Grupos LGBT dizem que reivindicações do movimento foram "rifadas'; para senador Marcelo Crivella, deve-se "preservar o livre exercício do culto religioso"
A recente tramitação no Congresso do projeto que criou o Ministério da Pesca escondeu uma batalha em que a Frente Parlamentar Evangélica se saiu vitoriosa -e rendeu críticas ao governo por parte de grupos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT).
O descontentamento não se referia ao novo ministério. O texto também tratava das atribuições da Secretaria Especial de Direitos Humanos e descrevia, entre os grupos atendidos, a população LGBT. Previa ainda a criação de um Conselho LGBT no governo.
Depois do debate na Câmara, o texto final excluiu o termo LGBT -citava apenas "minorias". O Conselho LGBT também não foi aprovado.
A mudança foi comemorada por congressistas ligados a igrejas evangélicas. Para grupos LGBT, o governo "rifou" reivindicações do movimento para aprovar o restante do projeto -além do Ministério da Pesca, tratava da área ambiental e criava cargos em comissão.
Segundo Míriam Martinho, da Rede Um Outro Olhar, o texto aprovado mantém os movimentos, que lutam por visibilidade, invisíveis. "Será uma comissão enrustida [o Conselho contra Discriminação]", disse.
O estilista Carlos Tufvesson, integrante do Conselho dos Direitos LGBT do Rio de Janeiro, diz que o governo não tem interesse em priorizar a luta LGBT. "O governo, na sua atividade legislativa, não apoia os pleitos LGBT. Entram milhões de barganhas nas negociações."
Já Luiz Mott, fundador do grupo Gay da Bahia, afirma que é um governo de "boas intenções e poucas ações".
O responsável pelas políticas LGBT na Secretaria de Direitos Humanos, Eduardo Santarelo, reconhece que as expressões relativas ao grupo foram retiradas por pressão dos evangélicos.
"Qualquer menção no projeto de lei que tivesse a questão LGBT e o combate à homofobia, eles cortaram. Teve-se que negociar para aprovar o projeto como um todo", disse ele.
Homofobia
Encarada como a maior vitória LGBT no Congresso, a proposta que criminaliza a homofobia poderá se transformar em um novo revés para esses movimentos. Aprovado na Câmara por um "descuido" da bancada evangélica, o texto precisa passar pelo Senado sem emendas.
Caso contrário, volta à Câmara, onde vai "dormir em berço esplêndido", como disse aos colegas a relatora do tema, senadora Fátima Cleide (PT-RO). Depois de mais de um ano de negociação, ela já fala em fazer substitutivos ao texto para tornar viável sua aprovação.
Uma das principais objeções dos senadores ligados a igrejas é o artigo que pune discriminação a manifestações públicas de afeto. Outro ponto polêmico é a interpretação de que pastores não poderão mais condenar a homossexualidade em programas de rádio e televisão.
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) afirma que é a favor dos direitos de homossexuais, mas é preciso "preservar o livre exercício do culto religioso".
Nos grupos LGBT, há quem defenda a votação sem modificações. Outros preferem mudanças no texto que garantam aprovação. "É melhor que ele [o projeto] seja votado e rejeitado. Vai ter de haver o custo político de rejeitar", diz Tufvesson.
O presidente da Associação Brasileira LGBT, Toni Reis, defende diplomacia e mobilização. "Precisamos ter mais força dentro do Congresso", diz..
Vitória da bancada evangélica no Congresso Nacional
Assessores atentos frustram tentativas do governo e aliados LGBT de avançar agenda gay debaixo dos panos
Julio Severo
A bancada evangélica, com a ajuda de assessores atentos, passou a perna em quem queria passar a perna no Brasil. A vitória da bancada evangélica foi noticiada no jornal esquerdista Folha de S. Paulo, que relatou, em sua própria versão: “A recente tramitação no Congresso do projeto que criou o Ministério da Pesca escondeu uma batalha em que a Frente Parlamentar Evangélica se saiu vitoriosa — e rendeu críticas ao governo por parte de grupos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT)”.
Algo está cheirando a peixe podre no governo do rei Lula. Como se já não bastassem os cavalos-de-tróias para promover leis anti-“homofobia”, agora o PT criou o “peixe-de-tróia”. Está tramitando no Congresso Nacional o PL 3960/2008, de autoria do Poder Executivo, o qual dispõe sobre o Ministério da Pesca e Aquicultura.
Aparentemente, a intenção original do projeto era lidar apenas com peixes. Mas então, políticos petistas tiveram a inspiração de sequestrá-lo para outro objetivo. Afinal, quem é que desconfiaria que a agenda gay poderia vir embutida numa legislação sobre peixes? Foi com tal inspiração que a deputada Irini Lopes (do PT do Espírito Santo) apresentou a emenda 34 ao PL 3960/2008.
Será que eles sozinhos seriam suficientes para barrar qualquer projeto gay ou isso é parte da industria de propaganda protestante nessas terras, que esta cada vez mais agressiva e manipuladora???
Realmente a bancada evangélica não é suficiente para barrar a aprovação destes absurdos. Não é só a bancada evangélica que se opõe a emenda, mas creio que é a única que o faz tão abertamente (me corrijam se estiver enganada). Até onde eu sei a bancada evangélica tem acompanhado de perto a proposta, impedindo em outras ocasiões que a votação fosse realizada em datas onde os petralhas garantiriam quorum suficiente para aprovação da emenda, sem a presença da maioria que se opõe ao projeto.
Pra mim não interessa se é a bancada evangélica ou qualquer outra que está emperrando projetos gays. O importante é alguém está fazendo isso.
É claro que tais projetos absurdos da gaystapo devem ser emperrados e extinguidos por qualquer um que tenha bom senso.
A Maçonaria, que tantos a contrariam, foi a única nos EUA que deixou explícito sua posição contra-Obama.
A Ortodoxa, até agora, impedem a passeata gay na Rússia.
Os Protestantes e Neo-Protestantes, com representação na câmara, impedem esses projetos bizarros. Não só isso, pois o protesto contra tal PLC da "homofobia" foi realizado por evangélicos.
E a igreja Católica!? Além da excomunhão das pessoas que participaram do aborto daquela menina de 9 anos, fizeram mais alguma coisa?!
Cadê um padre ou bispo ou qlqr q seja para dizer aquele molusco que tbm não é mais Católico? Pois além de pertencer à um partido comuna, foi a favor do aborto! E o pior: Há padres em partidos e ONGs de esquerda! Será q esqueceram de Pio XII?!
O Papa e os Santos não são figuras sacras da Igreja Católica? Quando um pastor deu alguns chutes na estátua de Aparecida, a igreja Católica caiu em cima, mas quando os gays queimam a foto do Papa e a utilização de S. Sebastião, um mártir, como patrono gay, a igreja não faz nada... q P0##,volta e meia em, é essa?!?
Uma lembrancinha de Mateus: "Antes de tirar o cisco do olho do teu irmão, retire a trave do teu".
Católicos, vocês são a maioria no Brasil... Qndo vocês começarem a tomar uma posição, todos os outros irão junto, mesmo de outras denominações cristãs.
É impressionante como essa gente precisa dar um jeito de descer o lenho na Igreja Católica.
Só um lembrete: a excomunhão dos envolvidos no aborto da menina, assim como a de qualquer um que se envolva consciente e informado na mesma abominação, foi automática. D. José nada mais fez que prestar uma informação à sociedade a esse respeito.
Vocês gostam de falar que as autoridades da Igreja nada fazem (pois a Igreja somos todos os batizados, membros do corpo místico de Cristo), mas acontece simplesmente que as atitudes efetivamente tomadas no âmbito católico somente são noticiadas em dois casos:
1. quando a CNBB ou alguma pastoral encampa uma causa, se não abertamente esquerdista, ao menos afim ao ideário da esquerda, muitas vezes articuladas com "movimentos sociais" (vide Dorothy Stang);
2. quando dá ensejo à ditadura do politicamente correto para cair-lhe em cima, todos com dedo em riste, furiosos, apontando-lhe o caráter "reacionário" e "medieval" (vide os casos de D. José e de D. Aldo).
No caso 1, temos uma anomalia. Pois se trata de ações claramente não católicas ocultas sob uma máscara de catolicismo. Trata-se, sem dúvida, de um seriíssimo problema para a Igreja nestas terras, de ordem talvez primariamente institucional. É um parasitismo que sufoca a Igreja, mas não se pode dizer que seja promovido pela Igreja. Pelo contrário, é fomentado e amparado pelos mais viscerais inimigos da Igreja. Lembremos que, desde os mais remotos tempos, sempre houve bispos hereges, mas isso os exclui ipso facto da comunhão com Roma. O próprio Magistério tem feito críticas reiteradas à situação, não se podendo, contudo, negar o quanto seja difícil e delicada.
Percebam que o viés anti-católico da grande mídia é uma característica consumada e unânime. Em raríssimos casos ainda se concede espaço a algum padre ou bispo para que escreva uma modesta coluna em algum jornal de maior circulação, que mesmo assim muito poucos leem e se espreme num quadro em que a virulência anti-católica é regra.
Aquilo que os católicos genuinamente fazem recebe o mais sistemático boicote, de modo que fora dos meios católicos se vende a impressão de que não fazem nada, ou o que fazem, não fazem direito. Lembremos que, ao contrário de algumas igrejas protestantes, a Igreja Católica não controla nenhuma grande emissora (as emissoras católicas são mantidas com dinheiro dos fiéis, não possuem o alcance de uma Globo, Record ou Bandeirantes, ainda engatinham no ramo das comunicações e cometem muitas vezes erros sérios - nada temos, por estas paragens, de parecido à EWTN). Qual o espaço que ela tem nas grandes emissoras? As missas repletas de abusos litúrgicos do Pe. Marcelo Rossi? A conversa-mole modernista do Pe. Fábio de Melo?
Nunca basta o quanto a Igreja já apanha. Sempre aparece alguém achando que é pouco e pedindo mais.
Sobre o assunto do tópico: se a bancada evangélica contribui de fato para barrar os projetos gayzistas, ótimo. Cumprem com seu papel e não podem ser por isso condenados. Trata-se, como TEO e Aline colocaram com propriedade, de questão que interessa a todo homem e mulher de bem, tratando-se não só de problema religioso, mas genuinamente moral e de interesse público.
Mas aproveitar-se do ensejo para bater na Igreja Católica, que já é continuamente sufocada, boicotada, atacada, é, no mínimo, desonesto.
Percebam que a mesma situação se dá na Europa com relação ao Islamismo e ao Cristianismo. O sufocamento sistemático deste último é o que abre espaço aos islâmicos para reivindicarem a si a função de moralizar o continente. E nisso (na atitude dos muçulmanos) - ao contrário do que muitos aqui gostam de ver - nada há de ilegítimo. Quem pode fazer algo para resgatar a moralidade pública, que o faça. Não somente está em seu direito, mas cumpre mesmo um dever. O erro está em, partindo desse quadro, buscar-se legitimar o Islamismo em contraste com o Cristianismo, ou acusar a religião cristã.
Então seria uma atitude "medieval" proteger os símbolos considerados santos pela Igreja, como o Papa e o São Sebastião, da ação destrutiva dos homossexuais? (Esta é a pergunta)
A mesma postura "medieval" foi observada quando o pastor da IURD chutou a imagem de uma santa, o que lhe redeu processos. E está correta ao fazer.
Sobre a omissão da Igreja e de setores comunistas dentro dela, o Olavo cita direto-e-reto nos TOs. Isso cabe a ele também?
E sobre a excomunhão do pessoal abortista, já sei que autómatica, agora cadê a coragem de informar publicamente o Lula que não é mais católico?
O que gostaria de ver na Igreja Católica é isso: uma ação mais enérgica contra esses abusos que a Igreja sofre, uma posição... Mas parece que ela está, vamos dizer assim, "dopada", inerte... Sufocada e sem chance de se expressar? Isso não! A comunicação vai desde a internet, como o Pe. Paulo Ricardo, até a porta da igreja com cartaz. E pode ter certeza, se quer a Igreja quer mídia, o anúncio da excomunhão do Lula ou desmascarar esses militantes homossexuais, como o Mott, que dizem que São Sebastião é o patrono gay, dariam um bom "pano-pra-manga" e não iria aparecer uma "coluninha singela e estreita dum jornal de várzea".
Assim como você, também sou cristão, e estamos junto nessa Igreja mística, mas se a Igreja Católica não tomar um posicionamento perante estes ataques e bizarrices, ela continuará a perder seus fiéis pela falta de coragem, não para outras denominações e seitas, mas sim para o mundo que os corrompe.
Amigo, quem acusa as posturas da Igreja de "medievais" (como se, aliás, fosse isso uma coisa ruim), não sou eu, mas a grande mídia, a academia etc. Da minha parte, tenho a Idade Média em alta conta, como período de grandes luzes e das maiores realizações da nossa civilização ocidental.
Por favor, esforce-se em entender o que escrevo.
Uma pergunta: você frequenta a Igreja Católica? Lê as publicações diocesanas? Acompanha os eventos promovidos, a ação de sacerdotes, religiosos, grupos leigos? Lê sites católicos? Eu posso lhe indicar uma lista considerável de sites católicos verdadeiramente combatentes.
Em algum momento eu pretendi negar a infiltração comunista (e modernista, de uma maneira geral) nos quadros da Igreja, principalmente no Brasil? Pelo contrário, eu afirmei que é um problema real e seriíssimo e principalmente porque sufoca a Igreja. Nenhuma dessas posições é a posição da Igreja, mas sim de elementos rebeldes, refratários às correções vindas de Roma, muitas vezes até abertamente opositores da própria hierarquia eclesiástica. São parasitas da Igreja, mas de nenhum modo são a Igreja.
O problema - repito - é que somente à ação destas pessoas é dada uma repercussão positiva nos mass media. Quando há ação de membros zelosos da Igreja, esta só vem a ser noticiada para que se aproveite o ensejo para cuspir sobre ela e tecer-lhe as mais esdrúxulas acusações.
Como você sabe que ninguém na Igreja tomou nenhuma atitude em relação aos fatos relatados? Por que isso não apareceu na grande mídia?
A Igreja no Brasil tem perdido fiéis porque é vítima de sabotagem sistemática não somente desde fora, mas infelizmente também pela infiltração e parasitismo, de gente que se aninha no seio da Igreja e se apresenta como católica justamente para destruí-la. E claro que há também os inocentes úteis.
Tome cuidado ao fazer denúncias sem antes conhecer a defesa da parte do réu. O juízo temerário e a calúnia são faltas gravíssimas.
De fato, existe uma polícia que acredita que criticar a religião oficialmente estabelecida é a pior das heresias. Estas pessoas patrulham tudo para garantir que os sagrados simbolos de sua religião não serão atacados, principalmente o mais sagrado de todos, o seu bezerro de ouro, a sua grande Caaba. É realmente interessante ver como funciona a mente destes crentes fanáticos.
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Gostaria apenas de saber qual é a religião que de fato tem sido intensamente defendida pela mente fraca destes patrulheiros da "nova moral". Sei que o Catolicismo e o Protestantismo tradicional é que certamente não são. Disso tenho certeza. Me parece muito mais ser uma nova religião, ou talvez uma muito antiga, mas com novas roupagens.
Então não existe nenhuma perseguição à Igreja, nenhuma infiltração de seus quadros por sabotadores anti-católicos, nenhum viés anti-católico da grande mídia, nenhuma onda de acusações histéricas quando alguma liderança católica toma uma postura plenamente coerente com as posições da Igreja, nenhuma doutrinação anti-católica nas escolas e universidades, nenhum aliciamento, por parte das igrejas protestantes, de fiéis católicos para fora da Igreja com as mais pesadas acusações (idolatria, apostasia, até mesmo genocídio!).
Só um ponto bastante óbvio, mas que não custa reforçar: uma posição da Igreja é uma posição ratificada pelo Magistério, amparada na Tradição e em acordo com o Papa (nenhum dos elementos pode faltar). Ora, o Magistério da Igreja explicitamente condena o comunismo, os atentados à propriedade privada e a teologia da libertação. Como é possível, em face disso, afirmar que a infiltração comunista e a teologia da libertação são pontos fracos da Igreja Católica? Se o forem, também se poderia dizer que o protestantismo é um ponto fraco da Igreja Católica, pois foi inicialmente promovido por católicos.
Pode-se, quando muito, afirmar que a ação pastoral da hierarquia eclesiástica de hoje é insuficientemente enérgica para conter o avanço de abusos e heresias. E esse seria um ponto relevante para o debate. Há uma crise institucional na Igreja? Talvez, mas certamente não seria a primeira e dificilmente poderíamos alegar que fosse a última. Mas o mero fato de ter sobrevivido a todas elas aponta para uma força e não para uma fraqueza da Igreja. Em todo o caso, é precipitado falar em insuficiência dessa mesma ação pastoral sem tomarem-se em conta todos os fatores envolvidos, e as ações efetivas que são tomadas.
Olha, é inteiramente ilusório afirmar que os católicos são maioria no Brasil (a menos que tomemos católico como sinônimo de batizado na Igreja Católica - mas aí incluiríamos a maioria dos protestantes, espíritas e ateus). A maioria dos brasileiros é de indiferentes religiosos (ou seguidores de uma "religiosidade própria"), que receberam na infância e adolescência uma vaga influência católica, mas que, tão logo atingem a idade da razão, são bombardeados com toda sorte de doutrinação e propaganda anticatólica e se continuam indo à missa, fazem-no por tradição familiar e superstição, apesar daquilo que lhes ensinaram ser a Igreja. Os verdadeiros católicos são uma minoria acuada e atacada de todos os lados.
Nos meios disponíveis para veiculação da posição autenticamente católica, e nas paróquias a cargo de padres zelosos, jamais faltaram tais manifestações e exortações. Mesmo no meio jurídico, há inúmeras ações concretas iniciadas por católicos zelosos. Eu não sei o que verdadeiramente você esperaria: que os católicos invadissem o congresso? que tomassem de assalto as redes de televisão?
Aliás, com o devido respeito e admiração a Olavo de Carvalho, quando ele abre a boca para falar da Igreja, é quase fatal que saia alguma bobagem. Sei que vão me crucificar por ter dito isso aqui, mas não posso me isentar de fazê-lo.
No entanto, penso eu com meus botões: parece que o True Outspeak é a única fonte de informação consultada por muitos aqui. Curiosamente, o conselho do próprio Olavo de Carvalho é bem outro: diversificar as fontes de informação. Ecoar uma acusação é fácil. Mas Olavo de Carvalho certamente documenta as suas (bem ou mal, a questão é outra). Nesse ponto, os que macaqueiam suas opiniões tampouco o seguem.
Concordo contigo sobre essa infiltração de "fiéis", mas ela não acontece só na Igreja Católica, mas também em outras denominações.
Agora não estou aqui para aliciar ninguém... Estou apenas discutindo o motivo da Igreja Católica cair de pau no caso do pastor (que foi noticiado pela "grande mídia") que chutou a santa, mas não sobre os gays queimarem fotos do Papa (isso na frente de uma igreja, que foi de uma cretinisse tremenda) e de não fazerem o mesmo estardalhaço a respeito da adoção do S. Sebastião como patrono gay.
Bom devo dizer que neste ponto: "Quando um pastor deu alguns chutes na estátua de Aparecida, a igreja Católica caiu em cima, mas quando os gays queimam a foto do Papa e a utilização de S. Sebastião, um mártir, como patrono gay, a igreja não faz nada... q P0##,volta e meia em, é essa?!?" nisso até que o PACO tem razão. Eu realmente não sei o que a igreja tem feito a respeito disso, mas não há o estardalhaço que houve no episódio da santa.
O pastor da IURD foi errado em fazer o que fez. Mas não menos errado do que gays que queimam a foto do Papa e fazem outras sandices para provocar a Igreja Católica.
Não sou católica, mas acho desnecessária tal falta de respeito!
Mas por outro lado se a Igreja Católica decidir se posicionar e processar essa gente, é bem possível que perca. E do jeito que a coisa vai, se brincar ainda poderá ser processada, por tentar cercear os homossexuais em seu direito de expressar seus pensamentos e "crenças". Qualquer ação neste sentido por parte da Igreja Católica ou outra denominação cristã que seja, deve ser muito bem avaliada antes de ser colocada em prática para não correr o risco de se voltar contra ela mesma. Inadmissível é que a Igreja não faça absolutamente nada! E quero acreditar que a Igreja Católica está fazendo algo que e ainda tornará público e notório em momento oportuno, seu posicionamento de repúdio a tais atos, tanto quanto no caso da santa!
Eu sinceramente não sei o que você entende por:
1. "A Igreja Católica";
2. cair de pau.
Seria ir à grande mídia, para manifestar repúdio? Ir quem? Os bispos? Padres? Fiéis leigos? O Papa? Quem exatamente é o culpado de omissão? A culpa necessariamente é individual, e não coletiva.
Igreja Católica como instituição religiosa, denominação; especificamente do Brasil.
Se caso pareceu que generalizei, não foi essa a idéia que quis passar. Tenho consciência que nem todos que freqüentam a igreja católica fazem parte do “lado negro da força”, mas os protestos que representantes da igreja católica fazem, são mirrados, e sem apagam. Por exemplo, Houve protestos de evangélicos e católicos na frente do senado contra PLC 122, porém, quem levou a fama foram apenas os evangélicos. Será que é apenas a mídia que está por trás disso? Vou citar outro exemplo: Quando se fala em senador Malta ou Crivella, já vem na cabeça “evangélico”, mas cadê um representante do povo que diz “sou a favor (ou contra) pois sou católico” e ser “o cara” para qualquer denominação. Mas acontece o contrário: Aquele que nem deveria dizer que é católico, o faz publicamente, e ainda diz, em nome da igreja, que é a favor de algo contra a vida. E cadê algum representante da igreja que diga na cara dele que ele não é católico? Ninguém! Enquanto isso, a voz desse herege passa a ser a voz da igreja e confunde outros fiéis menos preparados.
O “cair de pau” é fazer o mesmo que foi feito contra aquele pastor da IURD... Processar. Quem? Qualquer um que se diga católico, pois não é uma heresia. Mesmo que a mídia vá de encontro com a posição da igreja, mas É a posição real da igreja. Devem temer o juízo do Senhor e não o juízo da mídia. Vai afastar alguns fiéis, provavelmente... Mas esses são realmente fiéis?
Ah... E o TO não é minha única fonte, mas como estou na comunidade do Olavo, é conveniente citar os TOs que, pelo menos, a probabilidade de vc tbm ter escutado é alta.
"Igreja Católica como instituição religiosa, denominação; especificamente do Brasil".
Amigo, receio dizer que isso não existe. A Igreja católica tem uma dimensão institucional, mas a ela não se identifica. No que se refere à ordem hierárquica enquanto tal, trata-se de legado do próprio Cristo, através dos apóstolos. E ainda que tomada em sentido "formal'' estritamente secular, trata-se da mesma instituição que construiu isso que chamamos "Ocidente". Opor-se a ela enquanto tal é, ou bem legitimar implicitamente a situação anterior, a saber o paganismo clássico e bárbaro, ou propor uma ordem que jamais se efetivou, i.e., uma certa ordem revolucionária.
Como "denominação" tampouco faz sentido. Seria culpar o fato de que as pessoas se tenham por católicas pela situação, mas você mesmo afirma que o fato de que elas o sejam antes devia estimulá-las a reagir do que induzi-las ao quietismo.
Resta dizer que sejam os atuais membros da hierarquia católica, particularmente no Brasil, e os fiéis leigos que os seguem. Neste caso, sua alegação faria perfeito sentido, já que se está atribuindo culpa a pessoas e não a abstrações. De início, pelos pontos colocados acima, excluímos qualquer inclinação a jogar sobre o Catolicismo em si a culpa que pode estar em seus membros. Mas resta saber, em todo caso, se a acusação é procedente.
Já afirmei aqui que há um problema muito sério para a Igreja do Brasil, na infiltração de quadros hierárquicos por indivíduos pouquíssimo interessados em preservar a Tradição e a integridade doutrinal da Igreja, comprometidos com causas frontalmente opostas e explicitamente combatidas pelo Magistério universal. Já falei que esses indivíduos conquistaram para si (ou quando muito para causas compatíveis com as suas) a exclusividade dos holofotes midiáticos.
Já falei que, quando uma liderança católica legitimamente se manifesta em defesa das posições próprias da Igreja, esse fato só recebe divulgação se se choca com o ideário politicamente correto e permite a emissão dos mais graves juízos contra ela, espalhados aos quatro ventos.
Quando você afirma que, não obstante os ataques contumazes contra a Igreja em qualquer mínima declaração, essas declarações representam muito pouco (mostrando, de alguma forma, a debilidade da Igreja no Brasil), e ainda julga que nada mais qualquer católico, enquanto católico, faz diante da situação calamitosa em que nos encontramos, você toma como referência tão-somente a sua própria ignorância de semelhantes manifestações e, sem se dar o trabalho de qualquer pesquisa sistemática e cuidadosa, estende a culpa a toda a Igreja Católica (ou toda a Igreja Católica no Brasil), emitindo aqui um juízo de condenação sobre pessoas que você não conhece e cujas ações não acompanha.
É inteiramente injusta a sua acusação de que "os católicos não fazem nada", pois há um grande número de católicos que se manifestam diariamente contra cada uma dessas ações, e grupos articulados de católicos (como os Pró-Vida, particularmente de Anápolis e Brasília, a Associação de Juristas Católicos do RJ, grupos ligados aos diversos movimentos e associações eclesiais - Arautos do Evangelho, Opus Dei, Legionários de Cristo e mesmo a RCC) e iniciativas particulares de apostolados (Veritatis Splendor, Sociedade Católica, Reino da Virgem Mãe de Deus etc.), para não falar muitas vezes do próprio clero diocesano, que organizam eventos, promovem a divulgação de informações, recolhem abaixo-assinados, abrem processos e estão plenamente atuantes contra esse estado de coisas.
Nenhum desses grupos, entretanto, conta com os recursos e a articulação de que dispõem líderes de igrejas evangélicas, que dispõem de espaço privilegiado nas emissoras de TV aberta e de uma influência muito mais direta sobre os fiéis, que lá estão por atraídos pelo discurso dos pastores, e não por inércia e tradição, e que se beneficiam certamente do ambiente anti-católico em voga no país (que também ajudam a fomentar).
É claro que não estão errados no combate empreendido contra o gayzismo dominante. Estão certíssimos e, se logram êxito, devem por isso ser louvados. Mas culpar a Igreja Católica - e somente ela - de omissão quando tudo se faz para calar sua voz e desacreditar o seu discurso, é um expediente muito pouco honesto.
Mas a Igreja sempre tem que levar a culpa de tudo mesmo. Faz parte de sua missão, participada na de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, vítima sumamente inocente, assumiu sobre si as culpas de todas as nossas iniquidades.
Efraim, não seja desonesto. Nem sempre se pode inverter os termos da forma como você quis fazer aqui.
Desnecessário dizer que os trocentos grupos mencionados não introduzem a mínima semente de divisão, quer em matéria de doutrina, quer mesmo em matéria de governo (e, se o fazem, excluem-se ipso facto da comunhão católica).
Ninguém aqui estava atacando os protestantes, meu caro. De repente, surgiu uma crítica dirigida à Igreja como é costume acontecer, e eu achei por bem respondê-la, pois a julguei inteiramente injusta.
Em que a minha resposta ou de qualquer outro católico que aqui postou aproxima-se ao discurso dos ateus?
Pelo contrário, vejo com muita frequência ateus e protestantes - mesmo que batalhem com paus e pedras em outras situações - unirem-se em coro para "denunciar" pretensas incoerências e injustiças (as mesmas nos argumentos de ambos os grupos) que teriam permeado a história e a doutrina da Igreja, sem se darem o mínimo de trabalho de as estudarem a fundo. É claro que isso, por si, não atesta contra o protestantismo ou o ateísmo enquanto tais, mas é um fenômeno recorrente e é natural que alguém se questione sobre suas causas remotas. Não se está sequer alegando que os protestantes, ao ceder material de ataque aos ateus e ajudar a fomentar o clima anti-católico na cultura nacional, façam-no de má fé. É apenas um fato facilmente constatável: quer na mídia, nos colégios e na academia, quer nas escolinhas dominicais, o espírito anti-católico é a regra. Se há ou não razão nesse espírito, a questão é outra.
A propósito: falei aqui que nada se pode criticar à bancada evangélica no fato de ela se posicionar firmemente contra e emperrar projetos gayzistas, mas, pelo contrário, cumpre com sua obrigação (que é, aliás, a de qualquer homem ou mulher decente, independente de seu credo religioso).