Pronunciamento do Deputado, em Fevereiro
O SR. LUIZ BASSUMA (Bloco/PT-BA.) - Sr. Presidente, Deputado Marcelo Ortiz, Sras. e Srs. Deputados, cidadãos do Brasil, o novo Presidente eleito desta Casa tem de dar sequência a uma das últimas decisões tomadas pelo Presidente anterior. Um dos seus últimos atos nesta Casa foi deferir a instalação da CPI do Aborto, para apurar esse assunto no Brasil, e sou autor do requerimento. Fui responsável por coletar a maioria das assinaturas que o compõem.
O meu partido, o PT, faz obstrução à instalação da CPI e não permitiu a indicação dos membros. Estou respondendo na Comissão de Ética do meu partido. Haverá uma audiência no próximo dia 14 para decidir se vão me expulsar, se vão me punir ou se vão me tolerar no partido por defender a vida.
Para mim, é uma defesa intransigente, radical mesmo. É o tipo de assunto que não tem meio termo. Ou você defende a vida ou defende o assassinato de crianças, que é o crime mais hediondo que pode haver na face do planeta Terra. Enquanto 50 milhões de crianças forem abortadas todos os anos — é esse o número de abortos que se realiza no planeta Terra — , nunca haverá paz neste planeta. Nunca. Todas as outras formas de violência são secundárias comparadas com esse crime praticado por médicos ou enfermeiros e consentido ou praticado pelos próprios pais que matam seus filhos.
Essa é uma luta minha, da minha vida e por essa luta eu estou pronto a pagar qualquer preço. A expulsão do meu partido é pouco. A perda do mandato também. Isso não tem nada a ver. Essa é a causa da minha vida. Eu não faço política por casos.
O SR. LUIZ BASSUMA (Bloco/PT-BA.) - Sr. Presidente, Deputado Marcelo Ortiz, Sras. e Srs. Deputados, cidadãos do Brasil, o novo Presidente eleito desta Casa tem de dar sequência a uma das últimas decisões tomadas pelo Presidente anterior. Um dos seus últimos atos nesta Casa foi deferir a instalação da CPI do Aborto, para apurar esse assunto no Brasil, e sou autor do requerimento. Fui responsável por coletar a maioria das assinaturas que o compõem.
O meu partido, o PT, faz obstrução à instalação da CPI e não permitiu a indicação dos membros. Estou respondendo na Comissão de Ética do meu partido. Haverá uma audiência no próximo dia 14 para decidir se vão me expulsar, se vão me punir ou se vão me tolerar no partido por defender a vida.
Para mim, é uma defesa intransigente, radical mesmo. É o tipo de assunto que não tem meio termo. Ou você defende a vida ou defende o assassinato de crianças, que é o crime mais hediondo que pode haver na face do planeta Terra. Enquanto 50 milhões de crianças forem abortadas todos os anos — é esse o número de abortos que se realiza no planeta Terra — , nunca haverá paz neste planeta. Nunca. Todas as outras formas de violência são secundárias comparadas com esse crime praticado por médicos ou enfermeiros e consentido ou praticado pelos próprios pais que matam seus filhos.
Essa é uma luta minha, da minha vida e por essa luta eu estou pronto a pagar qualquer preço. A expulsão do meu partido é pouco. A perda do mandato também. Isso não tem nada a ver. Essa é a causa da minha vida. Eu não faço política por casos.