😄 - Os jardins da "Casa da Dinda" - apelido da casa do Collor, que tinha sido da madrinha dele - eram cheios de guéri-guéri, como cascatas, projetos paisagísticos caros, etc: e descobriu-se que, pra variar, haviam sido pagos com dinheiro de caixa 2. Uma mixaria ridícula, perto das façanhas atuais, mas de qualquer modo isso foi antes de Luifináfio declarar internacionalmente a perfeita legitimidade da prática. 😄!
O Fiat Elba, que se não me engano pertencia a sua mulher, foi pago com um cheque de um "laranja", uma secretária ou coisa parecida, vindo de uma conta-fantasma que recebia verbas também de caixa 2 para tais coisas. Collor era completamente larápio, mas fichinha perto da caterva "titular", que já estava lá antes dele, e continua até hoje - e a qual agora ele apoia, possivelmente por ter entendido a "regra áurea" da política nacional, que é a de que "uma quadrilha não rouba só, e sim em grupo" - corrupto político metido a free-lancer é considerado, é claro, um "traidor".
Mas eu suponho que você ache facilmente, no google, referências mais minuciosas sobre esses assuntos. Eu, na primeira googlada, achei este depoimento do Cláudio Vieira, que era secretário particular de Collor:
"Havia um saldo de campanha de mais de US$ 20 milhões em 1989. O dinheiro era do Fernando (Collor). O Paulo César ficou com esse dinheiro para manter toda uma estrutura. O Paulo César morreu e ninguém sabe onde está este dinheiro. PC foi chamado cinco vezes para pagar despesas, a pedido de Collor. Nós dizíamos, ‘Paulo, tem que pagar uma despesa tal.’ Ele ia lá e pagava. PC pagou a reforma da Casa da Dinda e construiu as instalações para a segurança em lote contíguo. PC pagou as contas de motoristas e de veículos utilizados pela família de Collor, inclusive o Fiat Elba que detonou o escândalo. Depois, ele comprou uma pequena casa no Paraná e deu de presente à família de uma garota de dez anos que escreveu uma carta emocionada ao presidente.”