China lamenta decisão da OMC sobre audiovisual e pode recorrer
PEQUIM - A China disse nesta quinta-feira que pode recorrer de uma sentença da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as restrições de Pequim à importação de filmes e livros, em mais um capítulo de seus atritos com Washington por causa de acessos a mercados.
O ministério chinês do Comércio disse "lamentar" que a OMC tenha acatado a queixa dos EUA contra o monopólio chinês da importação de produtos culturais, o que segundo Washington prejudica suas editoras, as produtoras de Hollywood e as multinacionais do entretenimento.
"A China irá conscienciosamente avaliar a decisão do painel de especialistas, e não exclui a possibilidade de recorrer com relação aos pontos de preocupação para a China", disse nota do ministério.
"Os canais para a entrada de publicações, filmes e produtos audiovisuais estrangeiros na China são extremamente abertos", acrescentou a nota.
O regime comunista mantém um enorme aparato de propaganda e censura que controla a TV, o setor editorial, o entretenimento e a Internet. Embora os meios de comunicação do país estejam cada vez mais comerciais, o Estado mantém um domínio cauteloso, ainda que oscilante.
O painel de arbitragem da OMC disse que a China não poderia usar suas metas de censura para justificar barreiras comerciais que violem as regras da OMC e os termos da adesão chinesa ao órgão, em 2001, segundo autoridades dos EUA.
Mesmo que a decisão seja mantida, Pequim não deve atenuar seus controles, temendo que isso prejudique os controles do Partido Comunista sobre a cultura, segundo David Wolf, consultor radicado em Pequim que assessora empresas de comunicação.
"Aqui há uma considerável margem de manobra para abrir ostensivamente o mercado, mas mantendo restrições", afirmou.
Se a China recorrer contra a sentença, será mais uma disputa comercial opondo Pequim a Washington.
PEQUIM - A China disse nesta quinta-feira que pode recorrer de uma sentença da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as restrições de Pequim à importação de filmes e livros, em mais um capítulo de seus atritos com Washington por causa de acessos a mercados.
O ministério chinês do Comércio disse "lamentar" que a OMC tenha acatado a queixa dos EUA contra o monopólio chinês da importação de produtos culturais, o que segundo Washington prejudica suas editoras, as produtoras de Hollywood e as multinacionais do entretenimento.
"A China irá conscienciosamente avaliar a decisão do painel de especialistas, e não exclui a possibilidade de recorrer com relação aos pontos de preocupação para a China", disse nota do ministério.
"Os canais para a entrada de publicações, filmes e produtos audiovisuais estrangeiros na China são extremamente abertos", acrescentou a nota.
O regime comunista mantém um enorme aparato de propaganda e censura que controla a TV, o setor editorial, o entretenimento e a Internet. Embora os meios de comunicação do país estejam cada vez mais comerciais, o Estado mantém um domínio cauteloso, ainda que oscilante.
O painel de arbitragem da OMC disse que a China não poderia usar suas metas de censura para justificar barreiras comerciais que violem as regras da OMC e os termos da adesão chinesa ao órgão, em 2001, segundo autoridades dos EUA.
Mesmo que a decisão seja mantida, Pequim não deve atenuar seus controles, temendo que isso prejudique os controles do Partido Comunista sobre a cultura, segundo David Wolf, consultor radicado em Pequim que assessora empresas de comunicação.
"Aqui há uma considerável margem de manobra para abrir ostensivamente o mercado, mas mantendo restrições", afirmou.
Se a China recorrer contra a sentença, será mais uma disputa comercial opondo Pequim a Washington.