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Gays celibatários podem ser padres, diz bispo

Iniciado por eugenio em 02/05/2009 · 35 mensagens

eugenio#1
O vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bispo dom Luís Soares Vieira, disse ontem no encerramento da 47ª Assembleia-geral da entidade, em Indaiatuba (SP), que homossexuais podem ser padres desde que sejam celibatários.

– Eles (homossexuais) são pessoas. Têm essa constituição e devem ser tratados como gente, com respeito. Agora, o que se exige do heterossexual para ser padre, se exige também do homossexual. Se ele for entrar no celibato, tem de viver a castidade – disse.

Cerca de 330 bispos participaram do encontro de 10 dias da CNBB. O tema central foi o documento sobre as novas diretrizes dos padres brasileiros, aprovado por unanimidade, que reforçou a prática do celibato.

O tema da homossexualidade chegou a ser debatido para entrar nas diretrizes, mas o termo “homossexualismo’’ foi excluído do conteúdo final do documento.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2…223§ion=1003

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Quando Olavão diz que a CNBB é um puteiro, muita gente aqui não gosta.
marcioneijr#2
Não vejo erro segundo a doutrina da Igreja.
eugenio#3
A afirmação do bispo é carta branca para os movimentos gayzistas.
jamesford#4
Pelo contrário, é a primeira vez que alguém na Igreja fala algo que não dá armas ao movimento gayzista.

Como poderá o movimento gay dizer que o gay é trtado com diferenca dessa forma?

E tb nao vejo erro: o que não pode é colocar o cu na frente da fé.

E a Igreja tem que controlar efetivamente seus representantes e cortar na própria carne, com gays ou com Lugos, para evitar toda a sorte de maus sacerdotes.
silvana#5
acham q um padre gay nao iria influenciar os fiéis a apoiar leis e causas gays?

eu q pensei q fosse a ingenua ainda nessas assuntos conservadores e de igreja
hromeu#6
considerando que no seminário ninguém pergunta pra ninguém a 'tendência' sexual e pede celibato de todo mundo
choveu-se no molhado
confessou-se o que todos já sabiam
thepriestman#7
Num mundo ideal, onde as pessoas colocariam sua vocação e valores acima de todo e qualquer outro obstáculo, ok.

Mas, como dizia Santo Agostinho, o Diabo é um cão que morde ferozmente, mas amarrado. Chegando perto dele, ele morderá você.

Ora, colocar alguém homossexual num local onde só há homens é como colocar um alcoólatra pra cuidar de uma adega.

Penso que até por questão de caridade isso não devia ser permitido: caridade para com os homossexuais.
pedro_17#8
Todo homossexual é chamado a castidade: "§2359 As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã."
priscila#9
Perfeitamente CORRETO, Thamu (abreviei - 🙂!).

Não existe o "gênero homossexual" - existe o gênero masculino e o feminino.

Qualquer pessoa do gênero masculino PODE RECEBER O SACRAMENTO DA ORDEM.

E um padre deve se manter no caminho aprovado pela Igreja Católica, Apostólica, Romana, dentro de seus ensinamentos, práticas, tradiçaão, etc. Caso o padre cometa um pecado - por pensamentos, palavras ou obras - deve se arrepender sinceramente e se confessar. Se NÂO CONSEGUIR se arrepender sinceramente, viverá em pecado - mesmo que seus atos COMO SACERDOTE não sejam afetados por isto.

Realmente não há mais nada a dizer sobre isto.
ayrton#10
Então eles vão usar batina cor-de-rosa.
thepriestman#11
Seraphin é um caso exemplar de ex-gay.

Mas penso que ele é exatamente a exceção que confirma a regra.

Ademais, os ortodoxos não são necessariamente celibatários, logo o caso não se aplica à Igreja Católica no ocidente.
marcos_8#12
Essa questão do sexo é muito supervalorizada, hoje.
Caramba, o sujeito vai fazer voto de castidade. Ele não pode fazer sexo com ninguém, seja homem, mulher, GBLTSAWERIVA%# (aumentei por minha conta a sigla), animais, plantas, extraterrestres ou a própria mão.
Ele gostava de dar, ou de comer homem antes. So what? Tem a mesma carga de pecado, e os mesmos problemas, de um heterossexual promíscuo que resolve virar padre (ou, aliás, de um que se regenera e casa).
Tem gente que confunde um pouco o problema social, ideológico, do movimento gay, com a homossexualidade. Um gay não é pior do que um promíscuo heterossexual, do ponto de vista religioso, pelo menos.
E, para quem não é religioso, ficar se preocupando demais se o vizinho é gay ou não é viadagem.
thiago_7#13
o papa bento xvi diz que não...
thiago_7#14
mais uma vez a cnbb desautoriza o papa!
pedrojorge#15
Somente pseudo-católicos podem dizer que não há problemas entre homossexuais não-praticantes exercerem o sacerdócio.

Tanto nos documentos da Igreja quanto na própria Bíblia, vê-se que o sacerdote deve ser alguém irrepreensível. Entenderam bem? Irrepreensibilidade. Um sujeito que é homossexual não-praticante não é irrepreensível simplesmente porque é homossexual. E se Paulo e João afirmam que tais sequer entrarão no reino dos céus, como poderão exercer sacerdócio?

Mais uma vez a CNBB mostra em que lado está em relação a Santíssima Igreja e as Sagradas Escrituras. Triste.
pedrojorge#16
jamesford#17
Não sou versado nas milenares discussões da Igreja, mas falo apenas com base no que conheco da Biblia.
(o que apenas siginifica que nao conheco o status questione, mas posso dar um pitaco - que pode ate ser refutado, e peço que o facam com base nas discussoes, inciclicas e etc psoteriores):

O Gay celibatário não é um homem que ama outros homens e que, se for cristão, ama tb mulheres, criancas e toda a humanidade? Não é, ao fim e ao cabo, um pecador remido de seus pecados passados e atualmente um ser em busca da realização espiritual e da ascese?
(estou falando de um ex-gay com boa fé, e não um militante gayzista sleeper infiltrado, estes devem ser expurgados firmemente)
thiago_7#18
bem, o papa bento xvi ,por causa de escândalos de pedofilia, proibiu que homossexuais se tornem padres.
henrique_8#19
Aqui no Seminário em que moro, graças a Deus, a formação é bem conservadora; por isso gay não tem vez. Certa vez o meu vice-reitor disse numa formação: "Se um seminarista sai de férias e acaba beijando uma menina e, depois, arrependido, conversa com a formação contando o que aconteceu, há ainda uma possibilidade de ele ser perdoado e voltar pro seminário; já se o caso ocorreu com um rapaz, sem chance, mesmo com todo o arrependimento do mundo, mesmo sendo uma pessoa reta - e o seria se contasse à formação". É verdade que há uma ou outra "moçoila", mas essa dificilmente vai longe. Também há aqueles que se fazem de "machão", mas que por trás dos panos, soltam a franga. Esses são mais difíceis de pegar.
Penso que se um seminarista é reto e possui tendência homossexual e queira viver a castidade é passível de ser ordenado, contanto que seja muito bem acompanhado pelo diretor espiritual e pela formação, nem tenha tido nunca qualquer experiência que seja e que não possua trejeitos homossexuais. Neste último caso, pode ser um santo, mas não se deve ordenar, para não causar escândalo aos fiéis e aos pagãos.
De qualquer forma, valem as normas dadas pela Congregação para a Educação Católica: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccat…ione_po.html
priscila#20
Errr... amigos, eu acho que vocês nào estão percebendo o que quer dizer GAY, ou mesmo o que quer dizer homossexual. O termo "GAY"se refere a um COMPORTAMENTO ou CONJUNTO DE COMPORTAMENTOS, não se refere a um "gênero".

O homossexualismo se refere a uma tendência a este comportamento, a uma preferência latente por este comportamento, que pode ou não passar a se expressar concretamente no COMPORTAMENTO ou CONJUNTO DE COMPORTAMENTOS.

O celibato exigido dos padres evidentemente pressupõe que tendências de ordem sexual sejam disciplinadas, sob a força maior de uma espiritualidade altamente direcionada e MAIOR - não pressupõe que essas tendências "NÃO EXISTEM"! O homem que quer ser padre, com força e sinceridade aceitará a disciplina esperada dele, e de bom grado! Cada um a seu modo deverá compor sua vida neste sentido, entendendo e aceitando esta exigência de castidade como importante para o exercício e a realização de sua vocação.

Não consigo entender ONDE, neste mesmo entendimento, pode-se separar qualquer pessoa que aceita a MESMA disciplina com a MESMA sinceridade, dizendo que "este é mau"e "aquele não".
Estou com o bispo, concordo perfeitamente com o que ele diz!
priscila#21
Sim, é óbvio que qualquer um deve ser acompanhado por um diretor espiritual e qualquer um deve estar certo de que é capaz de disciplinar o que for necessário para o bom exercício de sua vocação. Ninguém há de relaxar neste ponto, e admitir o ESCÂNDALO como sendo "circunstancial", ou pouco importante.

Se o sujeito se verifica INCAPAZ, que tenha a honestidade de se declarar incapaz, meu Deus do céu! Deus o ajude a não pecar! Até parece também que é uma dificuldade "intransponível" - eu sinceramente penso que tem um bocado de histeria nisso, e na verdade não é a tentação que é tão forte assim, é a pessoa que é fracota, Deus me perdoe se estiver sendo injusta. Evidentemente nem todo mundo quer ser padre ou freira, nem deveria ser de outro modo - mas quem REALMENTE QUER, consegue a disciplina e domina isso tudo.
priscila#22
Estou com o Marcos - 🙂! Alô, Marquinhos!
marcos_8#23
😄
eugenio#24
Com a devida vênia Priscila, mas acho sua afirmação um pouco ingênua...

É como se estivéssemos falando da exceção à regra, e não da regra.

Veja os escândalos de padre pedófilos que acometeram a Igreja Católica nas últimas décadas. Qual era a orientação sexual desses padres?

Ps: Não sou católico.
priscila#25
Meu caro amigo, nem eu - ainda. Meus escolhidos para madrinha e padrinho estão bem aqui em cima, para confirmar isto: Marcos e Maria! 🙂!

Que a Igreja sofre com o escândalo, prezado amigo, não se discute! Um pedófilo é uma coisa horrenda - mas não é "mais" horrendo um padre que violasse um meninozinho do que um que violasse uma meninazinha! AMBOS são abomináveis.

O Cristo é o Redentor dos pecados, e Seu Nome JAMAIS pode servir de acobertamento para o pecado - e sim SEMPRE para o entendimento sincero de que o Mal precisa ser vencido, vencido sempre, vencido a cada vez, vencido a vida inteira. O coração de qualquer cristão, de qualquer pessoa BOA, se aperta diante do Mal. Se AFLIGE.

A Igreja Católica foi sempre a mantenedora do modelo mais elevado do Cristianismo, e mesmo ela sofreu com a infiltração, sofreu com a traição: o próprio CRISTO FOI TRAÍDO em Sua vida - como esperar que a traição "não exista", que uma instituição esteja "imune a ela"?

Não há ingenuidade nisto, há apenas o respeito a quem VENCE o Mal e NÃO PECA, respeito este que é obrigatório.
marcos_8#26
Obrigado pelo link.
Eu li, e não acho que eu esteja falando nada contrário à orientação da Santa Sé.
Eles não estão filtrando o pecador pelo pecado, mas estão tentando evitar que quem seja homossexual praticante ou adepto de ideologias homossexuais entrem. O que é louvável, uma coisa é sentir tentação (e, infelizmente, cair nela) outro é praticar habitualmente, ou o que é muito pior, não achar nada de errado nisso (ou achar que é um errinho bobo).
Eu não lembro as expressões exatas, mas o texto falava em "homossexualidade profundamente radicada" e "ideologia homossexual", pelo que lembro.
marcos_8#27
O parágrafo com as expressões que eu queria.

"À luz de tal ensinamento, este Dicastério, de acordo com a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, considera necessário afirmar claramente que a Igreja, embora respeitando profundamente as pessoas em questão, [9] não pode admitir ao Seminário e às Ordens sacras aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais profundamente radicadas ou apoiam a chamada cultura gay. [10]
tiago_5#28
bem, o papa bento xvi ,por causa de escândalos de pedofilia, proibiu que homossexuais se tornem padres. [2]

Só por esse motivo, para mim já é válido a proibição dos gays de se tornarem padres.
albertoleopoldo#29
O trecho do documento que Marcos postou elimina a controvérsia. Não houve propriamente um veto ao sacerdócio para o homossexual, mas somente uma restrição contra aqueles que "praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais profundamente radicadas ou apoiam a chamada cultura gay". A notícia "Igreja veta sacerdócio a homossexuais" é a típica manchete eclesial de tablóide, em que o redator sequer se dá o trabalho de ler na íntegra sua fonte primária.

Cabe notar também que a Igreja faz uma distinção entre a homossexualidade como disposição psíquica, que em si mesma não é uma desordem moral e a prática homossexual, "intrinsecamente desordenada", "contrária à lei natural" e que "em caso algum pode ser aprovada" (v. Catecismo da Igreja Católica, 2357).

Além do que "pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, [as pessoas homossexuais] podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã."

Creio que convém lembrar também que tampouco um heterossexual incontinente, por exemplo, é estimulado a receber as sacras ordens. O problema aí é sempre de discernimento vocacional. É claro que tendências homossexuais manifestas são um sinal de alerta, mas não significa que, em qualquer grau, incapacitem o indivíduo para o sacerdócio.
thiago_7#30
de qualquer modo o bispo está desobedecendo o papa em um assunto sério, estando ele certo ou não.
albertoleopoldo#31
Não está desobedecendo, Thiago. Leia o tópico.
thiago_7#32
o sujeito que efetivamente é homossexual, ainda que celibatário não pode ser padre!
aliás quem é homossexual tem as profundas tendências homossexuais radicadas...
e obviamente padres casados não poder ser homossexual.
albertoleopoldo#33
Falou o Magistério Extraordinário pela pessoa de Thiago, estabelecendo a reta interpretação dos documentos.

[...]
thiago_7#34
acho que no mínimo o bispo deixou de mencionar algo importante, e ademais é dif[icil precisar até que grau pode ou não ser padre, e se estpou errado então derrube meus argumentos
albertoleopoldo#35
Olha, eu tenho que me corrigir.

Em tópico de outra comunidade, alguém me chamou atenção aos seguintes pontuamentos, presentes na mesma instrução já aqui referida:

no caso de se tratar de tendências homossexuais que sejam apenas expressão de um problema transitório como, por exemplo, o de uma adolescência ainda não completa, elas devem ser claramente superadas, pelo menos três anos antes da Ordenação diaconal.

e

Para admitir um candidato à Ordenação diaconal, a Igreja deve verificar, entre outras coisas, que tenha sido atingida a maturidade afectiva do candidato ao sacerdócio.

Portanto, ao que parece, o indivíduo ainda enredado com inclinações homossexuais não é um candidato apto às sacras ordens. Estava errado, portanto, e me retifico, pedindo desculpas inclusive por ter favorecido o erro em assunto tão grave.

Em todo o caso, talvez ainda haja como interpretar algo favoravelmente a declaração da CNBB, desde que se dê uma interpretação conveniente do termo 'celibatário' tal como nela empregado. É certo, contudo, que produz confusão e não deixa de ser infeliz, e mais um fato a lamentar na história da dita conferência episcopal.

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