O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta sexta-feira que o mundo sem drogas é igual ao mundo sem sexo: impossível de existir. Durante a abertura da 1ª reunião da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia, FHC afirmou que o país deve fazer o que foi feito em relação à Aids: privilegiar a segurança, a saúde, a redução de danos, e não à repressão.
"Vamos quebrar o tabu e falar muito claramente. Imaginar um mundo sem drogas é um objetivo muito difícil de alcançar. É como imaginar um mundo sem sexo. Nem o Bush [ex-presidente do EUA]. Aqui a nossa luta é, ao invés de sem sexo, fazer sexo seguro. Mudou o paradigma, a meta é reduzir os danos e deslocar o foco da repercussão para repressão e o tratamento", disse o ex-presidente durante a reunião na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio.
FHC afirmou que a questão do consumo das drogas não deve ser tratada apenas no âmbito da lei, mas também deve se avaliar a descriminalização no âmbito cultural.
Reportagem publicada no último dia 18 pela coluna Mônica Bergamo, da Folha, mostra que o ex-presidente será o personagem central e fio condutor de um documentário sobre a descriminalização da maconha.
O diretor do filme, Fernando Grostein Andrade, combinou com o ex-presidente de segui-lo por todos os debates, eventos e até conversas informais de que participar sobre o tema. No começo do ano, o brasileiro e outros ex-presidentes da América Latina criaram uma comissão internacional para discutir o tema.
Só faltou FHC dizer que é socialista, maçom, já participou de encontros do Clube Bilderberg e que o PSDB também saiu do MBD, igual o PT, PDT entre outros.
Se o governo federal fosse realmente independente, já não teríamos drogas no Brasil... o problema é que temos que prestar contas ao David Rockfeller, através da filial do CFR no Rio de Janeiro. http://www.cebri.org.br/
Existe CFR no Brasil faz tempo... só trocaram o nome para não dar na cara.
Nisso ele tem razão, em todo caso deixar de combater as drogas ou torná-las legais por elas serem inevitáveis é cinismo político. FHC é um arauto do NOM.
sexo é algo natural, drogas não! não falo de drogas com uso terapêutico, que são um direito natural.
Quanto às drogas realmente me parece impossível o mundo sem elas, não que isso sirva de desculpa para não se tentar, mas é difícil haver um crime semuma vítima, acho que drogas pesadas não deveriam dar cadeia, mas sim tratamento compulsório, drogas leves (em relação às ilegais) como maconha e folha de coca deveriam ser permitidas, mas no caso da maconha desde que haja regras para não se fumar em qualquer lugar.
e no programa do olavo de carvalho um ouvinte disse algo que eu não percebera, a questão da legalização de uma ou outra droga é uma questão regulamentar,a lei dá ao poder executivo o poder de dizer que droga pode ou não ser proibida. Isto quer dizer que o governo pode liberar o crack, proibir o chocolate, ou o café ou maracujá...
e sem passar pelo congresso, basta o lula querer...
Os homicidas são oprimidos pela lei e por nós que se defendemos. É este maldito sistema que os deixam deprimidos...
Eles deveriam deixar o homicida fazer um assassinato seguro, assim como o sexo, usando aventais e máscaras para não pegar doenças e matar a vítima sem dor alguma, e assim saciar a vontade.
E os ladrões, porque o mundo sem roubo também é impossível... É tudo culpa do sistema.
A questão do uso legal ou não da droga, é bem mais complexa do que nos tentam convencer, seja por intelectuais de esquerda feito FHC ou por liberais extremados à serviço do capeta. Os danos vão muito além dos psico-físicos e da criminalidade que proporciona, seja por parte do usuário que precisa do dinheiro para comprar a droga ou do traficante que mata rivais ou o cliente que não paga uma divida contraída com a compra de drogas. O uso de drogas enfraquece a sociedade porque corrompe as familias. Só tem um jeito, o combate direto e incessante. Com inimigos desse tipo não se faz acordo nem se pode dar o benefício da complacência.
Eu por exemplo, tenho um amigo que foi ameaçado de morte caso não pagasse uma dívida para um traficante de RS 300, contraída pelo enteado dele viciado em crack, que agora está em tratamento. O traficante, no caso era a traficante, isso mesmo uma mulher. O dinheiro aí nem é o caso, o problema é a preocupação incessante que causa um filho drogado para um familia, à mercê da droga, da violência e da criminalidade que a acompanha. Se liberar, só vai facilitar a vida do bandido e a facilidade vai fazer o consumo aumentar e vai ter mais gente enlouquecida para dar trabalho aos outros. Esse meu amigo em questão, agora está defendendo a pena de morte para traficantes de drogas, ou seja, um pensamento certamente inverso ao de FHC. Mas de que vale a voz do povo (ou do sofrimento das pessoas) se temos quem tenha a solução pronta e imediata para todos os nossos problemas?
"Nisso ele tem razão, em todo caso deixar de combater as drogas ou torná-las legais por elas serem inevitáveis é cinismo político. FHC é um arauto do NOM."
Penso exatamente o mesmo, acrescentando o que já disseram: não é porque não dá para erradicar 100% que vamos parar o combate. Vide o exemplo dos assassinatos, que dificilmente sumirão da face da Terra. Por isso vamos aceitar descriminalizar a matança?
Essa mentalidade tende a relativizar TODOS os males do mundo. Se, em sentido absoluto, o Mal não pode ser eliminado, aceitamo-nos. A estrutura mental subjacente é esta.
Ademais, como lembraram de um T.O. que o Olavo falava da liberação das drogas, ele também comenta que, caso isso venha à efetividade, automaticamente a classe de traficantes e criminosos entrará para a legalidade. É o moderno vício de tornar moral tudo o que é legal. Essa coisa é a moral do Satanás, isso sim.
Engraçado...quando era presidente vivia dizendo que problema de segurança pública era dos Estados e não do Governo Federal...agora quer aparecer defendendo vagabundo e viciado!!!
Nós trabalhamos muito suado para o ganha pão de cada dia, temos que dar exemplo para os filhos, dando senso de ética e justiça para um futuro para os mesmos e as próximas gerações e vem esse aí defender os toxicômanos dizendo que é inerente a vida se drogar!!!! Manda fazer um estudona China durante a guerra do ópio quando quase metade da população caiu no vício, improdutividade e indolência.
FHC tá tão ousado.que agora já anda até repreendendo as igrejas cristãs a respeito de suas práticas.Globalization “Elders” want female ordination as ministers, priests and rabbis
FHC defende fim de penalização por consumo de drogas
SÃO PAULO - É preciso admitir que a guerra contra as drogas fracassou e que as consequências "indesejadas" dessa luta foram desastrosas na América Latina. Por isso, continuar com esse combate é ridículo, afirma o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em artigo publicado hoje pelo jornal dominical britânico The Observer. Segundo FHC, é preciso haver um sério debate que leve à adoção de estratégias mais humanas e eficazes para lidar com o problema global das drogas.
Citando a Comissão Latino-americana para Drogas e Democracia, da qual é membro, FHC afirma que já é reconhecida a necessidade de uma mudança de paradigma que substitua a repressão aos usuários de drogas por estratégias de tratamento e prevenção. "O desafio é reduzir drasticamente o prejuízo causado às pessoas, sociedades e instituições públicas pelos narcóticos ilegais." Esse processo, diz o ex-presidente brasileiro, já teve início na Argentina e no México, cujo Congresso aprovou uma lei que remove a penalização criminal para a posse de pequenas quantidades de drogas para consumo pessoal e imediato. Ele também cita a Colômbia, primeiro país a adotar essa medida, em 1994, e a liberalização da legislação sobre drogas na Bolívia e Equador. "A mudança também é iminente no Brasil", onde a ambiguidade atual na lei efetivamente abre oportunidades para corrupção e extorsão na polícia, afirma FHC. "Os parlamentares brasileiros estão perto de discutirem uma nova lei para abolir a penalização para o consumo de pequenas quantidades de maconha", acrescenta.
Mas ainda há um longo caminho pela frente, diz ele, embora o avanço na descriminalização do porte de drogas permita um paradigma de saúde pública e rompa o silêncio sobre o problema das drogas. "Isso permite que as pessoas pensem em termos de abordar o abuso de drogas de uma forma que não seja antes de tudo uma questão para o sistema de justiça criminal. Reduzir o prejuízo causado pelas drogas passa pela redução do consumo", defende Fernando Henrique no artigo. Para ele, nenhum país desenvolveu uma solução abrangente para o desafio do abuso de drogas, e uma solução não precisa ser uma escolha rígida entre a proibição e a legalização. "Abordagens alternativas estão sendo testadas e devem ser cuidadosamente revisadas, mas está claro que o avanço envolverá uma estratégia que alcance, paciente e persistentemente, os usuários", afirma.
'Políticas antidrogas han fracasado': académicos colombianos
Que las políticas sobre "guerra contra las drogas", dictadas en Washington y reproducidas en Colombia, fracasaron; que el consumo doméstico de estas se ha duplicado y es "urgente" abordar el problema con medidas de prevención eficaces; que ni la aspersión ni la erradicación manual de cultivos ilícitos han dado los resultados esperados; que el aumento de penas como instrumento de lucha contra los actores de este negocio criminal "fracasó" y hay que "identificar" los puntos débiles de la Justicia, para fortalecerlos sin acudir a más leyes; que Colombia debe liderar a nivel mundial, con socios como Brasil y México, un cambio del falso dilema "prohibicionismo o legalización" y propugnar por políticas basadas en evidencias científicas, no en prejuicios ideológicos; que se debe concentrar el mayor esfuerzo del ataque en la parte más rentable del negocio, y no en los cultivadores, que son el eslabón más débil.
Estas son apenas algunas de las muchas conclusiones a las que un grupo de académicos de la Universidad de los Andes acaba de llegar y que están consignadas en el libro Políticas antidroga: éxitos, fracasos y extravíos, conocido esta semana.
Algunas recomendaciones
Evitar el mayor daño a los individuos, prioridad.
- Colombia debe liderar el cambio glo- bal en la estrategia contra las drogas.
- Crear una institución independiente que diseñe políticas antidrogas.
- Intensificar la interdicción para golpear el eslabón más rentable del negocio.
- Adoptar instrumentos que hagan más difícil el lavado de activos.
- Que la sociedad civil y las ONG sean tenidas en cuenta a la hora de formular políticas.
- Infiltrar redes de traficantes para detectar métodos utilizados por estos para llevar las drogas a los consumidores.
- Todas las medidas que conduzcan a desestimular el involucramiento en el negocio.
- Mayor planificación y coordinación interinstitucional en la adopción de políticas sobre desarrollos alternativos.
- Para el Estado deben ser una prioridad las acciones dirigidas a prevenir el consumo.
- Que las terapias para los adictos no sean monopolio de psicólogos, sino que también intervengan la antropología, la sociología y la historia, entre otras.
- Para atacar el consumo de drogas hay que atacar con urgencia el consumo de alcohol y el cigarrillo, que induce a los jóvenes.
'Gobierno de Colombia debería impulsar debate global sobre drogas'