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A Dialética das Raças

Iniciado por pedro_17 em 12/05/2009 · 7 mensagens

pedro_17#1
O nazismo é criminalizado no Brasil, mas por aqui triunfa uma análise sociológica genuinamente nacional-socialista; o polilogismo racial. Os nazistas, influenciados pelo polilogismo de classes dos marxistas, afirmavam que um não-ariano era condicionado, na sua essência, à produção de opressão e alienação, ou seja, o destino era determinado desde a infância, simplesmente pela “cor de pele”. Dentro da análise nazista não havia espaço para um política social; não importava se o judeu era rico ou pobre, se o eslavo era da elite alemã ou um miserável coitado do subúrbio de Berlim, qualquer raça ou cultura que não fosse “legitimamente” alemã trazia consigo a semente da dominação e da opressão – tinha que ser combatida.

No Brasil essa é a mentalidade difundida pelos movimentos e ONGs que discursam em defesa de cotas raciais – seguem piedosamente os ensinamentos de Stálin, que dizia que todos os conflitos de raça deveriam ser transformados em luta de classes. Obviamente, para qualquer pessoa sensata, o problema brasileiro é social em sua origem; 42% da população se diz parda, enquanto 7% se diz negra. Os populistas líderes “afro-brasileiros” acreditam que falam por uma comunidade preta, entretanto, vale frisar, essa identidade racial inexiste no país, e é isso que significa o fato da maioria da nação se considerar mestiça. Não obstante, chega a ser caricato ouvir militantes da causa negra construindo uma idéia de “povo negro” quando o dito “povo negro” sequer se entende como um povo distinto de todo a brasilidade e sequer elegeu seus porta-vozes raciais. Desse modo, hoje podemos refletir o questionamento lançado por Gilberto Freyre, ilustre sociólogo brasileiro: “A raça estará, então - raça, não no seu sentido justo mas como aquela super-realidade exaltada de modo mítico e místico pelos nazistas como a força física e mental com específica missão política e cultural - tomando o lugar de classe, como fator na política contemporânea?”
pedro_17#2
peregrino#3
Uma vez eu estava caminhando com uma colega meu que é negro, e passamos por uma mulher negra de uns 60 anos, gorda, usando uniforme de empregada, ela era bem negra mesmo, o que aqui onde moro não é muito comum, aqui existe muito pardo mas pouco negro. E ele então me disse coisas sobre o racismo existente no Brasil, falou que era preciso combater o racismo porque negro só possuia empregos ruins, que era necessário dar uma oportunidade para os filhos dessa mulher, para que eles não ficassem igual a ela, para que tivessem empregos melhores, etc, etc, etc.

Eu então perguntei algumas coisas. Disse: digamos que esta velha, gorda e preta (perdão; negra) de hoje, quando nova fosse muito bonita, uma tremenda de uma gata, uma negona daquelas de arrasar quarteirão. Digamos que ela fosse destaque de escola de samba, que desfilasse toda coberta de oleo lubrificante e porpurina, com os seios pontudos amostra, que usasse apenas um minusculo tapa sexo invisível. Digamos que ela tivesse uma bundona, bem grande mesmo - a bunda da velha era bem grande, eu até olhei um pouco - dessa forma era bem possível que quando nova ela fosse uma mulher muito desejada por todos.

Pois então, digamos que ela estivesse lá desfilando enlouquecida, a bom sambar, toda coberta de suor a pingar, as carnes a mexer e oferecer, uma negona azul de tão nega, toda coberta de oleo e suor, e calor e amor para dar, se remexendo feito uma cobra, MEU DEUS! Que loucura!

Bem... eu me empolguei... mas como ia dizendo; qualquer homem, branco, japonês marciano ou negro iria pirar com algo assim, qualquer noção de racismo vai para o beleleu com uma coisa dessas, uma mulher assim vira a cabeça de qualquer um.

Digamos que um sueco que assistia isto se enamorou dela e ela dele, e assim eles se casaram e tiveram um filho, digamos que este filho fosse um moreno, que hoje é contador, e tem uma vida relativamente boa como contador. Ninguém dá a mínima para um moreno contador, mas para uma negra esfregando janelas... Meu Deus!
peregrino#4
Digamos que este filho dela, o contador, se encantou com uma linda loira gaucha, eles se casaram e tiveram um filho, um garoto loiro e de olhos azuis, que se formou em medicina e hoje é neurocirurgião. Neto da "negona" lá do samba que estava esfregando janelas.

Eu perguntei então para o meu amigo: você seria favorável a oferecer cotas e outras vantagens a um neurocirurgião loiro e de olhos azuis? E depois perguntei: será que você está realmente preocupado com os descendentes desta mulher, ou será que ela só lhe interessa na medida em que corresponde a um modelo de sociedade? E ai dela e dos filhos dela que ousem não corresponder a tal modelo.

Na verdade eu vejo a miscigenação existente no Brasil muito mais como um problema para o movimento negro do que como uma vantagem. Não sou contra que ninguém queira preservar a sua raça, acho que este espaço deve ser oferecido e preservado, mas acho que uma certa dose de miscigenação é importante para absorver tensões raciais.

Pois então, estes filhos dessa mulher podem ser qualquer um de nós, eu tenho sangue negro, embora para o padrão brasileiro eu não seja negro, mas sangue de negro eu tenho, assim como de indio também, sou bem típico brasileiro, assim como a mioria do povo deste país, mas quem é que vem me oferecer cotas?

Maldito do meu avô que era um mulato! Maldito dele por ter trabalhado e construido um patrimônio que lhe permitiu casar com uma branca. Se ele fosse um militante negro racialista, partidário da pureza racial hoje eu estaria feito, teria cota e todo o resto. Droga!
thiago_7#5
exato, uma visão do socialismo muito próxima a do hitler!
e pior determinista.
mas também há um componente daquilo que iuri besmienov falava de jogar um grupo contra o outro
julio_4#6
Como diz a Bíblia: Só existe uma raça, a raça humana
pedro_17#7
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Estou participando de um debate na comunidade "Racismo, NÃO". Vejam!

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