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Trabalhar pensar e orar

Iniciado por leandro_11 em 25/09/2009 · 6 mensagens

leandro_11#1
Orar pela paz é o mínimo que se pode fazer depois de 70 anos do início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), para que tragédias como aquela não se repitam mais. Mas não basta orar, pois quando se trata de lidar com a capacidades humana para a guerra, não podemos ser passivos e esperar que tudo se resolva sem a nossa interferência, como acreditam os deterministas, para quem nossas ações e todas as coisas estão previamente determinadas. Para Martin Luther King (1929-1968) “Deus, que nos deu a inteligência para pensar e corpos para trabalhar, iria contra Seus próprios desígnios se nos permitisse obter pela prece aquilo que pode ser alcançado pelo trabalho e pela inteligência”

Fonte:

(Orar com Martin Luther King e os não-violentos. Loyola, São Paulo, 1991, p. 40).

Se considerarmos os fatos que deram início à Segunda Guerra, vamos perceber o quanto a humanidade negou-se ao trabalho e à inteligência, ainda que as pessoas orassem. No dia 1º de Setembro de 1939, às 16h45min., a cidade de Wielun, Polônia, foi atacada pelos aviões alemães, sob o argumento de que poloneses destruíram uma rádio numa cidade fronteiriça à Alemanha, o que depois foi comprovado ser um ardil nazista. Em Wielun não havia nenhuma base militar, 70% das residências e prédios foram arrasados, e dos 1.500 habitantes apenas 300 sobreviveram. No final da Guerra morreram mais de 55 milhões.

Hoje, como há 75 anos atrás, está faltando trabalho, inteligência e oração, pois atualmente existem ao menos 30 conflitos armados em andamento em todo o mundo. Segundo Alberto Dines, a guerra é a “capacidade de simplificar ideias através do ódio” (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=553IMQ001). Onde há ódio é porque os indivíduos se negam a trabalhar, pensar e orar, na ilusão de simplificar o trabalho, a inteligência e a religião.
leandro_11#2
Trabalhar, pensar e orar não são atividades estanques, distantes e irreconciliáveis, como quer o biólogo inglês Richard Dawkins, ícone contemporâneo do ateísmo, para quem os crentes são “inimigos da razão”. Ele procura justificar: porque há influência da religião nas questões humanas é que os conflitos armados entre os homens existem; se não fosse a religião, não haveria conflitos. Mas o problema não é este. O problema é a religião, dissociada das outras atividades, que favorece o fanatismo, servindo de refúgio àqueles que não querem trabalhar nem pensar.

Trabalho, inteligência e oração são campos diferentes de atuação e realização humanas. No trabalho há o domínio das dimensões física e corporal, valorizadas porque são visíveis; na inteligência, as capacidades mentais que elaboram o conhecimento científico, apreciadas porque seguem um método; e, na oração, entra em ação a experiência com o Sagrado, invísivel porém, percebida por alguns.
marcos_12#3
Se não houvesse religião não sei se haveria ou não conflitos, provavelmente sim, mas as pessoas e as sociedade seriam totalmente loucas e resbalariam em constantes crises existenciais e, portanto, em loucuras coletivas. Talvez os conflitos fossem MUITO piores.

Agora, muito boas essas postagens. Não adianta só orar. Claro, Deus pode fazer tudo por nós, mas isso não faz sentido perante a própria ordem da Criação. As coisas estão aí para um propósito, e seria pecaminoso contra o Espírito Santo deixar de fazer aquilo que é evidente para nós. Seria estúpido para Deus me dar comida se eu posso trabalhar e conseguir. Claro que Ele pode dar, sem dúvida (e pode realmente acontecer por milagre), mas não faz sentido levarmo-nos ao limite do sofrimento para por isso à prova.

Porém, se formos esticar essa questão até o âmbito da fé, temos um outro problema: até que ponto a fé Nele é forte o sufuciente para depositarmos as soluções de nossos problemas.
gustavo_15#4
Alguém sabe onde foi parar o tópico que esse sujeito ( o tal do Leandro) abriu e que desandou a falar besteiras nele até ser desmascarado??

Eu ainda estou esperando ele provar que a Noite de São Bartolomeu foi premeditada pelo Papa.
leandro_11#5
Hoje em dia não existem mais cristãos como John Knox que esmurrava a porta do Castelo de Edimburgo, clamando "Senhor de-me a Escócia ou tira-me a vida"
rafal#6
É impressão minha ou surgiram vários tópicos nesse sentido nos últimos dias?

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