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Zero Hora tendo orgasmos com a Nova Ordem

Iniciado por elanaine em 26/09/2009 · 3 mensagens

elanaine#1
26 de setembro de 2009 | N° 16106AlertaVoltar para a edição de hoje
EDITORIAIS
A nova ordem mundial

A decisão anunciada ontem em reunião de cúpula realizada em Pittsburgh de transformar o Grupo dos 20, o G-20, no principal fórum para a cooperação econômica internacional deve ser vista como uma vitória dos países emergentes, que haviam intensificado as pressões pela mudança desde o início da crise global. Dirigentes mundiais reunidos nos Estados Unidos decidiram também reforçar a participação dos países emergentes no Fundo Monetário Internacional (FMI). Comprometeram-se ainda, mais uma vez, em levar adiante a Rodada Doha, que visa a assegurar uma participação mais equilibrada no comércio global. Se iniciativas desse tipo não ficarem apenas no plano das intenções depois de encerrado o encontro, é possível que a crise global já tenha contribuído para a conscientização sobre questões relevantes. Uma delas é que dificilmente será possível vencê-la sem um enfrentamento conjunto das causas e sem uma transformação radical nos mecanismos multilaterais capazes de enfrentar situações como a atual.

Certamente, a reunião de líderes realizada nos Estados Unidos não serviu para que fossem tomadas todas as decisões necessárias para o enfrentamento das sequelas legadas pela crise. Não houve consenso sequer para aprovar uma providência simples mas essencial, como a limitação dos ganhos de executivos de grandes corporações, apontados como um dos fatores da turbulência financeira intensificada a partir do último trimestre do ano passado. Os dirigentes, porém, se comprometeram em evitar “qualquer retirada prematura dos estímulos” à superação dos problemas, o que contribui para assegurar um cenário de menos incerteza para os próximos meses.
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Decidida por pressão do presidente norte-americano, Barack Obama, a nova arquitetura econômica global amplia a participação nos fóruns de decisão, atendendo particularmente aos anseios de países como Brasil, China e Índia. Nada mais justo. O chamado G-8, que compreende as sete nações mais ricas do planeta mais a Rússia, inclui justamente algumas das economias mais afetadas pela crise, que se mostraram incapazes de prevê-la e menos ainda, de enfrentá-la com a rapidez necessária para evitar o comprometimento de outros países. Desde a intensificação dos problemas financeiros, o G-8 passou a ter sentido apenas no caso da necessidade de debater questões de interesse específico de seus integrantes, como segurança internacional.

Todas essas intenções manifestadas em Pittsburgh, porém, precisam fornecer de fato respostas emergenciais para problemas que não têm mais como esperar por soluções, pois o custo ficará elevado demais. Um dos desafios do quadro de pós-crise que começa a se delinear a partir de agora é justamente buscar o equilíbrio entre a regulação dos mercados e a liberdade de empreender, contribuindo assim para um mundo mais próspero e mais justo.
elanaine#3

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