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Chávez tenta silenciar críticos, diz relatório dos

Iniciado por gbschmitt em 18/08/2009 · 4 mensagens

gbschmitt#1
Chávez tenta silenciar críticos, diz relatório dos EUA

CARACAS - O recente fechamento de 32 emissoras de rádio privadas e a proposta de lei que pune "delitos midiáticos" são sinais de que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, tenta reprimir os críticos de seu governo, segundo um recente relatório dos serviços de inteligência dos Estados Unidos.

Na Venezuela, as relações do governo com a imprensa começaram a se deteriorar após a tentativa de golpe de 2002, apoiada por alguns canais de TV. Chávez recusou-se em 2007 a renovar a concessão da emissora RCTV, a mais popular do país, e, segundo analistas, é questão de tempo até que feche a opositora Globovisión. O presidente venezuelano usa cada vez mais medidas administrativas para perseguir opositores e restringir a liberdade de expressão na Venezuela, como quando ordenou, há duas semanas, o fechamento de 34 emissoras de rádio e ameaçou outras 250 com a mesma medida.

As relações entre a imprensa privadas e o líder esquerdista nunca foram pacíficas. Porém, segundo a CNN, a análise preparada pelo Open Source Center, centro de inteligência do governo americano, aponta que as decisões de fechar as emissoras de rádio e apoiar a legislação para aprovar uma lei prevendo a prisão de até 4 anos para jornalistas que publicassem informações que "prejudicassem o interesse do Estado" - o projeto foi abandonado após a péssima repercussão dentro e fora do país - elevaram os olhares críticos de outros países.

"A lei de crimes midiáticos é o exemplo mais primitivo da forte intervenção do governo na imprensa em um esforço para estabilizar o monopólio de mídia e reprimir a liberdade dos veículos de comunicação", diz o documento datado de 3 de agosto. O governo Chávez nega que a lei de crimes midiáticos e o fechamento das emissoras de rádio estejam relacionados, e diz que cada uma das iniciativas são baseadas na lei venezuelana.
gbschmitt#2
O relatório coincide ainda com inúmeras críticas apresentadas contra Chávez por organizações defensoras da liberdade de imprensa. Carlos Lauria, coordenador do programa do Comitê de Proteção de Jornalistas na América, disse à CNN que o objetivo do líder venezuelano pode ser definido em três pontos: controlar a informação veiculada, reduzir as criticas e disseminar propaganda pró-governo.

Entre os métodos dessa "nova censura" estão processos judiciais contra jornais, rádios e TVs, multas, ameaças, a interrupção ou a não renovação de concessões. Também fazem parte da estratégia discursos que incitam grupos de choque a atacar meios de comunicação, como o incidente que aconteceu na semana passada. Um grupo de 50 jornalistas que distribuíam panfletos contra as medidas do governo foi espancado por militantes chavistas. Pelo menos 12 jornalistas ficaram feridos.

fonte: http://www.estadao.com.br/internacional/not_int420577,0.htm
gbschmitt#3
Chávez diz que jornalistas agredidos provocaram situação

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta terça-feira, 18, ter provas de que os jornalistas agredidos por supostos partidários seus foram os culpados pelo ataque. Segundo Chávez, a agressão ocorreu porque eles haviam participado como ativistas políticos em um protesto contra uma nova lei de educação.

Os jornalistas foram agredidos na última quinta-feira quando entregavam na rua panfletos com advertências contra a nova lei de educação. Segundo os críticos, a reforma do setor pode levar ao doutrinamento nas escolas.

"Como se disse, não estavam fazendo trabalho de jornalistas, estavam em uma marcha distribuindo uns folhetos contra a lei da educação", afirmou Chávez, durante entrevista por telefone ao canal estatal Venezolana de Televisión. "E, segundo entendi, e há inclusive provas, estavam provocando a gente do povo que estava por perto", acrescentou.

Fotos do ataque mostraram um grupo de supostos simpatizantes do presidente agredindo os periodistas com socos e pontapés, inclusive deixando alguns deles sangrando. Os jornalistas trabalham na Cadena Capriles, editora proprietária do jornal Ultimas Noticias, um dos de maior circulação do país, com uma linha editorial favorável ao governo.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa alertou "a opinião pública sobre a evidente intenção de meios e grupos oficialistas de deformar a realidade dos fatos ocorridos na quinta-feira passada, quando 12 jornalistas ficaram feridos em mãos de exaltados que não ocultaram sua identificação com o chamado 'processo revolucionário' do governo".

A entidade destacou que os jornalistas "não participavam de nenhuma atividade de rua programada nesse dia por algum setor político e institucional e estavam a várias quadras do local onde havia uma marcha de apoio à lei".
gbschmitt#4
Os agredidos alertavam que a legislação deixava a porta aberta à possibilidade de "suspensão imediata das atividades" dos meios de comunicação, quando os órgãos responsáveis pela educação decidirem.

Chávez disse que recomenda às pessoas que não caiam em provocações, mas sim que "denunciem os provocadores". "Não queremos violência, mas devemos estar preparados para qualquer coisa."

A organização Repórteres Sem Fronteiras, sediada na França, afirmou em comunicado na segunda-feira que o governo de Chávez "deu mostras reais da luta contra a impunidade nesse assunto". A entidade referia-se à detenção de um funcionário da Fundación Simón Rodríguez, financiada pelo governo, vinculado à agressão.

"Não obstante, tememos que em um contexto que segue sendo tão extremado, alimentado por novas legislações controvertidas e recentes fechamentos de meios de comunicação, o governo se veja cada vez mais exaltado por militantes extremistas que se valem dele", acrescentou a organização.

fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,cha…421274,0.htm

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