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Agostinho está certo , Marx errado

Iniciado por rafael_33 em 23/05/2009 · 9 mensagens

rafael_33#1
A HISTÓRIA NÃO É UMA LUTA DE CLASSES COMO DIZIA MARX, MAS UMA LUTA ENTRE AS DUAS CIDADES, A CELESTE E A TERRESTRE

“Dois amores fundaram, pois, duas cidades, a saber: o amor próprio,
levado ao desprezo de Deus, a terrena; o amor a Deus,
levado ao desprezo de si próprio, a celestial.”
(Santo Agostinho)

De todos os autores que li e que escreveram uma teoria da história, Santo Agostinho foi o mais realista e acertado de todos. A concepção agostiniana da história é de uma atualidade incrível e ilumina toda história da humanidade. Quem iluminado pela fé não vê que quantidade de leis iníquas são promulgadas contra a lei de Deus? Quem medicado com o remédio da fé e dos sacramentos não vê com nitidez que tem crescido enormemente o ódio contra a Igreja e contra o vigário de Cristo, o Papa? Quem tendo Cristo por médico, não vê a luta escarniçada entre as ovelhas de Cristo e os lobos e cabritos do demônio?

O charlatão Karl Marx errou feio ao dizer que a história de toda a sociedade até hoje é a história da luta de classes. Quem acertou mesmo foi Agostinho ao afirmar que a história de toda a sociedade até hoje é a história das duas cidades: a Cidade de Deus e a Cidade terrestre. “A Igreja é a cidade de Deus sobre a terra” (Orígenes, Hom. Jeremias 9,2).

Uma cidade condena a corrupção dos costumes, a outra louva. Uma quer gozar de bens espirituais, a outra dos bens carnais. Uma busca o repouso da vida eterna, a outra a segurança do vício. Uma prega o refreio das paixões, a outra dá publicidade ao vergonhoso, como se a honestidade e os bons costumes causasse vergonha e a desonestidade, glória.
rafael_33#2
Uma cidade adverte que a “verdadeira justiça existe apenas na república cujo governo é Cristo” (Cidade de Deus, Tomo I, Livro II, XXI, 92). A outra, diz que a verdadeira justiça existe apenas no igualitarismo marxista. Numa cidade, temos o Evangelho da vida, da salvação, da família, da castidade, da moralidade, da lei de Deus. Na outra, falso evangelho da morte, do aborto, da eutanásia, da contracepção, do amor livre, da impureza, da destruição da família, etc.

A cidade terrestre persegue e oprime e se faz de vítima. A Cidade de Deus é perseguida e “agüenta sem cessar as perseguições dos malvados, e contudo, perdura sem desaparecer até o fim do mundo.” (S. Gregório Magno, Moralia in Job. Libro IX, 13). É vitimada e vista como opressora.

Numa vive-se para o Deus verdadeiro, a Santíssima Trindade que é Pai, Filho e Espírito Santo. Na outra, vive-se para os falsos deuses, a carne, o mundo, e o diabo, outra trindade.
rafael_33#3
Agostinho dizia que toda a vida do homem singular é dominada por esta alternativa fundamental: ou viver segundo a carne, portanto, ser um habitante da cidade terrestre ou viver segundo o espírito, isto é, ser um habitante da cidade de Deus. Em outras palavras, poderíamos dizer que quem não está com o Espírito de Cristo está contra o Espírito de Cristo, está, portanto, com o espírito do mundo. Não há meio termo.

A mesma alternativa domina a história da humanidade. Esta é constituída pela luta de duas cidades ou reinos e não pela luta de classes: o reino da carne e o reino do espírito, a cidade terrena ou a cidade do diabo, que é a sociedade dos ímpios, e a cidade celeste ou cidade de Deus. Uma cidade é a cidade dos vivos, a outra, a cidade dos mortos. “Todos os que estão fora da Igreja pertencem aos mortos” (S.Cipriano de Cartago, Carta LXXI, 1, Bayard II, 257).

As duas cidades que estão misturadas desde o começo da história humana e o estarão até ao fim dos tempos. Só interrogando-se a si próprio, cada um poderá averiguar a qual das duas pertence. Porque ainda “existem dentro da santa Igreja homens carnais que colaboram com o astuto tentador.” (S. Gregório Magno, Moralia in Job, Libro VI, 1) e pertencem ao cidade terrena. “Estão unidos à Igreja pela comunhão dos sacramentos mas não estarão associados à sua glória na eterna felicidade dos santos.” (S. Agostinho, A Cidade de Deus, Tomo I, Livro I, Cap. XXXV)
http://advhaereses.blogspot.com/
rafael_33#4
pode ser associada a pretensão do Estado de ter poder sobre a vida e a morte do homem.O Estado Moderno é a expressão política do reino da carne pois impõe o secularismo como a religião de nossos tempos.
Na escritura os grandes impérios pagãos são sempre o símbolo do Reino do mal e do Anticristo que oprimem as consciências humanas impedindo-as de viver conforme a lei natural e de Deus.
O Reino do Anticristo haverá de ser um império secular ; sua potência será basicamente política.
eric_2#5
Santo Agostinho ...
Pai da Igreja e teve grande contribuição na codificação da Doutrina Espírita
eric_2#6
sim ...Agostinho teve papel importantissimo na codificação da DE.
Talvez ele foi o maior contribuidor para formar corpo.
Existiram vários outros mas Agostinho junto com São Luis foram a influencia principal para o que conhecemos hj como Doutrina dos Espíritos!
marcioneijr#7
Um baluarte da ortodoxia no século IV, contribuindo na codificação da Doutrina
Espírita... 😄😄²

Huashuashuas
jamesford#8
dos espíritos que respondiam às mesas de Kardec e sua equipe.

Realmente, aparece bastante o nome de Agostinho e São Luis.

Não quero entrar no mérito da religião/seita espírita, mas o próprio Kardec ressalva que poderiam ser outros espíritos usando estes nomes para impactar, o que ele acha legítimo.
eric_2#9
Vc deu uma explicação parcial mas para não entrar no mérito da questão visto que não sei a orientação do pessoal da comunidade eu sugiro que considerem o que o James escreveu excepto sobre a identidade dos espíritos pq o proprio Kardec disse que quanto mais famoso for o nome mais desconfiança deveria-se ter e perguntas a fazer e a respeito da identidade do espirito ela seria provada de acordo com a mensagem do mesmo ...
Não se pode atribuir conselhos elevados de espiritos inferiores e conselhos e instruções fracas de espíritos que assinam com nomes venerados.
Ademais para os que tiverem interesse no Livro dos Médiuns tem muita coisa a respeito disso e de espiritos embusteiros, enfim tudo está nas 5 obras básicas do Espirtismo.
Mas me limito a encerrar por aqui pq não quero ser visto como proselitista aqui na comu!

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