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E a Vale, hein? Lá se vai!

Iniciado por priscila em 17/10/2009 · 9 mensagens

priscila#1
Estou sem tempo, mas vou pelo menos transcrever um pedaço do artigo do Nivaldo Cordeiro, que a minha filha me mandou ontem. Tá no MSM.

"A persistência desse processo no tempo levará necessariamente à tirania. As pessoas que não assumirem em público o credo político dos governantes serão economicamente excluídas. Sem carteirinha do partido não tem emprego que preste.

A Folha de São Paulo de hoje (9) trouxe uma notícia que, se não é novidadeira, está conforme os piores temores dos genuínos democratas. Sabia-se que a ocupação dos cargos de confiança da administração direta e indireta está loteada politicamente pelo partido governante. Depois vimos a multiplicação dos concursos públicos para colocar dentro do Estado o maior número possível de "companheiros". A notícia da Folha dá conta de que até mesmo os executivos das empresas controladas pelos fundos de pensão, nominalmente a Companhia Vale do Rio Doce, deve ter sua diretoria substituída para pôr no lugar dos antigos diretores gente politicamente indicada pelo PT.

A notícia é importante vista de dois ângulos. De um lado, a explicitação da socialização dos meios de produção, agora pelo instrumento dos fundos de pensão controlados pelos sindicalistas do PT. Vimos esse fato acontecer no mundo inteiro. A crise da General Motors Corporation nos EUA deveu-se à má administração imposta à empresa pelos sindicalistas e seus fundos de pensão, que se tornaram os principais proprietários da empresa. O bailout para salvar a GM foi dos atos mais imorais e anticapitalistas que a administração de Barack Obama poderia fazer. Nos últimos anos fenômeno semelhante estamos vendo no Brasil, com os fundos de pensão controlando as principais empresas e indicando politicamente os seus dirigentes, quando não os administradores de nível intermediário."
priscila#2
paul#3
No Chile dos 70 era assim, se vc não era da UP, não entrava em lugar nenhum.
felipe_15#4
José Roberto

Sempre concordei com esse argumento, mas recentemente mudei de idéia. A estabilidade no cargo público visa afastar essa partidarização serviço público. Vejamos: com as trocas de governo, os cargos ficariam muito vulneráveis ao arbítrio do novo governante. A entrevista é uma análise muito subjetiva, e mesmo a experiência pregressa do candidato também seria. Cargos de confiança em número elevado que são a grande erva daninha do Estado. O concurso é ainda o critério mais seguro para eliminar esse tipo de arbitrariedade na máquina estatal. A segurança especial no cargo públiico é mais uma garantia à sociedade do que propriamente ao servidor. Imagine se quando o PT assumisse uma prefeitura achasse razões para demitir todo o corpo burocrático para efetivar seus alinhados. Todos perderiam com isso, exceto o próprio partido.

Imagine então se o critério para seleção de magistrados fosse somente por merecimento e se seus cargos não fossem vitalícios. Só haveria Toffolis nesse país!
felipe_15#5
A extensão, a dimensão, o inchaço do serviço público constituem o problema. Mas ele deve existir, é claro! não é desejável nem possível que se extingua o serviço público.

Obviamente, a Vale é uma empresa privada, portanto, deveria ser imune às influências político-partidárias! Que não se confunda serviço público com empresa pública. O primeiro é vocação do Estado, a segunda não. É importante esta distinção, porque defender a extinção total do serviço público é defender o anarquismo.
paul#6
Para mim os revolucionários vão ganhar a briga com os mega - empresários tipo o Eike e afins.
priscila#7
Ganhar? 😮 - Eu também um dia achei isso, que haveria um momento em que surgiria um "conflito de interesses". Mas hoje sei que eles se amam, são aliados completos.

A nova ordem, pra funcionar como é proposto, exige isso - o comunismo nos moldes chineses, uma cúpula empresarial fortíssima aliada a um Estado brutalmente dominador, para que o dinheiro entre aos borbotões. Me parece que o mundo da NWO será "gerenciado" nesses termos.
priscila#8
Leio agora que Luifináfio considera que a Vale pratica o que ele chama de "um capitalismo medíocre" . Bom mesmo é o capitalismo que a China pratica, é o que está implícito.

Mas para isto, para chegar àquela condição tão enriquecedora em termos de grana entrando, é naturalmente necessário um Estado dominando uma população "mecanizada", ou "robotizada". Ou seja, o Estado comunista. O capitalismo aí funciona que é uma maravilha, e o país acumula um porrilhão em reservas, como a China acumulou. Grana esta que pode ser utilizada para expandir o mesmo modelo.

Quando a coisa terminar de ser organizada, haverá uma cúpula dirigente entupida de inenarrável poder, com controle total sobre estas reservas, e uma massa inerte e escravizada gerando sempre mais transferência de poder para a referida cúpula, de forma tão absoluta que é até difícil conseguir imaginar. É Huxley deixando de ser ficção e passando a ser a realidade.
filipe_7#9
Pelo que venho acompanhando nas reuniões da Bradespar, não existe interesse do Grupo Controlador em fazer um desinvestimento na Vale.

Acredito que a Litel (fundos de pensão na Vale) loguinho vai terminar abrindo mão de boa parte das ações dela pra satisfazer o Eike Petista, até porque, atualmente, a Previ está com excesso capital aplicado em renda variável, acima do máximo permitido em lei para fundos de pensão no Brazil, e de todo jeito terá que se desfazer de ativos nas empresas brasileiras para se adequar à legislação.

Acho que no final das contas, quem vai pagar o pato são os pensionistas do BB, Petrus e Caixa, levando em consideração que as ações da Vale ainda estão com deságio de preço.

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