"Aquilo que faz de nós o que somos, e nunca outra coisa, é nossa imaginação; por mera vaidade chamamo-nos de homens, não de matéria, achando que há diferença entre uma coisa e outra. Se pensamos que ter consciência é algo que nos livra de quaisquer responsabilidades para com a física, a ciência chora por nós. Mesmo com o peito coberto de condecorações distintivas, somos todos os mesmos severinos, todos zés-ninguém, todos acasos biológicos que, ao nascer, recebem uma missão, um prazo de validade, um número de série e uma imbecilidade suficiente para acreditar no contrário. Tanto faz se nos consideramos o que pensamos ser; se passamos a ser outra pessoa depois de uma experiência íntima ou depois de almoçar; se continuaremos a existir em nossos filhos ou se os mortos continuarão a existir em nossas lembranças; podemos ser até poéticos, vermo-nos como emigrantes do big-bang. Currículos pomposos só têm importância quando precisamos encontrar bons empregos. "
Esse texto encontra-se no livro "O Vazio da Máquina – Niilismo e outros abismos"
de André Díspore Cancian.
Aí eu me pergunto:se o autor realmente crê nisso,porque ele se dá ao trabalho de escrever um livro?Porque ele não dá um tiro na cabeça e se mata?
Se os seres humanos são apenas acasos biológicos,qual o sentido de se escrever um livro para esses acasos biológicos tentando convencê-los disso?
Esse texto encontra-se no livro "O Vazio da Máquina – Niilismo e outros abismos"
de André Díspore Cancian.
Aí eu me pergunto:se o autor realmente crê nisso,porque ele se dá ao trabalho de escrever um livro?Porque ele não dá um tiro na cabeça e se mata?
Se os seres humanos são apenas acasos biológicos,qual o sentido de se escrever um livro para esses acasos biológicos tentando convencê-los disso?