O caso Servetus tem um fundo religioso e também político. Quando Servetus chega em Genebra está se dando um debate entre o poder político e o poder religioso. Este conflito já se arrastava desde 1536, quando da chegada de Calvino em Genebra, onde procura reorganizar a Igreja, entendendo que só a autoridade religiosa é competente em questões teológicas ou de disciplina eclesiástica. Sua intenção é excluir estes temas do poder político, nos quais não deve intervir. Este debate vai até 1553: de um lado aqueles que queriam gozar da liberdade político-religiosa, e aqueles que queriam manter que a Igreja mantivesse o controle sobre a vida social das pessoas. É nesta época que Calvino sofre constrangimentos morais, conforme pode se verificar na gravura no link a baixo.
(http://www.museeprotestant.org/ Pages/diaporama.php?mid=393&reset=1&Lget=FR)
Calvino, que já se opunha a outro caso em que o governo da cidade autorizava a participação de Philiberto Bertelier, ao sacramento da Ceia do Senhor e seu retorno à comunhão da Igreja, sobre o que afirmou no Consistório, onde fazia parte da minoria: “prefiro morrer a ter de atuar contra a minha consciência”. Servetus chega em Genebra em 12 de Agosto de 1553, quando a disputa do caso Bertelier estava se dando, o qual veio reivindicar os mesmos direitos.
(http://www.museeprotestant.org/ Pages/diaporama.php?mid=393&reset=1&
Calvino, que já se opunha a outro caso em que o governo da cidade autorizava a participação de Philiberto Bertelier, ao sacramento da Ceia do Senhor e seu retorno à comunhão da Igreja, sobre o que afirmou no Consistório, onde fazia parte da minoria: “prefiro morrer a ter de atuar contra a minha consciência”. Servetus chega em Genebra em 12 de Agosto de 1553, quando a disputa do caso Bertelier estava se dando, o qual veio reivindicar os mesmos direitos.