"Ser da esquerda, assim como ser da direita, é uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser um imbecil: na verdade, ambas são uma forma de hemiplegia moral".
Ortega y Gasset em "A Rebelião das Massas".
O que vocês pensam sobre a necessidade de se definir entre esquerda ou direita, como se elas fossem categorias necessárias ao homem?
Vejam bem, não acho, com isso, que a alternativa seja o centro ou a mudança de opinião conforme a circunstância. Um homem pode efetivamente posicionar-se politicamente sem aderir a uma bandeira, sobretudo quando essas bandeiras foram criadas na Revolução Francesa e quando não são opções necessárias.
Confesso que não tenho muita idéia do que sou em termos políticos. Poderia me definir como "conservador", mas só numa acepção muito especial, já que conservador e progressista são termos muito relativos ao que está em questão na hora. o que me vem a cabeça quando penso nesta questão são os textos do Olavo como "Humanismo e Totalitarismo". Ser de esquerda ou de direita são uma das formas possíveis de aderir ao Ilumisnismo ou a uma de suas filiais. Ter que optar entre uma das categorias políticas contemporâneas, para mim, é quase como ter que optar entre ser assado no forno ou na panela de pressão. Alias, questões de partido não são mesmo o meu forte: não gostava nem de fazer trabalho em grupo para não ter que reduzir as minhas idéias a denominadores comuns, a generalizações de um bando. Portanto, confesso que sou uma pessoa sem bandeira política, no sentido amplo e no restrito. Só sei das coisas que não gosto, das que discordo.
No mais, faço minhas as palavras do Tiago.
Paralisia de um dos lados do cérebro.
Me considero um real direitista e acho o maximo ser um imbecil.
Depois de uma declaração tão sincera, que posso eu dizer?