Mudança tem que partir do povo, não de Obama, diz ex-radical dos EUA
William Ayers foi acusado de terrorismo por campanha de McCain.
Ele foi militante de esquerda nos anos 60 e apoiou eleição de Obama.
Daniel Buarque
Do G1, em São Paulo
Pivô de uma das principais polêmicas durante a campanha presidencial norte-americana do ano passado, o professor William Ayers agora acha que os progressistas estão se preocupando demais com a chegada da “mudança” prometida por Barack Obama. “As pessoas estão agindo como se ele fosse nos salvar, mas somos nós que temos o poder de salvar o governo dele”, diz Ayers, chamado de anti-americano pelos republicanos, que acusavam o democrata Barack Obama de ser amigo de um terrorista, já que os dois se conheciam por terem atuado na cena política de Chicago.
Ex-militante e fundador da organização radical Weather Underground, que militava contra a Guerra do Vietnã nos anos 60 e chegou a colocar bombas em prédios públicos, Ayers alega que a verdadeira mudança na sociedade americana tem que vir de baixo, partir do povo. “Quando apenas pressionamos o governo para trazer mudança, estamos errados. Precisamos mudar a nós mesmos e mudar o país a partir da mudança da sociedade”, disse, em entrevista exclusiva ao G1, por telefone, sobre os primeiros cem dias do governo democrata. “Estou otimista, pois conheço a história deste país e sei que há uma forte vontade popular de mudar de verdade nossa realidade.”
Desde a eleição de novembro passado, Ayers negou que fosse amigo do agora presidente, e atacou o Partido Republicano por querer culpar Obama por associação com ele. “Era ridículo. Eles tentavam passar a idéia de que eu era responsável por Obama simplesmente porque nós tomamos um café juntos no passado. Isso vai contra a idéia de democracia, pois Obama teria obrigação de falar com pessoas diferentes para ser um democrata”, revelou.
William Ayers foi acusado de terrorismo por campanha de McCain.
Ele foi militante de esquerda nos anos 60 e apoiou eleição de Obama.
Daniel Buarque
Do G1, em São Paulo
Pivô de uma das principais polêmicas durante a campanha presidencial norte-americana do ano passado, o professor William Ayers agora acha que os progressistas estão se preocupando demais com a chegada da “mudança” prometida por Barack Obama. “As pessoas estão agindo como se ele fosse nos salvar, mas somos nós que temos o poder de salvar o governo dele”, diz Ayers, chamado de anti-americano pelos republicanos, que acusavam o democrata Barack Obama de ser amigo de um terrorista, já que os dois se conheciam por terem atuado na cena política de Chicago.
Ex-militante e fundador da organização radical Weather Underground, que militava contra a Guerra do Vietnã nos anos 60 e chegou a colocar bombas em prédios públicos, Ayers alega que a verdadeira mudança na sociedade americana tem que vir de baixo, partir do povo. “Quando apenas pressionamos o governo para trazer mudança, estamos errados. Precisamos mudar a nós mesmos e mudar o país a partir da mudança da sociedade”, disse, em entrevista exclusiva ao G1, por telefone, sobre os primeiros cem dias do governo democrata. “Estou otimista, pois conheço a história deste país e sei que há uma forte vontade popular de mudar de verdade nossa realidade.”
Desde a eleição de novembro passado, Ayers negou que fosse amigo do agora presidente, e atacou o Partido Republicano por querer culpar Obama por associação com ele. “Era ridículo. Eles tentavam passar a idéia de que eu era responsável por Obama simplesmente porque nós tomamos um café juntos no passado. Isso vai contra a idéia de democracia, pois Obama teria obrigação de falar com pessoas diferentes para ser um democrata”, revelou.
