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