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Olavo sobre a USP

Iniciado por velour em 18/06/2009 · 13 mensagens

velour#1
Saiu um texto EXCELENTE do Prof. Olavo no DC de hoje:

Inversão psicótica
Quando os alunos da USP, pela milésima vez, ocuparam o prédio da instituição, depredando o que podiam.
Olavo de Carvalho - 17/6/2009 - 22h18

Os exemplos da inversão psicótica de sujeito e objeto são tão abundantes na produção escrita da intelectualidade revolucionária, que a única dificuldade para encontrá-los é o embarrass de choix. O caso que vou comentar aqui é interessante porque ilustra esse mecanismo em dois níveis ao mesmo tempo: na reação de um professor de filosofia aos fatos imediatos e na sua análise de transformações sociais mais duráveis e profundas.

Quando os alunos da USP, pela milésima vez, ocuparam o prédio da instituição, depredando o que podiam e intimidando seus colegas e professores para que interrompessem as aulas e aderissem ao quebra-quebra – ações que a profª. Olgária Matos, muito significativamente, definiu como "manifestação pacífica" –, outro professor da Faculdade de Filosofia, Vladimir Safatle, protestou contra a intervenção policial que pôs fim ao ataque, rotulando-a de "brutalidade securitária". Se com isso não provou nada em favor dos manifestantes, ao menos demonstrou não saber distinguir, na escolha do seu vocabulário, entre a segurança pública e a indústria de seguros.

Mais em:

http://www.dcomercio.com.br/Materia.aspx?id=20020&canal=14
velour#2
Fiquei até emocionada! Lavou a minha alma, depois de tantos anos suportando esses grevistas que "democraticamente" invadiam as salas de aula, ameaçavam as pessoas, usavam violência, que até mesmo invidiram a reitoria. Mais ainda: o Olavo mostra no texto que os verdadeiros culpados são os professores, sempre coniventes, que atacam qualquer forma de defesa contra esses vermes, clamando democracia e protegendo esses criminosos.

Parabéns, Professor Olavo!
marcos_12#3
"Tô tentando aqui imaginar o que seria uma "violência securitária"."

Meu amigo xará, violência securitária é deserto úmido, santidade pecadora, emoção racional, enfim, tudo o que pode ser colocado em contradição de termos, coisa inevitável para gente bêbada de dialética marxista.
massasofrida#4
deverá surgir um movimento anti comunista na Usp.
slvio#5
VLADIMIR SAFATLE

Em vez de estigmatizar os alunos e tratá-los como delinquentes, talvez seja o caso de se perguntar contra o que eles se manifestam

AS CENAS de batalha campal que vimos nesta semana na USP ficarão na memória daqueles que dedicam sua vida a essa instituição. Vários professores, como eu, que nunca participaram de movimento sindical, que nem sequer foram alguma vez a uma assembleia, veem com estarrecimento a disseminação da crença de que conflitos trabalhistas devem ser resolvidos apelando sistematicamente à polícia.

Diz-se que a polícia era necessária para evitar piquetes e degradações. No entanto, tudo o que ela conseguiu foi acirrar os ânimos e aumentar exponencialmente os dois.

Vale a pena lembrar que, por mais que sejam práticas problemáticas que precisam certamente ser revistas, os piquetes estão longe de se configurarem como ações criminosas. A história das sociedades democráticas demonstra como eles foram, em muitos casos, peças necessárias de um processo de ampliação de direitos. Cabe a nós provar que esse tempo passou e que, devido à capacidade de diálogo, tais práticas não têm mais lugar.

No entanto, quando se tenta reduzir manifestantes que procuram melhorias em suas condições de trabalho a tresloucados patológicos que nada têm a dizer, que não têm nenhuma racionalidade em suas demandas, dificilmente alguma forma de diálogo conseguirá se impor.

Melhor seria começar explicando qual racionalidade justifica que a universidade mais importante do país, responsável por parte significativa da pesquisa nacional, tenha salários menores que os de uma universidade federal em qualquer Estado brasileiro.
Por outro lado, há algo incompreensível na crença de que a polícia possa ser chamada para mediar conflitos com alunos e funcionários públicos. Muitos acreditam que ligarão para o 190 e receberão uma espécie de "polícia inglesa" capaz de agir de maneira minimamente adequada diante de cidadãos que se manifestam.
slvio#6
Contudo, o que vimos até agora foi uma polícia que entrou pela primeira vez no ca mpus armada com metralhadoras, quando a ação padrão deveria ser, nessas situações, agir desarmada. Quem tem uma metralhadora nas mãos imagina que porventura poderá usá-la. Mas contra quem? Contra nossos alunos? E quem decidirá o momento de usá-la?

Como se isso não bastasse, uma polícia bem preparada não responde a provocações de gritos e latas com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha usadas na frente da Escola de Aplicação e de uma faculdade em que, normalmente, há crianças e adolescentes. O que aconteceria se uma bala de borracha atingisse uma criança, ampliando um pouco mais o enorme contingente de balas perdidas disparadas pela polícia?

Antes de ligar para a Polícia Militar, valeria a pena levar em conta seu despreparo manifesto em intervenções em conflitos sociais, histórico catastrófico mundialmente criticado por órgãos internacionais.

Nenhum leitor terá dificuldade de se lembrar de situações de conflito social n as quais policiais que se sentiram acuados reagiram de maneira descontrolada, provocando tragédias.

Por fim, contrariamente a certa ideia que um anti-intelectualismo militante gosta de veicular nestes momentos, vários alunos alvos de balas de borracha são extremamente dedicados em seus cursos, participam sistematicamente de colóquios e programas de pesquisa, apresentam "papers" em congressos e podem ser constantemente encontrados em nossas bibliotecas.

Sendo certo que vêm de todas as faculdades de nossa universidade (e não apenas da área de humanas, como alguns querem fazer acreditar), é inaceitável tratá-los como delinquentes potenciais. Dentre os 2.000 estudantes que se manifestaram nesta semana estão alguns de nossos melhores alunos.
slvio#7
Em vez de estigmatizá-los, talvez seja o caso de se perguntar contra o que eles se manifestam, já que, é sempre bom lembrar, antes da entrada da polícia, nem professores nem alunos estavam em greve. A greve restr ingia-se a funcionários.

Há um mês, em uma pequena cidade francesa, a polícia recebeu um chamado de possível furto. Em uma atuação "exemplar", ela estava em alguns minutos no local do crime. No entanto, o local era uma escola, o objeto furtado, uma bicicleta, e o possível ladrão, uma criança de dez anos. Sem pestanejar, a polícia retirou a criança da escola na frente de seus colegas, levou-a à delegacia, colheu seu depoimento e a fichou.

Possivelmente, foi contra esse modelo social baseado na incapacidade de resolver conflitos sem apelar à mais crassa brutalidade securitária que hoje nossos alunos se manifestam. Cabe a nós mostrar a eles que a história da USP é outra.

VLADIMIR SAFATLE, 36, é professor do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo.
peregrino#8
Pelo que li na revista época, o confronto na USP tem como principal motivador um destes este trotkista que aparecem aqui:
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Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=RnljOrCf1b0&eurl=http…yer_embedded
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É este tipo de "gente" que está no comando das manifestações da USP. Os caras, uns perfeitos psicóticos, nem mesmo sabem direito do que falam. É nessas horas que invejo os PMs que podem descer o cacete em toda esta súcia.
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Por sinal uma das reinvidicações dos loucos é que o chefe destes desequilibrados, que foi demitido, seja readmitido.
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Tem realmente que privatizar tudo isto. Ou no mínimo transformar em cursos tecnologicos. Curso de cuspe e livro pode ser dado por qualquer boa universidade particular.
day_orkut#9
"se a dialética realmente existir
deverá surgir um movimento anti comunista na Usp."

Massa Sofrida, dê uma olhada na comunidade oficial da USP no Orkut e você verá que esse movimento já está surgindo.
eric_2#10
Alguem ai me responde se é possível e legal privatizar a USP ?
izidro#11

Após greve, alunos de filosofia da USP são reprovados por falta


Uma turma inteira de uma disciplina do curso de filosofia da USP foi reprovada por excesso de faltas, decorrentes da greve de estudantes iniciada mês passado.

Os cerca de 60 alunos estavam matriculados na disciplina história da filosofia contemporânea 2, que exige frequência mínima de 70%.

"Não foi um ato de vontade meu. Simplesmente os alunos precisam ter frequência mínima e não tiveram. Não posso produzir documento público falso", afirmou nesta sexta-feira o professor Carlos Alberto Ribeiro de Moura.

O caso foi divulgado na edição desta sexta do jornal "O Estado de S. Paulo".

O centro acadêmico do curso de filosofia disse que vai recorrer das reprovações no Conselho de Graduação da faculdade. "As aulas não foram dadas, por isso, não pode dizer que não houve frequência", disse uma integrante que se identificou como Maria.

Ela disse que Moura foi o único professor que reprovou uma turma inteira por conta da greve. Os outros docentes, disse, compensaram as faltas com trabalhos ou recuperação.

A http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1003754-grupo…risoes.shtml para exigir a saída da Polícia Militar do campus da universidade.

izidro#12
Esses meliantes tinham que tomar um pé na bunda, além de pagarem tudo o que destruíram lá dentro.
daniel_5#13
a usp não passa de um território politicamente correto e esquerdista.

e pensar q quando eu fiz o ensino médio, os professores faziam um terrorismo pra todo mundo passar na usp, que cheguei a imaginar que se não conseguisse estudar lá minha vida estaria arruinada para sempre.

no fim das contas eu sequer tentei estudar la, e minha vida esta caminhando nos conformes.

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