CIDADE DO VATICANO - O papa Bento XVI pediu nesta terça-feira que uma "autoridade política mundial" ordene a economia mundial e que haja maior regulação governamental das economias nacionais para tirar o mundo da atual crise e evitar que ela se repita. [...]
Estamos entrando em uma era onde, qualquer um que advogue em favor da liberdade de expressão, liberdade de imprensa, direito de propriedade, federalismo, etc., é, automaticamente, taxado de reacionário e intolerante. O mundo não está mais caminhando para o abismo, está é correndo ao seu encontro!
"Perante o crescimento incessante da interdependência mundial, sente-se imenso — mesmo no meio de uma recessão igualmente mundial — a urgência de uma reforma quer da Organização das Nações Unidas quer da arquitectura económica e financeira internacional, para que seja possível uma real concretização do conceito de família de nações. De igual modo sente-se a urgência de encontrar formas inovadoras para actuar o princípio da responsabilidade de proteger[146] e para atribuir também às nações mais pobres uma voz eficaz nas decisões comuns. Isto revela-se necessário precisamente no âmbito de um ordenamento político, jurídico e económico que incremente e guie a colaboração internacional para o desenvolvimento solidário de todos os povos. Para o governo da economia mundial, para sanar as economias atingidas pela crise de modo a prevenir o agravamento da mesma e em consequência maiores desequilíbrios, para realizar um oportuno e integral desarmamento, a segurança alimentar e a paz, para garantir a salvaguarda do ambiente e para regulamentar os fluxos migratórios urge a presença de uma verdadeira Autoridade política mundial, delineada já pelo meu predecessor, o Beato João XXIII. A referida Autoridade deverá regular-se pelo direito, ater-se coerentemente aos princípios de subsidiariedade e solidariedade, estar orientada para a consecução do bem comum[147], comprometer-se na realização de um autêntico desenvolvimento humano integral inspirado nos valores da caridade na verdade. Além disso, uma tal Autoridade deverá ser reconhecida por todos, gozar de poder efectivo para garantir a cada um a segurança, a observância da justiça, o respeito dos direitos[148]. Obviamente, deve gozar da faculdade de fazer com que as partes respeitem as próprias decisões, bem como as medidas coordenadas e adoptadas nos diversos fóruns internacionais. É que, se isso faltasse, o direito internacional, não obstante os grandes progressos[...]"
"[...][147], comprometer-se na realização de um autêntico desenvolvimento humano integral inspirado nos valores da caridade na verdade. Além disso, uma tal Autoridade deverá ser reconhecida por todos, gozar de poder efectivo para garantir a cada um a segurança, a observância da justiça, o respeito dos direitos[148]. Obviamente, deve gozar da faculdade de fazer com que as partes respeitem as próprias decisões, bem como as medidas coordenadas e adoptadas nos diversos fóruns internacionais[...]"
Assim como outros, não quero emitir juízos precipitados. Mas parece-me que de fato o Papa está a favor do globalismo e do governo mundial, o que é muito estranho pois os que defendem o governo mundial são anti-cristãos.
Espero estar errado, porque se for isso mesmo é algo terrível, pois se até a Igreja Católica apoiar o governo mundial, quem é que vai ser contra?
Fiquei curioso para saber a opinião de Olavo de Carvalho e outros conservadores sobre isso...
Eu li a encíclica, está bem claro que o Papa clama por uma autoridade política mundial, que deve ter o poder coativo necessário para garantir a segurança, a ordem legal, etc.. É óbvio que para isso acontecer, essa autoridade deve estar acima das nações, deve transcendê-la e ter o poder coativo necessário para impor uma ordem legal de caráter global. É claro ainda que para isso ocorrer, urge a implementação de impostos globais para manter essa nova burocracia. Isso é uma baita coincidência, tchê! O David Rockfeller e o clube de bilderberg querem a mesma coisa!
E tu, Luís Guilherme, vá beijar a bundinha do papa.