Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Tá faltando um partido conservador

Iniciado por mariateresa_2 em 31/10/2006 · 28 mensagens

mariateresa_2#1
Teria que surgir um partido conservador no Brasil. Um partido que resgatasse valores morais. Chega dessa lenga-lenga retrógrada de esquerda. Acho que um discurso conservador de direita pega aqui no Brasil, porque, no fundo, nosso povo é conservador. Que valorize o trabalho, o esforço, o mérito.
jean#2
Ola

Acho que o unico mesmo eh o Federalista (http://www.federalismo.org.br/)

Se tiver outra proposta seria como esse partido, me avisem.

Saudacoes,

Jean
inocncio#3
Se o PFL fosse esperto pegava essa gente do federalista e criava um novo partido. Precisamos de iniciativas nesse sentido.
lucas_6#4
... e, por isso mesmo, acho que o próximo passo é criar uma revista conservadora; uma publicação que reunisse os vários articulistas conservadores que já existem e divulgasse estas idéias.

Uma publicação permitiria que uma parcela mais larga da população entrasse neste debate, o que criaria o clima para um partido conservador.
lucas_6#5
Eu gostava bastante da "Primeira Leitura", mas ela não era propriamente de direita. Era, talvez, anti-esquerdista (ou anti-petista), sem chegar a ser conservadora. Já tem muito escritor conservador bom espalhado pelos blogs. E, se contarmos com os que deixaram de escrever blogs, teríamos um número suficiente de gente muito boa.

Acho que, eventualmente, esta revista será criada. Basta que alguém consiga montar a equipe e conseguir o financiamento.
fabio_9#6
Por favor, visistem:

Esta comunidade visa apoiar e dar visibilidade à propostas de formação de novos partidos no Brasil, considerando-se o vácuo de representatividade sentido pela imensa maioria da população.

[url]/Community.aspx?cmm=23212552&refresh=1[/url]
rafael_2#7
Não tenho certeza se a criação de um partido conservador mudaria o que é necessário. Poderia ajudar, mas não sei em que medida. Como o próprio Olavo já disse, um partido político é algo extremamente superficial na sociedade. O Brasil carece é de uma cultura superior, onde os valores conservadores possam se espalhar e se manter.

O programa do dia 12 de fevereiro traz pontos essenciais sobre este tema. Transcrevo um trecho onde o Olavo fala sobre o que é necessário para promover uma mudança.

Um ensino superior que seja o melhor do mundo, para ter um efeito irradiante de geração em geração. Antes de educar o povo é preciso educar quem vai educá-lo.
Primeiro se forma uma liderança. A elite intelectual é o começo do país; no Brasil todo mundo tem educação primária mas ainda não temos elite. Houve expansão da base e achatamento do topo. Sem inteligência não se resolve nada, é preciso primeiro desenvolver uma inteligência para então atacar os problemas. Mas o brasileiro é contra o conhecimento.


No Brasil vários políticos têm medinho de dizer que são de direita e conservadores. Como fazer política com estes caras?
uriel#8
.

Esse negócio de preparar uma intelectualidade brasileira conservadora, criar think-thanks e partidos conservadores (ou um partido) é muito legal e supimpa, mas leva muito tempo.
Uns 15, 20 ou 30 anos. Tem que formar uma geração e tal (é o que a esquerda vem fazendo no Brasil desde os anos 60. Ou seja, há uns 40 anos).

então não temos tempo pra isso. Daqui a 20 anos o Brasil já pode ter virado uma nova Cuba.

o negócio agora é derrubar o Lula e o PT, cassar o mandato de muita gente, colocar novamente na ilegalidade os partidos subversivos, botar os militares pra acabar com o CV, PCC e MST..

como foi feito com o Jango na revolução de 64.

Não tem importância se esse governo contra-revolucionário provisório não fôr o governo conservador liberal-clássico dos seus sonhos. Essa coisa de fazer uma reforma tributária radical, privatizar Petrobás, re-instituir a monarquia etc é muito legal, mas pode ser feita no futuro.

A prioridade máxima e urgente agora é não deixar os comunistas acabarem com a segurança, as estradas, parques nacionais, portos e o sistema de tráfego aéreo brasileiro (não sei se vocês perceberam, mas é isso que os comunas tão fazendo agora nesse momento. Desestabilizando pra poder dar um golpe ou convocar uma Assembléia Constituinte que dará todo o poder a eles).

é não deixar os comunas acabar com os militares e armar as guerrilhas. Há que impedí-los (na verdade,interrompê-los).

e isso não é um serviço pra um Roberto Campos nem pra um Hayek. É serviço, sei lá, pra um Bolsonaro, pra um Eneas Carneiro.
pra um Pinochet, na melhor das hipóteses.

se é que me entendem.
ricardo_15#9
A primeira pergunta a ser feita quando se entram em pauta temas similares é: qual o objetivo da discussão? Creio que o objetivo de uma discussão desta natureza não seja de ordem meramente teórica; não estamos discutindo a metafísica de Aristóteles ou as leis da física quântica. Então, se a discussão tem uma finalidade prática, deve-se modificar um pouco o estilo dela. Vamos estabelecer metas, prazos de realização e, finalmente, cumprir as metas. Os conervadores devem estabelecer metas pontuais e precisas. Existem dois pontos convergentes, mas distintos, de ação. Por um lado, o conservadorismo brasileiro deve firmar-se como uma corrente de opinião bem estruturada, com a sua casta sacerdotal, como bem disse o Sílvio. Por outro, a política imediata no país também deve ser um foco de ação conservadora. Então a pergunta é: quais as metas dos conservadores e como elas serão realizadas? Sob este enfoque pragmático, eu tenho algumas sugestões.

1) Criação de grupos de estudos conservadores, de preferência dentro das academias (centros de educação pública e privada). São dois os resultados destas propostas. 1) Integração dos conservadores de um determinado estado. Os conservadores constumam ser muito dispersos, o que enfraquece sua ação política. 2) Penetração nas academias, tradicional reduto das esquerdas, e consequente ampliação da esfera de influência do conservadorismo.

2) Nestes grupos, deve vigorar o princípio do laissez-faire intelectual. Qualquer um deve ser aceito, inclusive esquerdistas, desde que obedeçam as regras mínimas do debate civilizado. Se o esquerdista se furtar ao debate, estará automaticamente demonstrando a insuficiência da sua formação cultural. Caso ele participe do debate, conhecerá o conservadorismo pela boca dos seus defensores, e não, como é de hábito, pela de seus adversários. Logo, se ele for minimamente racional, será obrigado a reconhecer sua ignorância acerca do conservadorismo e, portanto, a fraqueza de argumentos dirigidos a um inimigo imaginário.
ricardo_15#10
3) Lord, você está certíssimo. Há uma necessidade vital de se criar uma revista conservadora. Mas não vamos cair no discurso "ah, vai chegar alguém que faça", etc e tal. O ponto é: quem? Faça você, se puder. Se não puder, então arranje quem faça. Veja, não é uma censura. Apenas estou enfatizando o lado prático, do aqui e agora, destas propostas.

4) Existem empresários simpáticos as idéias conservadoras, mas poucos. Essa gente precisa ser convencida a pagar por projetos que, no fim das contas, serão bem mais benéficos a eles, enquanto capitalistas, do que dar ajuda financeira a partidos de esquerda empenhados em destruí-los.

5) Coletâneas de textos. A esquerda praticamente vive disso. Existem textos muito bons de autores da chamada "nova direita". A Política do Espírito, de Martim Vasques da Cunha, A Verdade do Direito Natural, de Nivaldo Cordeiro, alguns ensaios de P7C, de "Alceu Garcia", de Felipe Ortiz, do Cláudio Tellez, do Heitor de Paola, do Alex Catharino, etc, etc. Por mais que a internet seja uma ferramenta útil, os livros ainda são insubstituíveis. Os melhores textos dispersos na internet devem selecionados, reescritos (quando houver necessidade) e publicados numa coletânea com prefácio de Olavo de Carvalho. É preciso contactar as editoras e oferecer-lhes uma proposta formal. Penso em editoras como a Topbooks, a Barracuda, a É Realizações, algumas das editoras mais afins ao pensamento de direita. Para isso, é necessária uma comissão formada pelas pessoas mais experientes no assunto. Olavo é muito ocupado. De Meira Penna, eu não sei. Mas Nivaldo Cordeiro e Cláudio Tellez parecem ser pessoas bem ativas. Talvez eles topem a idéia. Aí forma-se uma comissão, avaliam-se os textos e submetem-se as sugestões aos conservadores (nas comunidades ligadas ao conservadorismo). Depois disso, teremos uma amostra razoável do que a direita anda pensando hoje em dia.
ricardo_15#11
Estas são propostas no campo propriamente intelectual. Ando meio por fora da política (ok, é um mea culpa, o que estou fazendo, sim?), por simples falta de paciência. A política brasileira é uma das coisas mais monótonas que existem. É sempre um tal de "quem roubou quem" que me dá um tédio infinito. Mas, as pessoas que conseguem vencer a monotonia inevitável da província, por favor, estabeleçam metas precisas para sua própria ação. Criar um partido é bom, mas não é o suficiente. É preciso criar organizações de base, tipo a UJS (bem, não precisa ser brega, comunista e barulhenta, mas pode ser um pouco mais ativa do que uma ordem de conservadores castálicos). Jovens são, por natureza, entusiasmados e imaturos. Não tem solidez espiritual. Dê-lhes uma palavra de ordem firme e eles farão exatamente o seu papel no processo.
priscila#12
Meu Deus, você falou perfeitissimamente, Ricardo!

É mesmo assim que se deve agir!

Olha, parabéns e muito obrigada - vou divulgar as metas entre o meu grupo de amigos interessados no tal "fazer alguma coisa", porque você simplesmente disse tudo.
ricardo_15#13
Excelente, Priscila. Divulgue-as, por favor.

Aqui em Salvador o tal do "fazer alguma coisa" já está começando a surtir efeitos, modestos, mas bem reais. Eu e uns amigos montamos um grupo de estudos do conservadorismo. Este grupo já está chamando a atenção dos esquerdistas da UFBA. Em sua maioria, eles ainda são avessos ao debate, umas figuras meio coriáceas. Mas um ou outro já se interessou e participou das nossas reuniões. É apenas uma questão de tempo e paciência para que a influência do grupo se estenda.

Também pretendo incluir alguns assuntos da agenda conservadora no jornal acadêmico de ciências humanas. Não é um jornal político, não tem viés partidário, nem eu pretendo transformá-lo em tal. Contudo, o conservadorismo tem suas linhas filosóficas e sociológicas próprias, cujo traçado foi dado por Olavo, Meira Penna e cia. O primeiro exemplar vai sair com um texto meu sobre educação liberal (se quiser, te mando por e-mail para você avaliar, leoa) e no próximo número, com certeza sai lá uma entrevista do Meira Penna que eu estou tratando de conseguir, ou melhor, arrancar, do velhinho, enquanto ele mantém sua lucidez absolutamente intacta e uma inteligência quase humilhante (falo por mim, claro).

Tente falar com o Martim Vasques da Cunha, Priscila. Há um longo ensaio de sua autoria intitulado "A Política do Espírito, ou: A Luta pela Unidade do Ser", um dos momentos altos na produção da direita jovem desse país. Acho que ele deveria reescrever e condensar este ensaio - tem mais de cem páginas -, talvez aparar umas arestas estilísticas e reforçar a armadura do argumento central. Assim ficará perfeito para publicação em livro. Pedro Sette Câmara é outro que, com certeza, deve participar de um empreendimento desses. Escreve bem, é inteligente, sabe argumentar e conhece a fundo o mitiê. Não há melhor indicação.

A propósito, o link do ensaio: http://www.oindividuo.com/convidado/martim47.htm
Vejam se minha admiração não se justifica.
ricardo_15#14
É bom lembrar que o ensaio tem cinco partes. Esta é a primeira. As demais estão no site do Indivíduo na seção dele. Leiam todas. Acho que este ensaio foi a melhor coisa que MVC já escreveu na vida. Sem querer desmerecer as boas análises literárias de Tolentino, Osman Lins, Pynchon, entre outros.
uriel#15
.

"Uriel, ok, tiramos o Lula. E o que colocamos no lugar?"

Um governo militar temporário, ué (que provavelmente vai durar uns vinte anos ou mais). Remeber 1964.

enquanto os milicos colocam o país em ordem vocês vão preparando a tal intelectualidade conservadora que no futuro pedirá a re-democratização do país e tal.
priscila#16
Bom, eu preciso dizer que a premência pelo tempo que o Uriel menciona eu também sinto.
Mesmo tendo uma forte inclinação a fazer a coisa direito, como o Ricardo, eu ao mesmo tempo sinto a agonia de ver a situação se tornar, a cada dia, mais desesperadora.

Acabo de vir de um debate numa das comunidades populares das quais participo, ou melhor, nas quais xingo furiosamente (eu acabo tendo que sair do debate, por causa do maldito vício que me faz dizer incessantes desaforos pra imbecis, ocupação que me faz depois ficar irritadíssima comigo mesma, e que com certeza faz mal) uma aparente multidão que pretende pedir o fechamento do que eles chamam de "imprensa marrom", ou seja: com uma montanha de gente que pretende pedir para que jornais e "midia" (palavra à qual sei lá por quê eu tenho a maior alergia) sejam fechados, e pronto, porque "mentem" sobre o governo - que mentem mesmo, é claro, mas A FAVOR da caterva, como sabemos, e nem por isso vamos pra porta dos jornais pedir que sejam fechados. Enfim.

Aí me dá a tal sensação de premência, de que não vai dar tempo, de sei lá.

Que bela josta, hein, amigos?...
alexandre_9#17
Conservadorismo sem Monarquia é Conservadorismo pela metade. Um partido verdadeiramente conservador tem necessariamente de ser Monarquista.
ricardo_15#18
Priscila, não existem situações desesperadoras. Só existem pessoas desesperadas. Toda situação é, por sua natureza mesma, contingente. Portanto, reversível. Veja: não é otimismo do que se trata aqui, mas simplesmente de um traço óbvio da realidade - sua incerteza. Lembro-me da genial conferência do prof. Olavo, O Abandono dos Ideais. No fim da aula, ele cita uma máxima de grande sabedoria: latrare potest, mordere non potest, sine volontem. "Podes latir, mas não podes morder, a não ser que eu o deseje". Ele a termina dizendo que a inteligência humana é essencialmente livre, e mesmo as piores tiranias não nos eximem da responsabilidade moral por nossos atos. Se assim o é, então só uma única via para quem deseje manter-se "a altura de si mesmo", e não se curvar diante das adversidades: a via da ação, orientada pelo conhecimento prévio dos fatos e pela adequação da inteligênia à natureza das coisas.

Alexandre,

Não vou entrar na discussão se a monarquia é ou não é um elemento essencial a todo conservadorismo legítimo, mas lembro-lhe que ela é uma discussão interna entre os conservadores. O importante agora é manter a estrita união entre os conservadores, quaisquer que sejam suas concepções gerais sobre a legitimidade de suas respectivas orientações. As discordâncias doutrinárias podem e devem ser levantadas, afinal, a unidade de que falo não se confunde com a igualdade cinzenta das ideologias. Mas nenhuma discordância pode atrapalhar o processo mais amplo de reversão do status quo. A esquerda é um inimigo temível. E quando o forasteiro chega na sua casa, chutando seu cachorro e pegando sua mulher, ninguém vai resolver querelas familiares enquanto ele toma martini sentado no sofá da sua sala. Portanto, vamos nos concentrar em expulsar este intruso arrogante - a esquerda - e depois nós vemos o que é ou não conservadorismo legítimo.
ricardo_15#19
Se os Braganças tiverem força para reinstaurar a monarquia (para mim, isso parece bastante inverossímil), ok. A influência da TFP vai aumentar absurdamente, mas isto não é grande problema, embora a TFP já tenha suficientes disputas internas com que se preocupar. Se os militares tomarem o poder, as coisas vão ficar um pouco mais nebulosas. A esquerda resolveu fazer com os milicos o jogo de Pavlov: de um lado, ela mancha a memória dos militares e os agride de toda forma. Do outro, a esquerda lisonjeia os militares, propondo um "acordo democrático", com a condição de que os militares se integrem na estratégia chavista e ajam como os perfeitos idiotas latino-americanos que a esquerda enxerga neles, somando aos gritos anti-americanos histéricos da massa esquerdista, a energia bélica dos jovens militares que não passaram pela contra-revolução de 64.

Não sei se o golpe militar seria uma boa solução. E nas atuais circunstância eu prefiro não apostar. É uma aposta arriscada, realmente.

Um dos focos do conservadorismo deve ser o exército. Conheço alguns generais aposentados, todos eles direitistas convictos e anti-comunistas ferrenhos. Mas há uma nacionalismo perigoso e botocudo entre eles. Sinceramente, acham que os EUA são inimigos muito mais perigosos do que Chavez. Nunca discuti com um deles este tema (é preciso de muito tato para discutir com um general), mas assim que puder o farei.

Quem conhece militares de alta patente deve fazer isso. Convençam-nos da necessidade de uma coalizão de forças contra a esquerda. Apresentem a eles o pensamento conservador brasileiro incipiente.
uriel#20
.

"Conservadorismo sem Monarquia é Conservadorismo pela metade. Um partido verdadeiramente conservador tem necessariamente de ser Monarquista."

Então quer dizer que o Reagan não era conservador? nem os Federalistas?

"A alternativa monárquica poderia ser um elemento somatório para o rearranjo do Brasil, porque a própria essência da monarquia é conservar."

explica isso pro Mussolini, que julgou por bem manter a monarquia.

Uma das coisas que a monarquia traria consigo seria o Parlamentarismo, que é agora um dos objetivos da reforma política proposta pelo PT. O parlamentarismo é uma partidocracia e como tal só favoreceria o PT e PMDB.
Um Parlamento (corrupto e comprado com mensalões) poderia manter o Lula como Primeiro-Ministro indefinidamente e mesmo sem apoio popular (como aconteceu com o Tony Blair (no parlamentarismo é o parlamento que elege o primeiro-ministro)

vejam as eleições para presidente da Câmara, que elegeram Aldo Rebelo, Severino e Chinaglia.

o monarca ficaria reduzido a figura decorativa. seria uma indignidade.

"A influência da TFP vai aumentar absurdamente, mas isto não é grande problema, embora a TFP já tenha suficientes disputas internas com que se preocupar."

desculpe, mas não quero um Imperador Escravo de Plínio. A antiga ordem Joseph de Maistre do Dr. Plínio (que se tornou a antiga TFP) era uma seita gnóstica milenarista satânica disfarçada de católica ("Tradicionalista" até muito nazista é). A atual Sociedade dos Fundadores da TFP é formada por esses adoradores de Plínio.
A atual TFP (a nova TFP) é um grupo esquerdista pró-CNBB. Pra quem não sabe, os Arautos do Evangelho tomaram conta da TFP e derrubaram a direção da velha guarda tefepista. Entraram com ação na justiça e tomaram até a sede, o casarão. foi essa a "traição" do João Clá após a morte do "Sr. Dr." Plínio. A velha guarda (a qual o Príncipe é ligado) virou a Sociedade dos Fundadores da TFP mas perderam na justiça até o direito de usar o brasão símbolo da TFP
uriel#21
.

"Uriel, não basta tirar o Lula.
A esquerda é muito mais ampla, forte e resistente.
"

Mas quem falou em derrubá-lo e convocar eleições imediatamente? quantos vezes tenho que repetir? os que apoiam o golpe de 64 tem que ter a coragem intelectual de reconhecer que a situação agora é muito pior do que era na época do Jango e que portanto um golpe militar agora é ainda mais justificável. Legendas como PT, PC do B e PSOL seriam colocadas na ilegalidade, vários comunistas seriam exilados e vários políticos seriam cassados por corrupção e subversão.

temos uma esquerda armada pra enfrentar: MST, MLST, PCC, CV, FARC e ameaça venezuelana aqui do lado.

aparalhamento quase total do Estado, sindicatos, ações de sabotagem com fins de desestabilização (vejam as greves, a diretoria dirceuzista da ANAC e o caos aéreo) etc.
rafael_2#22
Gostaria de indicar novamente um arquivo de áudio do Olavo, este do dia 4/12/2006. Ouçam a gravação a partir de 23:30 Min.
de_orkut#23
só a formação de grupos de influência consolidará o Conservadorismo como opção política. Os Evangélicos são o maior exemplo: pregam para praças vazias, hoje erodem o catolicismo.

Preguemos no vazio, aos poucos haverá algo. É coisa de 20 anos mesmo.
ricardo_15#24
Estou a par das disputas internas da TFP, da traição do João Clá Dias, o favorito do Dr. Plínio, Uriel. Também desconfio muito da ortodoxia da TFP, a despeito de toda a ostentação de símbolos hieráticos e pompas cristãs que lhe é peculiar. Mas só tenho uma coisa a lhe dizer: tudo isso não me preocupa, por enquanto. Mesmo na hipótese sumamente improvável de uma reinstauração da monarquia aqui, eu ainda acho que ela seria muito melhor do que o atual governo lulista, esteja o cetro com quem estiver. Estrategicamente, não é o momento de se aprofundarem as divisões entre os conservadores. A divisão apenas gera enfraquecimento.

Retorno ao que disse. O ponto é: o que, como e de que maneira vamos reverter a situação atual? Precisam-se estabelecer metas precisas, com prazos precisos.

A idéia do livro, por exemplo. Alguém da comunidade tem como editar um livro? Alguém conhece algum editor? É fácil encontrar o MVC, o Pedro Sette, Nivaldo Cordeiro, etc e falar com eles. Eu me encarrego de fazer isso, se for o caso. Mas necessita-se de um editor, de um revisor do livro, enfim. Quem pode contactar um editor? Ver se o projeto é financeiramente viável. Eu acho que seja. Há um público de direitistas com o qual a publicação do livro com certeza pode contar. Vamos supor que leiam o livro umas 1500 pessoas. É pouco, mas o suficiente para um projeto editorial modesto. Mais as outras pessoas de correntes políticas variadas. O número pode ser bem maior, numa previsão otimista.

Estas são coisas práticas, pontuais. Não vamos nos perder em teorizações (longe de mim advogar o irracionalismo da ação cega, mas uma coisa é agir refletidamente. Outra é refletir e não agir.)
caio_2#25
Esta faltando é um partido liberal,nos moldes da UDN(no séc.XX)e do Partido Republicano(no séc.XIX)...
alexandre_9#26
Então quer dizer que REAGAN não era conservador, nem os Federalistas? É lógico que eram Uriel; agora que o regime monárquico é muito mais eficaz, pois é permanente e não transitório, remete a valores e princípios mais profundos muito mais profundos do que um eventual regime conservador republicano, e que é endóginamente muito mais forte simbólicamente do que um eventual regime conservador de índole republicana, com relação a isso não existe a menor dúvida. É por isso que eu digo que qualquer regime conservador não monárquico, será um regime conservador pela metade, porque lhe faltará a essência da continuidade, e o simbolismo da permanência.
priscila#27
Bem, é claro que eu sou uma conservadora - ou seja: eu tenho que lutar por uma humanidade verticalizada, que age sempre em direção ao Transcendente. Meu inimigo é a "mentalidade revolucionária" , ou o "pensamento revolucionário", porque esse pensamento horizontaliza, dispersa e corrompe.

Mas o "pensamento revolucionário" sempre existiu, e consequentemente eu preciso reconhecê-lo para justamente não preservá-lo, misturado indevidamente com o que vale a pena ser preservado.

Requer muita reflexão separar o joio do trigo, porque não é qualquer coisa, tendência ou idéia que deve ser preservada, venha de onde vier ou de quando vier.
"Conservadorismo" é uma palavra difícil. Bom, enfim, qualquer palavra sempre é difícil, não é mesmo? Palavras são símbolos, e como tal tendem a vir a conter muito mais ou muito menos do que a idéia original que os gerou.

A garantia, é claro, transcende o símbolo - do qual temos que teimar em ser os fiéis depositários.
de_orkut#28
Não devemos buscar no passado motivos para o partido conservador do presente que queremos. Temos de criá-lo e pronto.

"Que farei eu com esta espada? / Ergueste-a e fez-se" (Fernando Pessoa, Mensagem)

‹ Voltar para a lista de tópicos