Deputados do Rio liberam bailes funk e festas rave
Na mesma votação na Assembleia, ritmo foi considerado movimento cultural
RIO - A Assembleia Legislativa do Rio revogou, em sessão extraordinária, a lei que restringia a realização de bailes funk e festas rave no Estado e ainda aprovou lei que reconhece o funk como movimento cultural e musical de caráter popular. Os projetos, assinados pelos deputados Marcelo Freixo (PSOL) e Paulo Melo (PMDB), foram aprovados por aclamação e ainda precisam ser sancionados pelo governador Sérgio Cabral. Cerca de 500 pessoas comemoram a decisão dos deputados e saíram em passeata pela Rua da Assembleia, no centro. Eles seguiram para o Disco Voador, na Lapa, onde uma festa estava programada.
A principal reivindicação dos artistas era que fosse revogada a Lei 5265/08, de autoria do ex-chefe de Polícia Civil e deputado cassado Álvaro Lins (denunciado à Justiça pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, facilitação de contrabando e corrupção passiva). A lei fazia exigências difíceis de serem cumpridas, e que inviabilizavam a realização dos bailes - um banheiro para cada 50 frequentadores, casas com alvará e tratamento acústico, autorização das Polícias Civil e Militar.
"A criminalização da cultura não funcionou contra o rock nem contra o samba, não vai funcionar contra o funk. A censura é burra sempre! Nunca vence a criatividade do povo", comemorou o deputado Marcelo Freixo, em mensagens pelo microblog Twitter.
Na mesma votação na Assembleia, ritmo foi considerado movimento cultural
RIO - A Assembleia Legislativa do Rio revogou, em sessão extraordinária, a lei que restringia a realização de bailes funk e festas rave no Estado e ainda aprovou lei que reconhece o funk como movimento cultural e musical de caráter popular. Os projetos, assinados pelos deputados Marcelo Freixo (PSOL) e Paulo Melo (PMDB), foram aprovados por aclamação e ainda precisam ser sancionados pelo governador Sérgio Cabral. Cerca de 500 pessoas comemoram a decisão dos deputados e saíram em passeata pela Rua da Assembleia, no centro. Eles seguiram para o Disco Voador, na Lapa, onde uma festa estava programada.
A principal reivindicação dos artistas era que fosse revogada a Lei 5265/08, de autoria do ex-chefe de Polícia Civil e deputado cassado Álvaro Lins (denunciado à Justiça pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, facilitação de contrabando e corrupção passiva). A lei fazia exigências difíceis de serem cumpridas, e que inviabilizavam a realização dos bailes - um banheiro para cada 50 frequentadores, casas com alvará e tratamento acústico, autorização das Polícias Civil e Militar.
"A criminalização da cultura não funcionou contra o rock nem contra o samba, não vai funcionar contra o funk. A censura é burra sempre! Nunca vence a criatividade do povo", comemorou o deputado Marcelo Freixo, em mensagens pelo microblog Twitter.