'Que morra e vá para o inferno'
Foi uma semana de envergonhar os americanos de bem. E nos induzir a desconfiar que boa parte deles não merece ter Obama como presidente.
Primeiro, a demissão de Van Jones, conselheiro da presidência para assuntos de energia limpa e ambientalismo. Depois, o demagógico alvoroço em torno de uma exortação aos estudos candidamente dirigida pelo presidente às crianças do primeiro grau, através de uma rede pública de televisão. Culminando com o discurso de quarta-feira, no Congresso, quando Obama foi ostensivamente hostilizado por uma súcia de republicanos desrespeitosos, paranoicos e arruaceiros.
Van Jones não foi demitido; demitiu-se, galhardamente, na madrugada de domingo. Vítima de uma campanha difamatória, ao estilo macarthista, liderada pelo lunático Glenn Beck, da Fox News, pelo site neoconservador World Net Daily e por Phil Kerpen, do grupo direitista American for Prosperity (especializado em criar factoides, geralmente em favor da indústria petrolífera), o presumido czar da "economia verde" preferiu evitar que polêmicas estéreis, envolvendo suas crenças políticas (é marxista assumido) e críticas à cumplicidade do governo Bush com o atentado de 11 de Setembro, viessem desviar a atenção do que realmente importa neste momento: discutir o projeto de reforma do sistema de saúde do país com franqueza e sem parti pris ideológico.
Quanto à grosseria do deputado Joe Wilson, xingando Obama de mentiroso durante o discurso de quarta-feira, vocês não viram nada. O insulto foi fichinha se comparado aos sermões do pastor batista Steven Anderson - e também a uma série de outras agressões ao presidente que há meses vêm se multiplicando por todos os cantos da América.
Foi uma semana de envergonhar os americanos de bem. E nos induzir a desconfiar que boa parte deles não merece ter Obama como presidente.
Primeiro, a demissão de Van Jones, conselheiro da presidência para assuntos de energia limpa e ambientalismo. Depois, o demagógico alvoroço em torno de uma exortação aos estudos candidamente dirigida pelo presidente às crianças do primeiro grau, através de uma rede pública de televisão. Culminando com o discurso de quarta-feira, no Congresso, quando Obama foi ostensivamente hostilizado por uma súcia de republicanos desrespeitosos, paranoicos e arruaceiros.
Van Jones não foi demitido; demitiu-se, galhardamente, na madrugada de domingo. Vítima de uma campanha difamatória, ao estilo macarthista, liderada pelo lunático Glenn Beck, da Fox News, pelo site neoconservador World Net Daily e por Phil Kerpen, do grupo direitista American for Prosperity (especializado em criar factoides, geralmente em favor da indústria petrolífera), o presumido czar da "economia verde" preferiu evitar que polêmicas estéreis, envolvendo suas crenças políticas (é marxista assumido) e críticas à cumplicidade do governo Bush com o atentado de 11 de Setembro, viessem desviar a atenção do que realmente importa neste momento: discutir o projeto de reforma do sistema de saúde do país com franqueza e sem parti pris ideológico.
Quanto à grosseria do deputado Joe Wilson, xingando Obama de mentiroso durante o discurso de quarta-feira, vocês não viram nada. O insulto foi fichinha se comparado aos sermões do pastor batista Steven Anderson - e também a uma série de outras agressões ao presidente que há meses vêm se multiplicando por todos os cantos da América.