Lula, novo editorialista dos jornais brasileiros
» afirma Le Figaro Reportagem publicada em 20/07/2009
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Cansado de ser atacado pela grande imprensa, Lula decidiu se dedicar aos jornais locais e regionais, diz o jornal francês Le Figaro.
Desde o dia 7, o presidente brasileiro assina a coluna "O presidente responde", publicada em 115 jornais que circulam em 85 cidades. O objetivo é esclarecer as dúvidas enviadas pelos leitores.
Democracia de fachada, critica o conservador jornal francês. Le Figaro tenta explicar a nova estratégia de comunicação do presidente brasileiro. No seu primeiro mandato, depois de uma sucessão de escândalos envolvendo o PT, Lula passou a evitar os jornalistas, dando raras entrevistas e poucas coletivas, explica Le Figaro.
Mas o contexto mediático brasileiro mudou, afirma o jornal. Os grandes cotidianos, como Folha de São Paulo, Estadão e O Globo, são menos lidos - as vendas caíram praticamente pela metade em menos de uma década, segundo Le Figaro. Já os tabloides populares passaram a dominar o mercado nos últimos anos, impulsionados pela alta do poder aquisitivo das classes mais baixas.
A mídia tradicional, destaca o jornal francês, é lida apenal pela elite da elite. Lula aproveitou essa "brecha".
Os jornais do interior normalmente estão nas mãos de alguns coroneis locais, contrários à política do governo federal, mas a coluna do presidente vende. Um acordo de cavalheiros, que beneficia o governo e a imprensa local.
Para Le Figaro, a nova estrategia de comunicação de Lula também é uma espécie de prospecção do eleitorado. As questões dos leitores vão pautar a campanha de Dilma Roussef, candidata a sua sucessão.
Fonte: ww w .rfi. fr/actubr/articles/115/article_14417.asp
» afirma Le Figaro Reportagem publicada em 20/07/2009
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Cansado de ser atacado pela grande imprensa, Lula decidiu se dedicar aos jornais locais e regionais, diz o jornal francês Le Figaro.
Desde o dia 7, o presidente brasileiro assina a coluna "O presidente responde", publicada em 115 jornais que circulam em 85 cidades. O objetivo é esclarecer as dúvidas enviadas pelos leitores.
Democracia de fachada, critica o conservador jornal francês. Le Figaro tenta explicar a nova estratégia de comunicação do presidente brasileiro. No seu primeiro mandato, depois de uma sucessão de escândalos envolvendo o PT, Lula passou a evitar os jornalistas, dando raras entrevistas e poucas coletivas, explica Le Figaro.
Mas o contexto mediático brasileiro mudou, afirma o jornal. Os grandes cotidianos, como Folha de São Paulo, Estadão e O Globo, são menos lidos - as vendas caíram praticamente pela metade em menos de uma década, segundo Le Figaro. Já os tabloides populares passaram a dominar o mercado nos últimos anos, impulsionados pela alta do poder aquisitivo das classes mais baixas.
A mídia tradicional, destaca o jornal francês, é lida apenal pela elite da elite. Lula aproveitou essa "brecha".
Os jornais do interior normalmente estão nas mãos de alguns coroneis locais, contrários à política do governo federal, mas a coluna do presidente vende. Um acordo de cavalheiros, que beneficia o governo e a imprensa local.
Para Le Figaro, a nova estrategia de comunicação de Lula também é uma espécie de prospecção do eleitorado. As questões dos leitores vão pautar a campanha de Dilma Roussef, candidata a sua sucessão.
Fonte: ww w .rfi. fr/actubr/articles/115/article_14417.asp