Ae galera,
Para quem está tentando desbravar as páginas pesadas e densas do Napoleão Mendes, ou de ler aquele livro em que o autor pensa que nós somos os mestres do latim ao citar extensas passagens pra logo depois descobrirmos que ninguém traduziu o raio da coisa...
Essa ajuda da wikipedia foi essencial, é uma lista, bastante extensa, de Frases em Latim.
Infelizmente o mini-dicionário está em inglês.
Mas para quem quiser segue o link, devidamente emPDFzado por mim.
ler aquele livro em que o autor pensa que nós somos os mestres do latim ao citar extensas passagens pra logo depois descobrirmos que ninguém traduziu o raio da coisa...
A qual livro você se refere, Leandro?
Os livros antigos sem editoração moderna geralmente não contêm as traduções.
O latim era basicamente estudado em toda parte.
O melhor método em Português é o Ars Latina, em 4 tomos (o primeiro tomo basta como Gramática); o melhor dicionário (um dos melhores, dentre todos os idiomas) é o Ernesto Faria (para francófonos, ir atrás do Gaffiot, que é o melhor dicionário de Latim de todos os tempos). Repita-se: tendo em mãos o Ernesto Faria, não carece ir atrás de outro dicionário, em qualquer outro idioma, a não ser o Gaffiot.
O método do Prof. Napoleão tem muitos defeitos imperdoáveis, segundo dizem os filólogos.
Um conselho a todos: jamais comecem a estudar Latim pelos textos da Patrística ou pelos medievais. O ideal é começar com Cicero ou Caesar; numa segunda fase, Quintiliano.
Quanto à importância do Latim, basta a advertência de Lêdo Ivo, da Academia: ''Quem não sabe Latim, é muito simples: não sabe Português''. Em outras palavras: quem não dispõe do Latim, e igualmente, não tem acesso a um conhecimento mínimo de exegese literária, logo, de Etimologia, nunca será mais que um 'bom usuário' da Língua Portuguesa, sem jamais todavia dominá-la.
Caro Marquinhos: quanto a uma boa oportunidade de acesso facilitado aos textos latinos originais, em boa edição e preço acessível, não conheço melhor que a coleção Classiques en Poche, da Belles Lettres, em edições críticas bilíngües. Nota-se que as traduções que eles fazem não igualam em qualidade as traduções da Loeb, da Harvard Press, devido ao conceito de tradução das escolas francesas, que optam por traduções interpretativas, ainda que sobre um largo suporte exegético, bem que em detrimento do texto, da mensagem original do autor; mas pelo menos temos acesso ao texto original e às notas críticas comentadas (por exemplo: se Cícero cita um senador desconhecido do grande público).
Essas edições são encontradas muito facilmente, numa faixa de preço entre 20 e 30 reais, na Livraria Francesa. Vai um link abaixo, direto para uma obra do Cícero, para você dar uma olhada:
http://www.livrariafrancesa.com.br/ch/prod/59078/de-…lesse.aspx#d
S
alutar importante anotar que essa mesma editora, Les Belles Lettres, dispõe de uma coleção enciclopédica seguindo todos os autores clássicos gregos, latinos, medievais e renascentistas, sempre em edições críticas bilíngües. Não se trata contudo dessa coleção, Classiques de Poche, a qual, pelo que se entende, repete alguns textos da coleção ''sênior'', em edições doravante mais simples, e assim, acessíveis ao grande público.
Eu citei acima a coleção Loeb, da Harvard Press. O inconveniente é o mesmo dessa coleção ''sênior'' da Belles Lettres: é muito, muito caro.
Para quem está começando, seja Latim ou Grego, seria o ideal adquirir pelo menos um volume dessa coleção pra começar e ter a oportunidade desse acesso 'en direct'.
Dessa coleção, eu quero dizer: da coleção Classiques de Poche.
Vá lá... 30 reais não pesa no bolso de ninguém, e é Cícero no original!
Se é o caso de bibliotecas digitais, aqui vocês terão o bastante para três séculos de estudo:
Autores gregos (texto original):
http://mercure.fltr.ucl.ac.be/Hodoi/concordances/intro.htm
Autores latinos (texto original):
http://agoraclass.fltr.ucl.ac.be/concordances/intro.htm
Sítio de Philippe Remacle:
http://remacle.org/
Sítio de Ugo Bratelli:
[content suppressed]
Outros sítios propostos:
https://perswww.kuleuven.be/~u0013314/greekg/reading.htm
Sítio de François-Dominique Fournier (historiadores do Mundo Antigo):
http://www.mediterranee-antique.info/index.htm
Aí tem tudo. Tudo! Eu repito: tudo!
Faz tempo que eu não entro nesses sítios.
Você deve começar em duas frentes: estudando os historiadores antigos, a exemplo de Tucídides, Heródoto, Xenofonte, para os gregos, e Tito Lívio, Caesar, para os latinos, a seguir os historiadores modernos, ditos clássicos, do Mundo Clássico, a exemplo de Mommsen e Gibbon, para Roma e a Queda do Império, por exemplo, e aquele livro do Toynbee sobre os Helenos, mais Pierre Vernant, Jaeger, aquela coisa toda - no caso do Mundo Clássico Cristão, a maravilhosa História da Literatura Antiga Latina e Grega, de Norelli e Moreschini. Bem, essa é uma frente: a História. A outra frente é estudar as Letras Clássicas, quer dizer, ter acesso ao pensamento antigo, o qual não é acessível senão à medida em que se dispõe do modo de pensar dos antigos, expresso por suas respectivas línguas. No caso do Grego, começar com o método do Prof. Murachco, e pouco-a-pouco, tentar penetrar na Koiné bíblica e em Xenofonte; no caso latino, usar um método qualquer (dizem que o Ars Latina é o melhor), um bom dicionário, e pouco-a-pouco penetrar em Cícero ou César, pois quem lê Cícero ou César, lê qualquer coisa (vá lá.. um Plauto vai ser mais difícil, mas Plauto é ponto facultativo).
E nesses sítios você vai encontrar as duas coisas: os historiadores clássicos, em línguas modernas, e os autores da tradição clássica, no original, e em algumas traduções modernas, em geral do séc. XIX, ou seja, as primeiras traduções.