Segundo um analista militar russo, a Venezuela está planejando comprar da Rússia tanques do tipo T-72.
O presidente venezuelano Hugo Chávez disse numa conferência de imprensa, na quarta-feira, que o país pretende comprar vários batalhões de tanques russos em resposta a um possível aumento de militares dos E.U.A. na vizinha Colômbia.
“Os tanques em questão são provavelmentes o modelo T-72, os quais são os que mais se enquadram as necessidades do mercado latino-americano”, disse Konstantin Makiyenko, diretor adjunto do Centro de Análise Estratégica, com base Moscow.
Ele acrescentou que a Venezuela poderia comprar até mesmo novos tanques T-90, mas que, devido ao baixo preço do petróleo nos mercados atuais, seria mais lógico a compra do T-72.
O preço de um T-90 (MBT), fabricados pela empresa russa Uralvagonzavod sendo que o valor médio é de 5-7 milhões de dolares, enquanto o preço do modelo T-72 é de 1-2 milhões de dolares, disse o analista. Um batalhão de tanque russo é composto por 31 tanques.
No ano passado, Uralvagonzavod produziu um total de 165 tanques T-90. Mais da metade dos veículos foram exportados, e os restantes substiuíram alguns dos tanques T-72 usados nas Forças Armadas da Rússia. O analista disse que a Rússia pode ter tanques T-72 disponíveis para a atender a necessidade da Venezuela.
A Venezuela já gastou cerca de 4 bilhões de dolares desde 2005 em armas russas, incluindo helicópteros, caças e fuzis de assalto Kalashnikov.
Chavez comprou 100 mil fuzis de assalto kalashnikov, modelo AK-103. 30 mil desses fuzis foram produzidos na Rússia, os demais serão produzidos, sob licença, na Venezuela. O interessante é que o efetivo das forças armadas venezuelanas é inferior a 100 mil soldados. Outro fato diz respeito aos fuzis FAL utilizados pelas FAs venezuelanas... Para onde irão? O mais provável é que o excedente de fuzis AK-103 e os FALs substituídos caiam nas mãos de milicianos chavistas e membros das FARCs.
Em comparação com o M1 Abrams o T-72 é inferior, todavia, nenhum país da America do Sul possuí um Abrams. A nação melhor equipada é o Chile, que conta com os Leoprds 2A4, adquiridos de segunda mão da Alemanha. O que mais preocupa são os fuzis Kalashnikov e outras armas individuais e baratas, como o míssil terra-ar Igla-S e o lança granada-foguete RPG-7. Só para se ter uma idéia, um RPG-7 pode facilmente por um M1 Abrams, (que custa R$ 5 milhões de dólares a unidade) fora de serviço. Tais armas são baratas e de fácil manuseio... Ideais para emprego em guerra de guerrilha, como no Iraque e Afeganistão.
Hugo Chávez vai à Rússia fechar compra de armamentos
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, viaja nesta terça-feira, 8, à Rússia para acertar a compra de três submarinos, vários veículos blindados e tanques T-27 e dez helicópteros militares Mi, segundo informa a agência Interax, que cita fontes da indústria armamentista russa.
No começo de agosto, o venezuelano havia anunciado seus planos de reestruturar suas forças armadas, mas não citou valores das negociações. As conversas sobre a compra de novos equipamentos seguia em ritmo normal, mas se tornaram urgentes desde o polêmico tratado assinado entre a Colômbia e os EUA, que permite aos americanos usarem bases militares no país sul-americano.
De acordo com Chávez, sua intenção não é atacar a Colômbia nem qualquer outro país, mas "empreender uma necessária renovação em seu equipamento militar".
Chávez será recebido pelo presidente da Rússia, Dimitri Medveded, segundo o Kremlin. A Venezuela é um dos maiores parceiros russos na indústria bélica. Os países mantêm uma estreita cooperação militar. Somente entre 2005 e 2007, as nações assinaram acordos que somaram mais de US$ 4 bilhões, um deles para a compra de 100 mil fuzis Kalashnikov, arma de fabricação russa utilizada por guerrilhas e grupos extremistas de todo o mundo.
Chávez reconhece independência de áreas rebeldes da Geórgia
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou nesta quinta-feira, 10, que reconhece as regiões rebeldes da Geórgia Ossétia do Sul e Abkházia como Estados independentes, um incentivo à campanha de Moscou para a aceitação internacional das duas localidades pró-Rússia. Durante visita a Moscou, Chávez disse ao presidente russo, Dmitri Medvedev, que seu país irá considerar as duas regiões - vistas pela maior parte do mundo como pertencentes à Geórgia - Estados soberanos "a partir de hoje", reportaram agências de notícias russas.
Até quinta-feira, a Nicarágua era o único país além da Rússia a reconhecer as duas regiões como independentes. "A Venezuela se junta ao reconhecimento da independência das repúblicas da Abkházia e Ossétia do Sul", afirmou Chávez, segundo a agência russa de notícias Interfax. "A partir de hoje nós reconhecemos essas duas repúblicas", acrescentou Chávez segundo a agência.
A Geórgia rechaçou o reconhecimento venezuelano, afirmando que a decisão não tem "nenhuma consequência política importante". "Quando políticos marginais como Chávez e (o presidente da Nicarágua Daniel) Ortega tomam tais decisões, mostra que estamos diante de uma anomalia política", afirmou à AFP o vice-premie georgiano, Temur Yakovasvili.
A Rússia reconheceu a independência das duas regiões em agosto de 2008 depois de frustrar militarmente uma tentativa da Geórgia de retomar a província separatista da Ossétia do Sul, que se separou do governo de Tbilisi no início dos anos 1990 e têm criado suas próprias relações desde então.
Os aliados de Moscou na antiga União Soviética, temerosos de criar precedentes que poderiam ameaçar sua própria soberania, têm resistido até o momento às pressões de Moscou para e reconhecer a Ossétia do Sul e Abkházia. A Geórgia, apoiada pela União Europeia e Estados Unidos, condenou a medidas patrocinadas pela Rússia como ilegais e pediu que sua integral territorialidade fosse respeitada.
Presidente da Venezuela, Hugo Chavez, no final das suas visitas a países «amigos» divulgou a aquisição por parte do país de vários novos sistemas de armas, com os quais pretende estabelecer o domínio venezuelano nas Caraíbas e na região norte do continente sul-americano.
Além da aquisição de cerca de uma centena de carros de combate médios derivados do T-72, entre os quais se deverão contar pelo menos 30 tanques da versão mais modernizada, a versão T-90, a Venezuela vai também receber mísseis tácticos.
Tanques
Os carros de combate deverão rondar a centena. Cerca de um terço deles deverá equipar a principal unidade militar do pais, substituindo os carros de combate AMX-30 que a Venezuela tem ao serviço. O total de carros de combate de maiores dimensões sofrerá assim um incremento de 25%.
As unidades de carros de combate leves da Venezuela, deverão ter os seus AMX -13 e Scorpion (ambos equipados com peças de 90mm) substituidos por viaturas de fabrico russo que em principio serão os BMP-3, equipados com um canhão de 100mm de baixa pressão para utilização contra infantaria e um canhão de 30mm contra viaturas blindadas.
Não é de excluir que parte das unidades armadas com tanques leves sejam armadas com tanques T-72
Mísseis
Algumas dúvidas se levantam relativamente a que tipo de sistema Hugo Chavez se refere, quando afirma que «vão chegar uns foguetinhos com 300km de alcance e grande precisão».
Podemos no entanto lembrar que Chavez foi claro quando afirmou que os mísseis se destinavam a defender a Venezuela e não serviriam para atacar ninguém.
Esta afirmação leva a crer que os sistemas, embora não sejam para atacar ninguém, TÊM ESSA CAPACIDADE.
Isto, em conjugação com as notícias sobre a visita de Chavez à Rússia, poderá implicar que Hugo Chavez convenceu as autoridades russas a vender ao país algumas unidades do sistema de mísseis tácticos SS-26 «Stone» ou «Iskander» na designação russa que utiliza o míssil 9M726, com um alcance reconhecido de 280km, mas que pode atingir os 300km.
Trata-se de um equipamento com um alcance máximo que foi limitado a 300km para se enquadrar dentro dos acordos de limitação de armamentos assinados entre os Estados Unidos e a União Soviética. É um sistema móvel que utiliza um camião 8x8 da MZKT, embora possa utilizar outros tipos de sistema de lançamento.
Quando conjugamos a possível aquisição com as recentes notícias sobre bases colombianas que poderão ser utilizadas pelos norte-americanos, notamos que apenas uma delas ficará ao alcance deste tipo de sistema. Trata-se da pista do aeroporto da cidade de Cartagena, que também é utilizada pela Força Aérea colombiana.
A confirmar-se a aquisição, trata-se de uma clara escalada nos armamentos em operação na América Latina, que inevitavelmente levará a uma resposta, nomeadamente por parte da Colômbia.
O Foro de São Paulo vai às compras..., por Percival Puggina*
...e seus parceiros mostram os dentes. Deve estar acontecendo algo muito grave na América Latina. Tem gente, por aí, sabendo de coisas que não nos foram contadas. Não encontro outra explicação para o sofisticado equipamento bélico que o Brasil pretende adquirir da França. São quatro submarinos convencionais, um submarino nuclear, 51 helicópteros de combate, as obras de um estaleiro e de uma base para os submarinos e mais a anunciada intenção de compra de 36 aviões militares de caça. O pacote todo chega à casamata dos R$ 36 bilhões! É grana para fazer o Sarkozy subir de joelhos a escadaria da Lapa.
Nos últimos seis anos, os orçamentos militares dos países sul-americanos cresceram 91%. E o Brasil, com essa compra, cujos contratos de financiamento já foram aprovados pelo Senado Federal, tornou-se o player que fala mais grosso no meio da turma. Estará sendo costurado um novo Pacto de Varsóvia ou cogitar disso é teoria da conspiração? É? E quem iria supor que meses após a queda do Muro de Berlim os partidos de esquerda da América Latina criariam o Foro de São Paulo, para salvar aqui o delírio que se perdera com o fim da URSS e do socialismo no Leste Europeu? E quem poderia antever que, decorridos 19 anos, aqueles partidos estariam governando mais de uma dezena de países do continente? E quem poderia imaginar Lula, o pai dos pobres, fazendo a alegria dos fabricantes franceses de armamentos?
Levar a sério a afirmação de que os submarinos são necessários para defender o pré-sal demanda total ausência de senso de humor. E os 36 jatos de combate? São para proteger nossos três satélites? Não se assume um compromisso financeiro de tais proporções por motivos tão descabidos. Será bem difícil me convencer de que estamos nos armando para fins dissuasivos em relação a nossos vizinhos quando estamos rodeados por parceiros ideológicos aos quais nosso presidente faz concessões com a mesma solicitude com que o vovô atende os pedidos do netinho. Lula fez campanha e não mediu palavras para explicitar sua torcida pela eleição deles. Então, não me engana que eu não gosto.
Fiz as contas. Com R$ 36 bilhões, seria possível, por exemplo, duplicar o programa habitacional popular, ampliando-o para 2 milhões de unidades, ou permitiria ao governo, que sonha com a volta da CPMF, construir e equipar 150 hospitais regionais com 300 leitos cada! Isso para não falar do disparate que representa armar-nos com sofisticado equipamento de combate, para defender-nos de inimaginável agressão externa, quando estamos perdendo para o crime organizado, no front interno, uma guerra real, por falta de tudo – recursos humanos, legislação, inteligência, articulação, armas, munição, viaturas, presídios e políticas sociais. Estamos zelando por uma segurança nacional que não está em risco e desatentos à nossa objetiva insegurança pessoal, familiar e social.
Procure no Google “corrida armamentista”. Vai encontrar, em língua portuguesa, 67 mil referências. Basta isso para mostrar que o processo iniciado pela Venezuela e logo seguido por vários outros países do continente está chamando a atenção da mídia nacional impressa e eletrônica. Há algo no ar e ainda não são os aviões Rafale.
Para concluir: o que diria Lula se essa mesma aquisição tivesse sido feita por Fernando Henrique Cardoso, ou por Itamar Franco, ao tempo em que ele, Lula, pedalava na bicicletinha oposicionista?
Já o imortal da ABL, Moacir Scliar, no mesmo jornal:
....Lula não é um revolucionário. Talvez o tenha sido em sua juventude, mas, como ele mesmo diz, governar ensina lições, e a lição que aprendeu é exatamente esta: não dá para fazer uma revolução modelo soviético ou cubano no Brasil. Durante seu mandato, e durante o mandato dos que o precederam, o país evoluiu demais na direção de uma economia de mercado. Uma das consequências disso foi a emergência de uma crescente classe média abrangendo amplos setores do antigamente denominado proletariado. Resultado: aquela polarização entre uns poucos ricos e opressores patrões e uma massa de assalariados já não existe mais.
Eu não sei em que país vive o Scliar, pois no Brasil, o que ele chama de emergente classe média está indo é para a extinção. A menos que ele esteja falando da crescente classe média de burocratas do governo à serviço da revolução gramsciana em marcha que ele se nega a enxergar ou admitir, talvez por interesses pessoais obscuros.
Chaves comprou o sistema anti-aéreo S-300V, com alcance de até 300 Km, o sistema é capaz de abater inclusive aeronaveis Steelt. Agora ficou complicado.
O Percival Puggina deixa quase explícito nesse texto que a compra de armamentos entre os países do FSP não é para uma "corrida armamentista", mas para a unificação de forças. Ele deixa a conclusão pro leitor. Se o sujeito se prestar a pensar ele vai ver: "Bom, então essas armas não são para agredir o vizinho, mas para fortalecer a parceria."
Uma dispenciosa corrida armamentista iniciada por um proto-ditadorzinho de mierda, coordenada pelo cadavérico, falido, desesperado e senil Fidel Castro.