A Cidade Perdida
Rodrigo Constantino
Finalmente consegui assistir The Lost City, o filme de Andy Garcia
sobre uma família destroçada nos anos da revolução cubana. Um excelente
filme, que conta com as participações de Bill Murray e Dustin Hoffman. Uma
histórica tocante, comovente e bastante realista, para quem sabe um
pouco dos fatos daqueles tempos terríveis. Infelizmente, um filme que por
motivos óbvios não foi praticamente divulgado no Brasil.
O filme de Andy Garcia – ele mesmo um cubano que fugiu para os Estados
Unidos em 1961 – não mascara a realidade. Ao contrário, desenha um
quadro bem negativo da era do ditador Fulgêncio Batista. Cuba estava longe
de ser um paraíso nesses dias, mas ainda contava com um grau bem maior
tanto de liberdade como prosperidade. Era o destino escolhido por
vários turistas americanos. Fico Fellove, o personagem de Garcia no filme,
era o dono do mais chique clube noturno de música da cidade, o El
Tropico. Ele luta durante o filme todo para manter sua família unida e o amor
de uma mulher. Seus irmãos, entretanto, são seduzidos pela utopia da
revolução castrista, e o desmoronamento familiar é apenas uma questão de
tempo.
Numa das partes mais marcantes do filme, o irmão caçula de Fico
Fellove, já devidamente transformado em completo idiota útil e seguidor
autômato de Fidel Castro e Ernesto “Che” Guevara, vai até a fazenda de seu
tio comunicar-lhe que as terras pertenciam, a partir de então, à
“revolução”. Antes disso, o tio fazia um discurso emocionado de como gostava
daquelas terras, que tanto tinha cuidado, e que um dia seriam dele, do
sobrinho barbudo. Quando soube do verdadeiro motivo de sua visita, que a
mando do próprio el comandante deveria tomar-lhe as terras, sofreu um
infarte fulminante e faleceu.
Rodrigo Constantino
Finalmente consegui assistir The Lost City, o filme de Andy Garcia
sobre uma família destroçada nos anos da revolução cubana. Um excelente
filme, que conta com as participações de Bill Murray e Dustin Hoffman. Uma
histórica tocante, comovente e bastante realista, para quem sabe um
pouco dos fatos daqueles tempos terríveis. Infelizmente, um filme que por
motivos óbvios não foi praticamente divulgado no Brasil.
O filme de Andy Garcia – ele mesmo um cubano que fugiu para os Estados
Unidos em 1961 – não mascara a realidade. Ao contrário, desenha um
quadro bem negativo da era do ditador Fulgêncio Batista. Cuba estava longe
de ser um paraíso nesses dias, mas ainda contava com um grau bem maior
tanto de liberdade como prosperidade. Era o destino escolhido por
vários turistas americanos. Fico Fellove, o personagem de Garcia no filme,
era o dono do mais chique clube noturno de música da cidade, o El
Tropico. Ele luta durante o filme todo para manter sua família unida e o amor
de uma mulher. Seus irmãos, entretanto, são seduzidos pela utopia da
revolução castrista, e o desmoronamento familiar é apenas uma questão de
tempo.
Numa das partes mais marcantes do filme, o irmão caçula de Fico
Fellove, já devidamente transformado em completo idiota útil e seguidor
autômato de Fidel Castro e Ernesto “Che” Guevara, vai até a fazenda de seu
tio comunicar-lhe que as terras pertenciam, a partir de então, à
“revolução”. Antes disso, o tio fazia um discurso emocionado de como gostava
daquelas terras, que tanto tinha cuidado, e que um dia seriam dele, do
sobrinho barbudo. Quando soube do verdadeiro motivo de sua visita, que a
mando do próprio el comandante deveria tomar-lhe as terras, sofreu um
infarte fulminante e faleceu.