Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Como estar a direita...

Iniciado por padin em 09/09/2009 · 3 mensagens

padin#1
Sou leitor e ouvinte recente do Olavo e algumas posições dele me chamaram a atenção, principalmente aqueles que apontam no sentido de que a direita no Brasil é pouco articulada. Até por sugestão dele, tive contato com a obra Ideologia do Século XX, do embaixador Meira Penna, que encontrei na minha biblioteca. Anotei duas coisas ali que gostaria de ouvir a posição dos colegas por aqui justamente em relação a essa classificação direita x esquerda:

"A direita não existe como corrente histórica. Ela passa a existir como coisa designada e apontada à execração pela `esquerda`." (pág 101)

"Na verdade, todo o mundo que não pertence à chamada ´esquerda`, na crista do populismo demagógico, não possui realmente uma expressão para determinar a sua postura política – isso porque uma das condições naturais dessa postura é a ausência de ideologia. " (pág 93)

Pergunto: ao se assumir de direita você legitima o discurso da esquerda, baseado no que Meira Penna disse?
andr_10#2
Não, porque a maioria dos esquerdistas, ao menos no Brasil, nunca viu alguem que se auto-classificasse com as palavras que ele usa para adjetivar todo mundo.
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E por isso quando você fala para um comunista que é um conservador ultra-direitista reacionário eles entram em pânico.
gbschmitt#3
A direita como força respeitável praticamente não existe no Brasil, basta ver essa comunidade. Aqui há muitos direitistas, todavia perde-se muito tempo com discussões tolas que nada acrescentam à luta cultural. O contra-ataque a hegemonia esquerdista e a melhor estratégia para isso, sequer é debatida nesse fórum.

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas". (Sun Tzu)

Ab initio, devemos nos conhecer. Que nós somos? O que nós sabemos? Qual nossa força? Quais nossas fraquezas? Qual nossa capacidade? Quais nossos recursos? Etc.
Depois, devemos conhecer nosso inimigo. Quem é ele? Como age?Onde age? Qual sua força? Quais suas fraquezas? Etc.
Após, por em prática um plano que visa tomar espaços... Para, ao final, aniquilar nosso adversário.
Atualmente nosso estado é deplorável. Perde-se muito tempo e recursos defendendo o ponto onde o inimigo não está atacando, ao mesmo passo em que muitas frentes de combate são cedidas gratuitamente, sem resistência alguma.

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