Domínio muçulmano leva órgão de direitos
humanos da ONU a defender ditaduras
Criada em 1946, a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas foi tomada pelos representantes das piores ditaduras e virou uma farsa. "Uma sombra na reputação das Nações Unidas como um todo", na definição do secretário-geral Kofi Annan. Em junho, o órgão desprestigiado foi substituído pelo Conselho de Direitos Humanos, cujos membros devem, em tese, respeitar os tais direitos para manter o mandato. A emenda saiu pior que o soneto. Tomado pelos representantes de países islâmicos, o novo organismo é ainda mais desastroso do que seu antecessor. Em vez de fiscalizar o respeito aos direitos humanos, o conselho transformou-se numa tribuna em que árabes e muçulmanos em geral exercitam o ritual dos discursos antiisraelenses. Quem deu o tom nas quatro reuniões do conselho realizadas até agora – a primeira foi em junho – foi a Organização da Conferência Islâmica, um grupo de países árabes que detém dezessete das 47 cadeiras da entidade.
Como as vagas foram distribuídas proporcionalmente por regiões do globo, sem levar em conta os critérios de respeito aos direitos humanos, o conselho tornou-se um simulacro, na esfera diplomática, do conflito global. De um lado estão as democracias – Japão, Canadá e países da União Européia –, com onze cadeiras. Do outro lado, os países muçulmanos, que somam seus votos com Cuba e outras ditaduras da África e da Ásia para barrar qualquer resolução que condene atos de desrespeito aos direitos humanos, exceto, evidentemente, aqueles cometidos por Israel. Como as decisões são tomadas por maioria simples, não há possibilidade de um resultado honesto. O grupo majoritário tem como objetivo proteger seus próprios membros e aliados. Donos de péssimos prontuários no que se refere aos direitos humanos, eles não querem abrir precedentes que poderiam acabar sendo usados contra eles mesmos.
humanos da ONU a defender ditaduras
Criada em 1946, a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas foi tomada pelos representantes das piores ditaduras e virou uma farsa. "Uma sombra na reputação das Nações Unidas como um todo", na definição do secretário-geral Kofi Annan. Em junho, o órgão desprestigiado foi substituído pelo Conselho de Direitos Humanos, cujos membros devem, em tese, respeitar os tais direitos para manter o mandato. A emenda saiu pior que o soneto. Tomado pelos representantes de países islâmicos, o novo organismo é ainda mais desastroso do que seu antecessor. Em vez de fiscalizar o respeito aos direitos humanos, o conselho transformou-se numa tribuna em que árabes e muçulmanos em geral exercitam o ritual dos discursos antiisraelenses. Quem deu o tom nas quatro reuniões do conselho realizadas até agora – a primeira foi em junho – foi a Organização da Conferência Islâmica, um grupo de países árabes que detém dezessete das 47 cadeiras da entidade.
Como as vagas foram distribuídas proporcionalmente por regiões do globo, sem levar em conta os critérios de respeito aos direitos humanos, o conselho tornou-se um simulacro, na esfera diplomática, do conflito global. De um lado estão as democracias – Japão, Canadá e países da União Européia –, com onze cadeiras. Do outro lado, os países muçulmanos, que somam seus votos com Cuba e outras ditaduras da África e da Ásia para barrar qualquer resolução que condene atos de desrespeito aos direitos humanos, exceto, evidentemente, aqueles cometidos por Israel. Como as decisões são tomadas por maioria simples, não há possibilidade de um resultado honesto. O grupo majoritário tem como objetivo proteger seus próprios membros e aliados. Donos de péssimos prontuários no que se refere aos direitos humanos, eles não querem abrir precedentes que poderiam acabar sendo usados contra eles mesmos.