por Ricardo Almeida
1. Introdução
Uma das patalogias mais graves que já assolaram este pobre mundo chama-se "síndrome do esquerdista inexistente". Atinge a quase totalidade dos estudantes universitários mas pode se manifestar, nas suas primeiras fases, em jovens impúberes. O locus em que tal moléstia surge varia imensamente mas está, de resto, associada a alguma forma de transmissão de conhecimento institucionalizada. Ou seja, escolas, institutos, universidades, instituições de ensino em geral, são lugares privilegiados de contágio.
Foi por mim batizada de "síndrome" a referida doença por guardar com estas semelhanças notáveis no que diz a sintomatologia, embora não se enquadre de forma estrita na definição clínica. Foi notada pela primeira vez na escola primária, quando uma professora de História, cujo nome me absterei de citar, inadvertidamente me forneceu o material ideal para sua diagnose na forma de uma aula. Aula esta em que a doença se manifestou com viva intensidade nos jovens, sob os estímulos da sábia universitária que, por sua vez, contraíra a mesma doença quando havia lustrado os bancos do saber no ambiente algo tenebroso da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de São Lázaro - um dos focos endêmicos da moléstia, em nosso Estado.
A guisa de introdução, diremos por fim que a tal doença, para cujo tratamento nunca se receitou qualquer remédio e cujo nome nunca foi inscrito na lista da OMS, acomete jovens aparentemente saudáveis, inteligentes e até instruídos. Não há um grupo de risco determinado. Mas, e isto veremos adiante, uma certa formação moral e educativa favorecem sua emergência contribuindo também para disseminá-la entre aqueles que tiveram contato com os doentes.
Continua em http://acarajeconservador.blogspot.com/
1. Introdução
Uma das patalogias mais graves que já assolaram este pobre mundo chama-se "síndrome do esquerdista inexistente". Atinge a quase totalidade dos estudantes universitários mas pode se manifestar, nas suas primeiras fases, em jovens impúberes. O locus em que tal moléstia surge varia imensamente mas está, de resto, associada a alguma forma de transmissão de conhecimento institucionalizada. Ou seja, escolas, institutos, universidades, instituições de ensino em geral, são lugares privilegiados de contágio.
Foi por mim batizada de "síndrome" a referida doença por guardar com estas semelhanças notáveis no que diz a sintomatologia, embora não se enquadre de forma estrita na definição clínica. Foi notada pela primeira vez na escola primária, quando uma professora de História, cujo nome me absterei de citar, inadvertidamente me forneceu o material ideal para sua diagnose na forma de uma aula. Aula esta em que a doença se manifestou com viva intensidade nos jovens, sob os estímulos da sábia universitária que, por sua vez, contraíra a mesma doença quando havia lustrado os bancos do saber no ambiente algo tenebroso da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de São Lázaro - um dos focos endêmicos da moléstia, em nosso Estado.
A guisa de introdução, diremos por fim que a tal doença, para cujo tratamento nunca se receitou qualquer remédio e cujo nome nunca foi inscrito na lista da OMS, acomete jovens aparentemente saudáveis, inteligentes e até instruídos. Não há um grupo de risco determinado. Mas, e isto veremos adiante, uma certa formação moral e educativa favorecem sua emergência contribuindo também para disseminá-la entre aqueles que tiveram contato com os doentes.
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