Ivan Pinheiro (Secretário Geral do PCB) – outubro de 2009
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O êxito do XIV Congresso Nacional do PCB foi a coroação de uma fase importante da reconstrução revolucionária do Partido, que cria condições para ele se apresentar aos verdadeiros comunistas brasileiros como uma alternativa concreta.
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Mas o PCB precisa estar à altura da possibilidade que a vida lhe está oferecendo, para colher os frutos do trabalho até agora construído, contribuindo para a unidade comunista, uma necessidade histórica.
Cabe à militância do PCB - reforçada por novos camaradas que chegam e por velhos camaradas que voltam – a responsabilidade de colocar em prática as corretas resoluções que adotamos em 2008, na Conferência de Organização, e agora, em 2009, no XIV Congresso. Para isso, é preciso dedicar-se ao estudo teórico; aprimorar a disciplina consciente, o centralismo democrático e a direção coletiva; inserir-se no movimento de massas e praticar o internacionalismo proletário.
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O Partido tem que estar preparado para enfrentar o capital, em qualquer circunstância. Quem determina a hora e a forma na luta de classes não somos nós unilateralmente, mas a correlação de forças e a conjuntura. Não podemos nos comportar como um destacamento de plantão esperando o momento revolucionário. A revolução é um processo complexo e o capitalismo não vai cair de podre. Podemos e devemos incidir para antecipar a emancipação da classe trabalhadora.
O Partido deve funcionar como um sistema de organizações que articulem e potencializem uma férrea unidade de ação, nas pequenas e grandes lutas e tarefas.
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O PCB não pode se julgar o dono da verdade e muito menos o Partido vocacionado para dirigir o processo revolucionário. Há muita vida inteligente e revolucionária fora das nossas fronteiras; há uma rica e complexa teia de organizações políticas e sociais com tendência ou caráter revolucionário que precisa ser articulada numa frente contra o capital. A revolução brasileira será obra coletiva de um amplo conjunto de forças antagônicas à ordem burguesa e, sobretudo, da ação das massas proletárias e de seus aliados.
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Para se tornar um estuário e crescer com qualidade e eficiência, o PCB terá que estimular o diálogo com os comunistas brasileiros, grande parte dos quais pulverizados como consequência de uma verdadeira diáspora, provocada por um conjunto de fatores, entre os quais se destacam erros teóricos que o PCB cometeu dos anos 60 ao início dos anos 90, sobretudo a ilusão de uma revolução democrático-burguesa, fonte de várias cisões no período, a maioria delas, a bem da verdade, pela esquerda.
. http://pcbam.blogspot.com/2009/10/carta-aos-verdadei…unistas.html
"Para se tornar um estuário e crescer com qualidade e eficiência, o PCB terá que estimular o diálogo com os comunistas brasileiros, grande parte dos quais pulverizados como consequência de uma verdadeira diáspora, provocada por um conjunto de fatores, entre os quais se destacam erros teóricos que o PCB cometeu dos anos 60 ao início dos anos 90, sobretudo a ilusão de uma revolução democrático-burguesa, fonte de várias cisões no período, a maioria delas, a bem da verdade, pela esquerda. "
Para abrigar uma tática, digamos gramsciana, devem começar por mudar o nome do partido para alguma coisa mais palatavel assim como o fizeram o Psol o PPS etc, que essa estoria de comunista não dá mais tanto ibope assim. Hoje a fachada tem que ser humanista, ambientalista, socialista, algo do tipo assim meio ranheta como a Heloisa Helena ou a Marina Silva mas que no fundo são duas comunas retrógradas fingindo que são moderninhas.
É, os comunistas véios, que têm esses discursos assim dinossáuricos, me dão uma certa nostalgia. Me lembro dos meus dezoito aninhos. Nenhum vale nada, mas são pelo menos pitorescos. 😄.
Última vez que me envolvi com comunistas foi quando me meti no movimento estudantil da faculdade (bela perda de tempo, deveria é ter estudado e trabalhado mais). A assessoras comunistas da "Luciana Genro" me puxaram o tapete. Freud explica a tara comunista pela desonestidade. Mas eu mereci, nunca deveria ter me metido naquele meio. E nunca tive simpatia alguma pelo comunismo, achava que eram apenas idealistas... Bela ingenuidade.
Esse PCB é o que restou do velho partidão depois da mudança de nome, votada em congresso, p/ PPS na década de 90. Depois, um pequeno grupo, que foi voto vencido nesse congresso, conseguiu o reaver o nome e registrá-lo outra vez.
"Tudo bem" que eles estejam sendo mais sinceros que a maioria dos comunas. Entretanto, é um grande retrocesso. Em 1958 o partido começou a fazer a auto crítica do Stalinismo e veio a dissidência do PC do B em 1962. Prestes seguiu com o partido , corroborando essa auto crítica e João Amazonas ficou no PC do B.
Mas essa auto crítica nunca foi para valer, Simplesmente tinham que mostrar alguma reação para o povo depois da revelação dos crimes de Stálin, já que o partido tinha como característica principal o culto à personalidade do georgiano.
Mas tarde é que houve a cisão mais profunda. Prestes rompeu com o CC em 1979/80, quando escreveu sua "Carta aos Comunistas" denunciando o que entendia como "desvios de direita" praticados pelo CC. Diga-se que o PCB foi o único partido comunista ortodoxo que não apoiou o foquismo como reação a 64, não por bondade mas por maior visão de seus dirigentes. Ser mais radical, pela cartilha marxista, não ser mais extremado, é entender melhor a questão da correlação de forças e saber avaliá-la para agir na hora certa.
Em meio a todas as mudanças ocorridas nesse período que o Ivan Pinheiro aludiu, o maior avanço, e essas eram teses discutidas e encabeçadas por intelectuais do partido como os que citei na msg acima, foi em relação à aceitação do jogo democrático, da democracia na forma clássica que os comunas, como o Ivan Pinheiro, chamam de democracia burguesa.
A maioria do partido, principalmente depois de 1989, passou a aceitar que a democracia não deveria ser mero expediente tático para atingir a estratégia maior que era a tomada de poder para não mais largá-lo.
E esse ponto eu acho que o PPS superou. Não prega mais a ditadura do proletariado nem entre eles. É a junção do que costumava-se chamar na época de "euros", como sendo aqueles que seguiam a linha do PCI, que estava em choque com Moscou, com aqueles que não eram dessa corrente mas que fizeram, efetivamente, a auto crítica.
Com essa manifestação, o PCB volta a dizer o que dizia há 40 anos atrás, com todas as letras, que só a revolução, e ela é necessariamente violenta, é que conseguirão atingir seus objetidos.
Mas tem alguma diferença, sim, porque o PPS não é capaz de apoiar as FARC, Chávez ou o terrorismo islâmico.
Já o PCB do Ivan Pinheiro, apoia explicitamente as FARC, Chávez, o Irã, Kadhafi e todos os tipos de terroristas que tenham o Ocidente e os EUA, principalmente, como alvo.
O leninismo é uma ideologia obtusa e bitolada.
Vive de palavras de ordem ocas e manifestos imbecis, que só quem realmente é curto das ideias é capaz de dar alguma atenção.
Realmente o PCB (junto com o PSTU) corresponde à ala mais primata da esquerda brasileira.
O PCB (verdadeiro) começou a se desvencilhar ainda na década de 60/70, mas mostrou sua face cuecona ao expulsar os eurocomunas (Konder e Cia), que ajudaram ainda mais a reforçar o PT.
Ficou toda a década de 80 no meio-termo, definhando. Em 1991, realmente a maioria ficou junto com Freire e o PPS, mas era uma estreita maioria.
A outra metade se espalhou no PT, PCdoB, PMDB e uma parque no pequeno PC, que se tornou o atual PCB, que é residual. Nem devia ter registro...
Já o PCdoB largou o leninismo em 1996. Depois assumiu ser o comunismo "new age". Nem se discute mais ditadura do proletariado, o que acaba com essa hipocrisia da cabeça de Marx, pois a ditadura que querem é contra o proletariado.
O MR-8 fez a transição mais esdrúxula. Abandonou o leninismo sem deixar de ser idiota. Hoje são a melhor representação do nacional-imbecilismo. Mas que se quebre o ovo antes de nascer a serpente. São piores que Hitler.
O PSTU é bitolado tipo o PCB, só que no trotskismo, que teve a vantagem de não passar 5 décadas sob lavagem cerebral de Moscou. Só que são inócuos. Ninguém sobrevive mais que 20 meses dentro do PSTU sem ficar louco da cabeça.
Já seu irmão-gêmeo trotskista, o P-SOL, nasceu também bitolado, mas quer seguir a trajetória modernista do PT, com correntes, etc.
No PT não há mais espaço para o discurso leninista. Eles expulsam na hora. Ainda tem a DS trotskista, esperada de braços abertos para o P-SOL, mas nem mesmo ela segue os antigos discursos.
o pcb é um ex-aliado petista, a maioria dos membros do pcb fundaram o pps.
o pc do b surgiu no pcb e foi fundado por stalinistas não aceitaram a política o brejienev de desestalinização.
o pco é o mais fanático, o rui costa pimenta era um petista que quando o pt se aliou ao brizola achando este de direita saiu do partido, com o tempo o lula ficou À direita de brizola.
para o pco eles são a esquerda, o pstu é centro e o pt direita.
Pinheiro no programa gratuito (gratuito não; nós pagamos) do PCB ontem, disse que o capitalismo está em crise, agonizando, que sua queda é inevitável, para logo em seguida dizer que "o capitalismo não cairá de podre", que é preciso derrubá-lo.
Ora porra, se o capitalismo está no fim como é que ele não cairá? Esse velho oun é contraditório ou maluco...