Gostaria de saber, afinal oque houve la? a igreja é a vilã ou ela foi a vítima? gostara de saber de modo resumido oke houve(nenhum dos artigos do olavo fala sobre isso).
igreja vs galileu. oque realmente aconteceu?
Lembrando que um dos principais Inquisidores que tratou o caso galileu foi ninguém menos que São Roberto Belarmino, Santo e Doutor da Igreja.
O processo de galileu é uma das fraudes que os anti-cristãos adoram usar para atacar a Igreja.
O processo de galileu é uma das fraudes que os anti-cristãos adoram usar para atacar a Igreja.
"Mas é preciso fazer também justiça aos adversários de Galileu. Que afirmava este? As suas afirmações fundamentais eram de que a Terra se movia, que o Sol permanecia estático, e que era este o centro do universo. Contrariava, assim, as afirmações dos estagiritas, seguidores, que eram, de Aristóteles.
Na verdade, a Terra é movida e não se move, ela não se move por uma força intrínseca, mas extrínseca. Negavam os adversários de Galileu que a Terra fosse semovente, ou seja, que tivesse um princípio imanente de seu movimento. A Terra é um móvel, e um móvel exige uma causa eficiente extrínseca que o mova. Não admitiam o movimento próprio. Dizer-se que o Sol é estático, era absurdo, e o é. Afirmar, afinal, que o Sol é o centro do universo, não tinha a seu favor nenhuma base."
Mário Ferreira dos Santos, As Filosofias da Afirmação e da Negação, pags. 68, 69.
Na verdade, a Terra é movida e não se move, ela não se move por uma força intrínseca, mas extrínseca. Negavam os adversários de Galileu que a Terra fosse semovente, ou seja, que tivesse um princípio imanente de seu movimento. A Terra é um móvel, e um móvel exige uma causa eficiente extrínseca que o mova. Não admitiam o movimento próprio. Dizer-se que o Sol é estático, era absurdo, e o é. Afirmar, afinal, que o Sol é o centro do universo, não tinha a seu favor nenhuma base."
Mário Ferreira dos Santos, As Filosofias da Afirmação e da Negação, pags. 68, 69.
O livro "Como A Igreja Católica Construiu A Civilização" de Thomas E. Woods Jr. fala a respeito desse episódio, por cima. Mas a bibliografia que ele recomenda é vasta e detalhada.
Recomendo o livro todo, e que se aprofunde na bibliografia específica sobre Galileu.
Recomendo o livro todo, e que se aprofunde na bibliografia específica sobre Galileu.
O caso de Giordano Bruno é que mais problemático.
Ele foi quem morreu queimado, e não Galileu, como muitos pensam.
Ele foi quem morreu queimado, e não Galileu, como muitos pensam.
Nildo, a melhor e mais acessível leitura sobre esse tema é de um capítulo do Tu És Pedro, de Georges Suffert, disponível em várias livrarias.
O que aconteceu realmente foi o seguinte:
- Galileu era um astrônomo experiente, científico, mas muito "pop-star", que teve apenas o mérito de basear suas pesquisas utilizando o telescópio, que era uma invenção muito recente. Era uma encomenda cara. O de Galileu era de ouro.
- Em suas conclusões, Galileu apenas seguiu a mesma linha já traçada por Copérnico, algumas décadas antes, e por Kepler, na mesma época. A Igreja ainda formalmente estava atrelada à astronomia de Claudio Ptolomeu (ou, mais propriamente, aos mundos fixos). Contudo, estava plenamente disposta a mudar de posição. Por volta de 1600, o jesuíta Clavius concordava com a interpretação que seria seguida por Galileu. Idem para Schaff, outro astrônomo jesuíta.
- Galileu era de família devota (sua irmã era freira) e amigo pessoal do papa Urbano VII. Quando Galileu aventurou-se no campo da teologia, adotando uma interpretação simbólica, o próprio papa o censurou, mas o caso passou para uma comissão de inquisidores que procurou condenar Galileu com base na doutrina aristotélica (embora essa já fosse seguida pelos colégios jesuíticos).
- A resposta de Galileu foi irônica. Galileu retratou-se procurando ridicularizar a inquisição intervindo em uma pesquisa científica. Nessa retratação, ele respondeu apenas às acusações no campo da astronomia, e não da teologia.
O que aconteceu realmente foi o seguinte:
- Galileu era um astrônomo experiente, científico, mas muito "pop-star", que teve apenas o mérito de basear suas pesquisas utilizando o telescópio, que era uma invenção muito recente. Era uma encomenda cara. O de Galileu era de ouro.
- Em suas conclusões, Galileu apenas seguiu a mesma linha já traçada por Copérnico, algumas décadas antes, e por Kepler, na mesma época. A Igreja ainda formalmente estava atrelada à astronomia de Claudio Ptolomeu (ou, mais propriamente, aos mundos fixos). Contudo, estava plenamente disposta a mudar de posição. Por volta de 1600, o jesuíta Clavius concordava com a interpretação que seria seguida por Galileu. Idem para Schaff, outro astrônomo jesuíta.
- Galileu era de família devota (sua irmã era freira) e amigo pessoal do papa Urbano VII. Quando Galileu aventurou-se no campo da teologia, adotando uma interpretação simbólica, o próprio papa o censurou, mas o caso passou para uma comissão de inquisidores que procurou condenar Galileu com base na doutrina aristotélica (embora essa já fosse seguida pelos colégios jesuíticos).
- A resposta de Galileu foi irônica. Galileu retratou-se procurando ridicularizar a inquisição intervindo em uma pesquisa científica. Nessa retratação, ele respondeu apenas às acusações no campo da astronomia, e não da teologia.
A Igreja não é vilã e nem vítima.
Não concordo em justificar a condenação com base no erro científico da teoria heliocêntrica. Mesmo que ela não seja correta hoje, na época não tinha uma alternativa, e procurar condenar Galileu com base em um modelo astronômico que nem os jesuítas mais seguiam revelou-se em um erro histórico que custou à Igreja a acusação secular de ter rompido, naquele momento, com a ciência.
Não sei em que ponto a retratação de Galileu passou a servir para propaganda católica.
Não duvido que os próprios protestantes pouco depois a utilizassem, embora ainda seguissem o calendário juliano (com erro) até por volta de 1700.
A própria interpretação teológica condenável em Galileu acabou sendo autorizada pelo papa no século XVIII.
Com a institucionalização da burrice de massa, no século XX, já misturaram a história de Galileu com outros, dizendo que foi queimado (sic), ou que tinha sido condenado por dizer que a Terra era redonda (sic), etc.
Quando João Paulo II "reabilitou" Galileu isso deu a impressão estava reconhecendo um erro que se mantinha por 3 séculos, quando na verdade, era uma reação da Igreja contra seus adversários da atualidade, que passaram a usar o nome de Galileu como sinônimo de cientificismo barato.
Foi vítima sim, de sua própria arrogância e de um processo inquisitorial mais baseado nos cânones da Igreja do que no conhecimento científico da Igreja (cujos astrônomos concordavam com Galileu).
No fim, a Igreja perdeu mais.
Não concordo em justificar a condenação com base no erro científico da teoria heliocêntrica. Mesmo que ela não seja correta hoje, na época não tinha uma alternativa, e procurar condenar Galileu com base em um modelo astronômico que nem os jesuítas mais seguiam revelou-se em um erro histórico que custou à Igreja a acusação secular de ter rompido, naquele momento, com a ciência.
Não sei em que ponto a retratação de Galileu passou a servir para propaganda católica.
Não duvido que os próprios protestantes pouco depois a utilizassem, embora ainda seguissem o calendário juliano (com erro) até por volta de 1700.
A própria interpretação teológica condenável em Galileu acabou sendo autorizada pelo papa no século XVIII.
Com a institucionalização da burrice de massa, no século XX, já misturaram a história de Galileu com outros, dizendo que foi queimado (sic), ou que tinha sido condenado por dizer que a Terra era redonda (sic), etc.
Quando João Paulo II "reabilitou" Galileu isso deu a impressão estava reconhecendo um erro que se mantinha por 3 séculos, quando na verdade, era uma reação da Igreja contra seus adversários da atualidade, que passaram a usar o nome de Galileu como sinônimo de cientificismo barato.
Foi vítima sim, de sua própria arrogância e de um processo inquisitorial mais baseado nos cânones da Igreja do que no conhecimento científico da Igreja (cujos astrônomos concordavam com Galileu).
No fim, a Igreja perdeu mais.
🙂 - Em merecendo, Dawkins terá a sua fogueira, não se preocupe.
Sim, é uma pena que os recursos disponíveis ao homem não tenham sido utilizados, e que tenhamos acabado AQUI, cambetas, desprezando metade do patrimonio e por conseguinte perdendo-o, na verdade, em sua totalidade, já que não é possível que o modelo EXISTA sem ser em sua completitude. Ou seja, não é possível COMPOR um conheciimento verdadeiro sem usar ao mesmo tempo razão E fé.
Mas este assunto é complicado, atualmente eu discuto isso muito pouco.
Não acho que tenha mais jeito, sinceramente.
Sim, é uma pena que os recursos disponíveis ao homem não tenham sido utilizados, e que tenhamos acabado AQUI, cambetas, desprezando metade do patrimonio e por conseguinte perdendo-o, na verdade, em sua totalidade, já que não é possível que o modelo EXISTA sem ser em sua completitude. Ou seja, não é possível COMPOR um conheciimento verdadeiro sem usar ao mesmo tempo razão E fé.
Mas este assunto é complicado, atualmente eu discuto isso muito pouco.
Não acho que tenha mais jeito, sinceramente.
It is idle to talk always of the alternative of reason and faith. Reason is itself a matter of faith. It is an act of faith to assert that our thoughts have any relation to reality at all.
Chesterton, Orthodoxy, Chapter III
🙂
Chesterton, Orthodoxy, Chapter III
🙂
Renan, só vi a frase-presente HOJE, acredita? Adorei. Obrigadíssima.
Minha posição atual (consequência natural de sucessivas posições anteriores) é que TODO o conhecimento humano é revelado. Porque TODO o conhecimento humano obrigatóriamente é a expressão de um PROCESSO INTELIGENTE, e como tal TEM que resultar da integração da consciência com a razão - eu estou, no caso, excluindo o que resulta da revelação PURA, que também existe.
Em sendo assim, TODO o conhecimento VERDADEIRO jamais obtido precisou, para ser obtido, um componente que é em si REVELAÇÃO!
Até escrevi um artigo no meu blog sobre esta EPIFANIA! 😄!
Minha posição atual (consequência natural de sucessivas posições anteriores) é que TODO o conhecimento humano é revelado. Porque TODO o conhecimento humano obrigatóriamente é a expressão de um PROCESSO INTELIGENTE, e como tal TEM que resultar da integração da consciência com a razão - eu estou, no caso, excluindo o que resulta da revelação PURA, que também existe.
Em sendo assim, TODO o conhecimento VERDADEIRO jamais obtido precisou, para ser obtido, um componente que é em si REVELAÇÃO!
Até escrevi um artigo no meu blog sobre esta EPIFANIA! 😄!