Na partida disputada em Belo Horizonte nesta quarta-feira entre Grêmio e Cruzeiro, válida pela Copa Libertadores, o meia cruzeirense Elicarlos acusou o atacante argentino Maxi López, do tricolor gaúcho, de tê-lo chamado de "macaco" durante o jogo.
Apesar de Maxi López ter desmentido o fato e que ainda não se sabe quem está certo nesta história, tenho observado na imprensa que a atitude do jogador argentino configura-se como crime de "racismo", contribuindo também para alimentar toda esta rivalidade que existe entre nós e os hermanos. Entretanto, li num site que o máximo que possa ter ocorrido no Mineirão anteontem seja o crime de injúria qualificada, e não o de racismo, como falsamente se tem atribuido ao jogador gremista.
Em 2005 houve um caso semelhante aqui no Brasil. O atacante Grafite, na época no São Paulo, denunciou o zagueiro argentino Leandro Desábato - que naquele ano defendia o Quilmes, também da Argentina - por ter supostamente lhe ofendido com palavras de cunho racista. O caso virou um papelão: Desábato recebeu voz de prisão ainda no gramado do Morumbi e só voltou a Buenos Aires 36 horas após o episódio.
Qual a opinião de vocês sobre o episódio? Há um exagero por parte da imprensa politicamente correta na cobertura do caso em não esclarecer os termos técnicos utilizados para qualificar a suposta atitude do jogador argentino? E para quem é da área de Direito: afinal de contas, é crime de racismo ou injúria?
Os argentinos chamam os brasileiros de macacos desde que eu me conheço por gente, principalmente ser o cara for negro. Na Argentina quase não há negros e é natural que eles vejam o Brasil como um país de negros (macacos). Eu tenho um pé na Argentina e outro no Brasil, de modo que sou 50% símio. No caso do Maxi Lópes é natural que a coisa ganhe uma dimensão maior por se tratar de figura pública. O Ericarlos está de veadagem, é a mesma coisa que aconteceu com o Richarlison do SP, que andou se queixando de perseguição homofóbica porque saiu um boato que ele escondia a cobra, no máximo ele podia ter se queixado de calúnia e difamação, isso se for hétero mesmo.
Em futebol o adversário cospe na cara, ofende a mãe, passa a mão na bunda e outras coisas para irritar o adversário e desestabilizá-lo emocionalmente ou até provocar uma expulsão, nada de mais.
e quando as torcidas de outros cantos do brasil, chamam as torcidas e jogadores gauchos de veados, viadinhos e por ai vai!!!!!!!!!
Está aí uma coisa que eu não me conformo, o carioca tem fama de malandro, o paulista de trabalhador, o nordestino de valente, o baiano de vagabundo e o gaúcho de veado :p
Se todo tipo de ofensas e provocações proferidas dentro de um campo de futebol gerassem cadeia, o esporte mais popular do mundo viraria um caos devido ao grande número de atletas que iriam ser presos por "racismo", "preconceito" e "intolerância".
Já pensou se o Materazzi fosse condenado por ter xingado a mãe do Zidane na final da Copa?
O próprio Maxi López confessou ter sido ofendido com declarações do tipo "seu argentino disso", "seu argentino daquilo", mas nunca denunciou ninguém.
Uma coisa eu sei, os hermanos são racistas mesmo e se julgam superiores a todos os outros latino americanos, principalmente os portenhos. Não é para menos, não existe cidade comparável a Buenos Aires no Novo Mundo. Em todo caso, considero apenas uma excentricidade da parte deles esse desprezo todo, pelos brasileiros principalmente.
Eu tenho um primo que é filho de argentino e mora em uma cidade perto de Buenos Aires. Estive lá ano passado e fui muito bem tratado, por sinal. Vi dois ou três negros no país, no máximo. Sei que os argentinos têm muita birra com os bolivianos.
Buenos Aires já foi bem melhor, estive lá em 93 e era outra coisa. A cidade tem seu charme, mas decaiu demais. Lá a imigração de pessoas de países andinos como Bolívia e Peru e de paraguaios é bem forte. Os bolivianos eles chamam de bolita, os paraguaios de paragua, os chilenos de chilote e por aí vai.
A palavra macaco para designar um primata não existe no idioma espanhol, no qual essa espécie de animal é denominado apenas de “mono”. A afirmação é de Susana Serrano, professora de espanhol do Instituto Cultural Cervantes, de Porto Alegre. Uruguaia radicada no Brasil há cerca de 30 anos, Susana diz que macaco é expressão importada do Brasil pelos países do Rio da Prata, onde é sempre usada com conotação pejorativa em relação a todos os brasileiros. Ao projetarem férias de verão no Brasil, é comum argentinos e uruguaios falarem em tom jocoso “vamos para as praias dos macacos”.
Publicado em 2008 pela editora da revista Barcelona, de Buenos Aires, o livro “Puto El Que Lee: Diccionario Argentino de Insultos, Injurias e Improperios” descreve macaco como qualquer cidadão brasileiro, especialmente os de pele escura. Em agosto de 1996, antes de uma partida entre as seleções do Brasil e da Argentina, o jornal Olé estampou na manchete: “Que vengan los macacos”. No mesmo dicionário, mono também é referência de pessoa feia ou peluda.
Em partidas de clubes argentinos frente equipes integradas por atletas negros, como do Brasil, Colômbia e Equador, muitos torcedores e até cronistas esportivos costumam se referir aos rivais das equipes locais como “macacos” ou “macaquitos”. Já o termo negro é empregado na Argentina para identificar qualquer indivíduo de pele morena ou de origem pobre e suja, inclusive índios ou seus descendentes do Norte do país, os quais são pejorativamente chamados de “cabecitas negras”.
"está aí uma coisa que eu não me conformo, o carioca tem fama de malandro, o paulista de trabalhador, o nordestino de valente, o baiano de vagabundo e o gaúcho de veado :p "
Oxente, mas isso aí né verdade? ahahahahha
Bom, eu acho que ele chamou mesmo o outro de macaco; acho que os brazucas são macaquitos mesmo. E tá tudo certo.
A partir de quando os clubes perderão mando de campo e serão condenados a multas exorbitantes pelos impropérios contra as pobres senhoras mães dos árbitros e auxiliares? Por que as feministas não se interessam pelas injustiçadas parideiras?
Baita palhaçada esse caso ai, jogadores de futebol vivem se ofendendo e os caras fazem todo esse barulho. Num jogo na globo vi o goleiro do Grêmio chamar da mesma coisa um outro jogador de um outro time, até o Galvão comentou o que ele escutou, e não aconteceu porra nenhuma. Mas, como o cara é argentino, então caem em cima dele. Fizeram toda aquela confusão, agora eu quero ver o que va acontecer aqui no Olímpico.
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Achei muito curioso esse comentário do colunista e comentarista Neto:
"Quanto ao jogo de ontem na Libertadores deu o que previ. A técnica do Cruzeiro superou a força do Grêmio. Isso é claro, momentaneamente. Na volta, no estádio Olímpico, o bicho vai pegar! Só achei ridícula a atitude da Barbie. Esse tal Maxi Lopez não pode ser racista jogando num time de maioria negra. Num País mestiço com o nosso. Isso não existe! Os próprios companheiros de clube deveriam ter chamado a atenção dele. Não adianta falar agora que não chamou o rapaz do Cruzeiro de “macaco” porque chamou sim. Isso ficou visível na TV aqui na África, imaginem no gramado do Mineirão. Pra mim o STJD, que cansa de punir por puxão de cabelo, pisão no pé, etc...., deveria punir também esse argentino. Afinal, racismo é crime! Além de ser um ato vergonhoso numa pátria tão miscigenada quanto a nossa."
De fato, isso é uma bobagem. O jogador tenta agredir o outro c/ o que acha que + pode atingí-lo. Mas é melhor que não aconteça.
Mais grave é quando vem da torcida. Inclusive tem havido havido manifestações racistas de parte da torcida do Grêmio. E no jogo em que o Cruzeiro tirou o Grêmio em Porto Alegre, parte da torcida gremista gritou macaco p/ o mesmo jogador. Essa é uma conseqüência daninha do que ocorreu.
Aliás, parte da torcida do Grêmio canta umas músicas estranhas, com sotaques idem, do tipo "Soy de Grêmio (...)" que nada têm a ver. E esses mesmos gremistas tratam os colorados por macacos e dão uma justificativa torpe.
Quanto à Argentina, uma curiosidade é que a Guerra das Malvinas, em 1982, a princípio fez parecer que os censos mentiam quanto à proporção de autóctones no total da população argentina ou que os generais mandaram os caras como bucha de canhão pois a maioria da tropa era composta por gente de olho puxado. Talvez uma explicação plausível seja que, por serem de extração + pobre, estariam em proporção maior no exército p/ tentar escapar da miséria.
Para encerrar: "Quem tem o nome de Richarlyson, Ericarlos, Keirrisson, Sidinei etc, deveria processar os próprios pais." (4).