Chávez tenta silenciar críticos, diz relatório dos EUA
CARACAS - O recente fechamento de 32 emissoras de rádio privadas e a proposta de lei que pune "delitos midiáticos" são sinais de que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, tenta reprimir os críticos de seu governo, segundo um recente relatório dos serviços de inteligência dos Estados Unidos.
Na Venezuela, as relações do governo com a imprensa começaram a se deteriorar após a tentativa de golpe de 2002, apoiada por alguns canais de TV. Chávez recusou-se em 2007 a renovar a concessão da emissora RCTV, a mais popular do país, e, segundo analistas, é questão de tempo até que feche a opositora Globovisión. O presidente venezuelano usa cada vez mais medidas administrativas para perseguir opositores e restringir a liberdade de expressão na Venezuela, como quando ordenou, há duas semanas, o fechamento de 34 emissoras de rádio e ameaçou outras 250 com a mesma medida.
As relações entre a imprensa privadas e o líder esquerdista nunca foram pacíficas. Porém, segundo a CNN, a análise preparada pelo Open Source Center, centro de inteligência do governo americano, aponta que as decisões de fechar as emissoras de rádio e apoiar a legislação para aprovar uma lei prevendo a prisão de até 4 anos para jornalistas que publicassem informações que "prejudicassem o interesse do Estado" - o projeto foi abandonado após a péssima repercussão dentro e fora do país - elevaram os olhares críticos de outros países.
"A lei de crimes midiáticos é o exemplo mais primitivo da forte intervenção do governo na imprensa em um esforço para estabilizar o monopólio de mídia e reprimir a liberdade dos veículos de comunicação", diz o documento datado de 3 de agosto. O governo Chávez nega que a lei de crimes midiáticos e o fechamento das emissoras de rádio estejam relacionados, e diz que cada uma das iniciativas são baseadas na lei venezuelana.
CARACAS - O recente fechamento de 32 emissoras de rádio privadas e a proposta de lei que pune "delitos midiáticos" são sinais de que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, tenta reprimir os críticos de seu governo, segundo um recente relatório dos serviços de inteligência dos Estados Unidos.
Na Venezuela, as relações do governo com a imprensa começaram a se deteriorar após a tentativa de golpe de 2002, apoiada por alguns canais de TV. Chávez recusou-se em 2007 a renovar a concessão da emissora RCTV, a mais popular do país, e, segundo analistas, é questão de tempo até que feche a opositora Globovisión. O presidente venezuelano usa cada vez mais medidas administrativas para perseguir opositores e restringir a liberdade de expressão na Venezuela, como quando ordenou, há duas semanas, o fechamento de 34 emissoras de rádio e ameaçou outras 250 com a mesma medida.
As relações entre a imprensa privadas e o líder esquerdista nunca foram pacíficas. Porém, segundo a CNN, a análise preparada pelo Open Source Center, centro de inteligência do governo americano, aponta que as decisões de fechar as emissoras de rádio e apoiar a legislação para aprovar uma lei prevendo a prisão de até 4 anos para jornalistas que publicassem informações que "prejudicassem o interesse do Estado" - o projeto foi abandonado após a péssima repercussão dentro e fora do país - elevaram os olhares críticos de outros países.
"A lei de crimes midiáticos é o exemplo mais primitivo da forte intervenção do governo na imprensa em um esforço para estabilizar o monopólio de mídia e reprimir a liberdade dos veículos de comunicação", diz o documento datado de 3 de agosto. O governo Chávez nega que a lei de crimes midiáticos e o fechamento das emissoras de rádio estejam relacionados, e diz que cada uma das iniciativas são baseadas na lei venezuelana.