Os meios de comunicação social continuando tratando os terroristas iraquianos como insurgentes ou simplesmente não mencionam nem uma palavra nem outra.
Se são insurgentes, por que não atacam mais as "forças invasoras" do que seu próprio povo?
Por que atacam covardemente seu próprio povo, como num episódio, há algum tempo, em que sabiam que os soldados americanos distribuiriam balas para as crianças, esperaram a aglomeração e jogaram uma bomba?
Com efeito, talvez já tenham morrido mais iraquianos pelas mãos dos próprios iraquianos do que pelos bombardeios americanos no início da guerra.
A população do Iraque ainda vive o trauma da 1ª guerra do golfo quando os EUA, erradamente, não foram até Bagdá pegar o ditador. Por conta dessa expectativa, houve um levante em Basra (ou Basora) que foi barbaramente sufocado por Saddam Hussein. Foi um grande erro do Bush pai não ter ido até o fim. Agora eles já vivem o medo do que possa acontecer depois da retirada definitiva das tropas americanas e já tiveram u`a amostra, ontem, depois que os americanos passaram o policiamento das grandes cidades para os iraquianos.
Os EUA têm que ficar mais tempo para tentar estabilizar de vez a situação que vinha melhorando nos últimos tempos mas a imprensa não noticiva porque só interessa o noticiário do caos.
Há que ficar até para proteger os cerca de 1 milhão (agora cada vez menos) cristãos que, com a saída das tropas agora, podem passar a viver uma situação pior do que a que viviam sob a ditadura, por conta do ódio que terão contra si de grupos de sunitas e xiitas extremistas que sempre os ligarão ao ocidente e quererão algum tipo de vingança.
Não deve haver prazo para a retirada!
De qualquer maneira, já será algo complicado ao final porque, mesmo com vitória militar, dos americanos eles (terroristas) dirão que venceram, assim como o Hezbolah fez quando Israel retirou-se do sul do Líbano apenas num gesto de apaziguamento mas com a situação militar totalmente sob controle.
Os atentados terroristas de ontem provaram que as forças policiais iraquianas estão depreparadas para o que vem pela frente e o risco de derrubada do governo é muito grande.
Mesmo sob ocupação, é total a liberdade de expressão e manifestação no Iraque e no Afeganistão, como nunca houve. Grupos que nunca puderam se manifestar, saem às ruas com total liberdade. Embora Saddam flertase c/ a URSS o Partido Comunista local era proibido e agora pode manifestar-se a vontade. É lógico que mnifestam-se contra os EUA, justamente contra quem está garantindo a liberdade de manifestação deles. Mas, já conhecemos essa história.
E esses não são valores só do Ocidente, são da humanidade, assim como civilizações orientais deram grandes contribuições ao Ocidente.
A situação no Afeganistão é bem mais tranqüila em relação à população que, na maioria emagadora, repele o Talebã. A dificuldade maior está no tamanho e na topografia do país. Mas pode pode ser estabilizado e a OTAN não deve desistir.
By Aseel Kami and Suadad al-Salhy – Wed Aug 19, 11:03 am ET
BAGHDAD (Reuters) – A series of blasts in Baghdad killed 95 people and wounded 536 in Iraq's bloodiest day this year, renewing doubt over Iraqi forces' ability to maintain security after U.S. troops pulled out of urban areas.
Baghdad's security spokesman made a rare admission of culpability after the attacks, in which at least six blasts struck near government ministries and other targets at the heart of Iraq's Shi'ite-led administration.
"This operation shows negligence, and is considered a security breach for which Iraqi forces must take most of the blame," Major General Qassim al-Moussawi told Iraqiya state TV.
The government said this month that most of the city's blast walls would be removed within 40 days, a sign of confidence in its security forces after U.S. combat troops withdrew from urban centres in June, and ahead of elections due in January."
"They are meant to convey a message to Iraqis and the world that insurgents are still there and can block the political process," said analyst Hameed Fadhel of Baghdad University.
"Today's attacks reveal a major deficiency and weakness of the security forces. They were organized and huge," he added.
No group claimed responsibility, but Moussawi said two members of al Qaeda were arrested when another car bomb was intercepted.
Sunni Islamist groups like al Qaeda consider Shi'ites heretics, and have been blamed for a series of blasts in the last two months at mostly Shi'ite venues such as mosques both in the capital and in northern Iraq where insurgents have exploited rows between Kurds and Arabs."
"Another truck bomb in Baghdad's Waziriya district near the finance ministry killed at least 28 people and caused widespread destruction, police said. Part of a raised highway near the building collapsed, a Reuters witness said.
http://cosmos.bcst.yahoo.com/up/player/popup/?rn=390…714&src=news
OBVIAMENTE, vai ser um banho de sangue.
Como foi no Vietnam e Camboja.
O caubói aliás também disse isso, e realmente acertou. Fez e disse um monte de besteiras, mas essa previsão está correta e continua valendo. Será um bloodbath.
"Bush argues Vietnam bloodbath shows U.S. should stay in Iraq
WASHINGTON (CP) - President George W. Bush argued Wednesday that leaving Iraq now would provoke the kind of horrendous bloodbath that followed U.S. withdrawals from Vietnam and Cambodia.
"One unmistakable legacy of Vietnam is that the price of America's withdrawal was paid by millions of innocent citizens whose agonies would add to our vocabulary new terms like boat people, re-education camps and killing fields," Bush said.
And leaving in Vietnam in 1975 provided fodder for future terrorists like Osama bin Laden to cite the U.S. as losers who cut and run, he added."
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O preço da retirada das tropas será, mais uma vez, pago por milhões de inocentes.
Então, todas as vidas perdidas e todos os esforços terão valido nada!
O governo iraquiano está muito fragilizado e podem haver elementos infiltrados só aguardando a hora certa para dar o golpe. É necessário mais tempo até que os próprios iraquianos, a partir do progresso e qualidade de vida que a estabilidade proporionará, assimilem eles próprios a importância das instituições e da democracia na manutenção da coesão nacional para que o lúmpen que ainda não foi beneficiado por essa prosperidade não fique tentado a apoiar os extremistas.
É muito pouco tempo para apagar a memória do passado recente e do abandono que sofreram na 1ª Guerra do Golfo.
Os EUA não podem deixar o povo iraquiano outra vez a mercê dos extremistas. Há que ficar o tempo que for preciso, mesmo que sejam décadas. O Ocidente já tem um passivo muito grande com esses povos. Os libaneses que o digam.