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Anvisa, o Grande Irmão

Iniciado por antnioluiz em 20/08/2009 · 29 mensagens

antnioluiz#1
Por Carlos Alberto Sardenberg:

Você está na Rua Dias Ferreira, calor de rachar, quando vislumbra a imagem luminosa de uma geladeira de sorvetes.

Entra, pede um picolé de limão e, quando vai pagar, percebe que está numa farmácia. Aí, você aproveita e decide comprar um antibiótico.

É isso que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, acha que acontece. Pelas novas regras, as farmácias não podem mais vender balas, sorvetes, bengalas, guarda-chuvas, enfim, nada que não seja medicamento ou coisa próxima. Mamadeira, por exemplo, pode. Roupinha de bebê, não pode.

Qual o argumento? Evitar a automedicação e o uso excessivo de remédios.

E como se faz isso? Reduzindo o número de pessoas que entram numa farmácia.

Ou seja, o pessoal da Anvisa acha que, proibindo o consumidor de comprar chiclete na farmácia, reduz o uso de anti-inflamatórios. Ou, vendo a história pelo reverso, o pessoal acha que o sujeito entra para comprar um chiclete de um real e sai com um pacote de medicamentos de 50 reais.

Além disso, a nova regra determina que as farmácias não poderão colocar os medicamentos de venda livre nas gôndolas e prateleiras, ao alcance dos consumidores. Os produtos deverão ficar atrás dos balcões e o consumidor precisará pedir a um funcionário da farmácia.

Mesmo argumento. O sujeito entra para comprar um comprimido para dor de cabeça e resolve levar antigripal, xarope, preservativo, diurético e tal. Diretores da Anvisa disseram que é preciso proteger o consumidor e evitar que ele caia nas armadilhas insidiosas dos donos de farmácias ou ceda a seus piores instintos de tomar qualquer medicamento que apareça na sua frente.
antnioluiz#2
Mesmo que isso fosse verdade, não resolveria o problema. É óbvio que o funcionário da farmácia, ao entregar o produto solicitado pelo consumidor, vai perguntar: mais alguma coisa? A pessoa que gosta de um remediozinho e os hipocondríacos continuarão indo à farmácia buscar as novidades.

A coisa toda só vai atrapalhar o consumidor normal, a imensa maioria.

Mas há mais. Com essas regras e suas explicações, a Anvisa está dizendo que nós, consumidores, somos uns idiotas, uns bobalhões, vítimas fáceis de charlatães. Assim, o governo, formado por sábios, como todos sabem, precisa dizer o que a gente pode ou não comprar e onde.

Esse cidadão normal, estando doente, obviamente deseja ser atendido por um bom médico, receber a receita e adquirir os remédios corretos numa farmácia confiável. Só não faz isso quando não tem acesso à consulta — acesso a tempo, bem entendido, não esperando dias.

Assim, parece razoável supor que a pessoa se medica quando não consegue ser atendida no SUS ou não tem dinheiro para pagar um serviço privado.
antnioluiz#3
E aí entra o problema adicional: o automedicamento funciona porque se compra sem receita, o que é ilegal.

De maneira que a Anvisa, que regula os planos e seguros saúde, tem aí dois desafios sérios: garantir atendimento eficiente aos doentes e controlar a venda com receita.

Em vez de fazer isso, proíbe a venda de picolés em farmácias. Impõe um desconforto ao consumidor e um custo às farmácias. Todas precisarão mudar seu layout, trocar os móveis.

Para as grandes redes, pode ser um custo normal. Para as pequenas, não.

Além disso, as novas regras retiram faturamento das farmácias, o que encarece toda a operação e, pois, coloca uma pressão adicional sobre os preços de medicamentos.

Em 2007, a Anvisa colocou tais regras em consulta pública. De lá para cá, não houve mudança nesse quadro de assistência insuficiente e venda ilegal sem receita. E o que faz a Anvisa? Resolve complicar o comércio legal.

Reparem: quem vendia sem receita, continuará vendendo. Quem vendia dipirona do Paraguai, continuará vendendo, talvez mais. A farmácia que fazia tudo certinho, vendendo medicamentos e picolés de qualidade, será prejudicada.

Só pode o ilegal.

Por que não copiam um sistema que funciona? Nos Estados Unidos, você compra muitas coisas nas farmácias, verdadeiras lojas de conveniência. Mas não consegue de jeito nenhum comprar medicamento restrito sem receita.

Aqui, eles montam um sistema que vende remédio sem receita, mas não vende picolés nem com receita.
antnioluiz#4
priscila#5
Exatamente!
Perfeito.
Parafraseando Neil Armstrong, trata-se de um pequeno passo para a ANVISA, e um passo gigantesco para o DOMÍNIO ESTATAL da população!
luizfernando#6
É mesmo o país da piada pronta...putz...
leonardo_15#7
E eu tive de assistir às novas regras sendo enfaticamente comemoradas em reportagem do "Jornal do Almoço", cá no RS. Só me restou olhar atônito para o par de apresentadoras pitaqueiras (como de praxe, sempre pedindo uma "ação dos governos!" no ponto de pressão errado) e lamentar por nossos "formadores de opinião".
thiago_7#8
antes havia uma diferença entre farmácia e drogaria...
uma podia vender qualquer coisa a outra não.
acho que proibir a farmácia de vender várias coisas pode fazê-las quebrar!
e agora para comprar qualquer remédio precisa passar pelo balcão!
e claro um monte de remédios precisam de receita, ou mesmo a receita tem que ficar em poder da farmácia...o Estado não quer deixar a população tomar remédios...
mas também chiclete e bala não fazem bem para a saúde, o fato é que me parece que o governo não se importa com isto
antnioluiz#9
Quem tem problema de obesidade está sofrendo muito com a proibição dos remédios.
thiago_7#10
Agora vai aumentar o número de cirurgias bariátricas.
Acho engraçada que o SUS atende mal as pessoas, e mesmo que paga por um médico, não há consultas de imediato, a auto-medicação em muitos casos é necessária e recoendada pelo próprio médico.
dorian#11
Semana passada fui à farmácia comprar meu medicamento tarja preta. No receituário meu médico prescreveu 03 caixas com 30 comprimidos cada.
O farmacêutico me disse que só poderia me vender 02 caixas, ou seja, 60 comprimidos, pois a Anvisa não libera a quantia prescrita pelo médico, conforme constava em minha receita.
O interessante é que logo na esquina da dita drogaria, um traficantezinho de merda comercializava livremente suas pedras de cack, sem ser incomodado.
martin_2#12
grande texto, obrigado .
antnioluiz#13
Ás ordens.
antnioluiz#14
/Main#CommMsgs?cmm=44668&tid=5626943483225221696&na=4
antnioluiz#15
antnioluiz#16
ayrton#17

"19/03/2012

.

Corrupção: a reportagem do Fantástico

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Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=_Vc6qYIAcsg&feature=youtu.be

ayrton#18
O texto do Cosntantino, publicado hoje no Globo, está muito bem mesmo. Só agora há pouco eu li na íntegra.
solideogloria#19
Muito bom mesmo, só espero que os chegueboys pró-drogas não acabem pegando carona.
william_2#20
Vídeo do YouTube

Para aqueles que não viram essa reportagem, como eu que estou vendo agora....

Tá muito certo, a Globo fez muito bem de fazer esta reportagem, mas tem o seguinte: A GLOBO É CULPADA PELA TOMADA DO PODER DA ESQUERDA LADROEIRA, ELA É CUMPLICE NISSO... PARABENIZO PELA REPORTAGEM, MAS QUE A GLOBO É  FILHA DA PUTA E RESPONSAVEL PELA SOTIAÇÃO POLITICA ATUAL É SIM!!!
william_2#21
* SOTIAÇÃO = SITUAÇÃO [imagem do Orkut]
antnioluiz#22
[url]/Main#CommMsgs?cmm=73071&tid=5774305301509110477[/url]
ayrton#23
Os bons tempos dos comerciais de cigarros:
.
Vídeo do YouTube
http://youtu.be/kNrwHJ5bXyc
yuri_3#24
Os melhores são o Professor Girafales e o Seu Madruga fumando em plena cara do público infantil, e todo mundo adorava.
jacques#25
Vídeo do YouTube
jacques#26
Vídeo do YouTube

Sempre fui fã do comercial do Minister em que o sujeito aplicava o $, começava a fumar, e suas ações disparavam para cima (skyrocketed) na Bolsa! Fantasioso, mas muito bem realizado! Infelizmente o ator e a belíssima atriz aparentemente morreram de cânceres ligados ao consumo de cigarros...

Os comerciais do Chanceler, do Marlboro, do Hollywood e o do Gérson e do Hérson Capri (Continental) também me agradaram muito.

Minha mãe fumava duas ou três unidades de Minister ou Charm (este eu achava muito cheiroso e os Hollywood de outras pessoas muito fedorentos), só às Sextas e Sábados à noite, tomando um ventinho na varanda do apto. Uma carteira de cigarros com ela durava semanas... Ouviu falar que fazia mal e deixou de fumar há uns 20 anos atrás. Está muito saudável aos 78 para 79 anos...

Nunca fumei porque sempre preferi o hábito de poupar e aplicar $ no presente para compras de melhor qualidade, à vista e com desconto (posto que sem risco para o vendedor) no futuro.

Não recomendo a ninguém a criação do hábito de fumar, e creio que talvez tenha sido melhor que tais belos comerciais tenham desaparecido, pois cigarros têm muitas substâncias comprovadamente cancerígenas.

Entretanto, creio que Estresse e Ansiedade matam tanto quanto ou mais do que tais substâncias.
antnioluiz#27
Fizeram bem em proibir esses nefastos comercial de cigarro, propaganda imperialista das multinassionais do Tio San, que comrropiam nossa juventude. Esses comercials só mostravam a jente doente, triste, magra, feia, ao contrário do nosso bonito e saudável Dráuzio Varela, esse sim, um exemplo há ser ceguido.
jacques#28
Vídeo do YouTube 

Este, do Minister, é um dos mais bem realizados!

Além do belo e sexy canto de sereia ao fundo, comum com outros comerciais do Minister, ele usa muito bem iscas psicológicas como a chegada imediata de dinheiro fácil logo que o belo, maduro e elegante Adriano Reys realiza o ato mágico de acender o cigarro, com o preço das ações imediatamente disparando para cima (quickly skyrocketing), bem como o conseqüente abraço macio, gostoso, cheiroso, da lindíssima, charmosa, jovem, elegante e inesquecível Elisa Fernandes, na varanda ventilada e cercada de verde (símbolo psicológico de ar puro e boa saúde) de uma casa moderna (para os padrões dos anos 1970) e elegante!...

Infelizmente ambos morreram de cânceres, aparentemente relacionados ao consumo de cigarros...

Esta marca certamente deveria ser a preferida entre os normalmente ansiosos e estressados operadores da (hoje finada) Bolsa de Valores do Rio de Janeiro e da Bovespa, da época, que certamente sonhavam em um dia parar de cumprir ordens a mercado e tornarem-se belos, maduros e elegantes investidores bursáteis, como o personagem encarnado por Adriano Reys neste fantástico comercial...
arthurmc#29
Eu também gostava muito dos comerciais. E senti tanta falta deles que passei a fumar. E não larguei nunca mais. rs
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Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=nkuptVejNEA

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