Neste novo blog dedicado somente à refutação baseada em princípios filosóficos, refuto erros contidos no artigo Ateísmo Para Principiantes, do Sr. Sérgio de Biasi.
. http://refutatio.wordpress.com/
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. Grato.
>Proposições contidas
>1) É possível fazer uma analogia entre Deus e o Papai Noel. São duas crenças, e de >mesmo grau.
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>NEGAÇÃO: O argüente constrói um “boneco de palha” do Deus cristão. O Deus cristão >não é um mito, é o ser infinito e necessário. Não consta que Papai Noel seja um ser >infinito, mas sim um ser contingente e ficcional.
TRUCO: A analogia não se prolonga a esse nível que beira a identidade, alias, você quem cometeu boneco de palha. O rapaz fez a analogia apenas no que tange a estrita importância da discussão desses conceitos em grupos os quais não acreditam neles. Isso fica ainda mais claro quando fala de católicos que não perdem seu tempo discutindo a existência de Shiva. O objeto dele é a discussão.
Uma dúvida que me ficou é:
>OBJEÇÃO B: a maior parte dos crentes desconhece a noção de Ser, para eles o seu >Deus é antropomórfico.
Acho que é compreensível, tendo eles sido criados a Imagem e semelhança, não?
Fui ler o resto do texto, ele é inteiro assim, com algumas exceções. Parece que as proposições do adversário do blogueiro são literalmente construídas do nada.
Gente, olha essa:
"2) Ateus, pelo contrário, são céticos sobre quase tudo. A única certeza deles é a de que Deus não existe."
Tá completamente solta, foi posta ali só pra servir de jab.
"Eu não acreditar em deus é uma posição circunstancial, não metodológica ou a priori. Caso ele descesse do céu e fizesse milagres na minha frente eu teria que repensar a idéia. Caso alguém definisse deus de uma forma que fizesse sentido e apresentasse evidências de que ele existe eu teria que repensar a idéia."
Como que um cara que diz isso se encaixa nas alegações do blogueiro?
a) Está muito clara a analogia entre a idéia de Deus e a idéia de Papai Noel no texto referido (trata-se, aliás, de uma comparação comumente feita pelos ateus. Alguns lançam mão de dragões, duendes, etc). É bom ressaltar que eu não pinço proposições LITERAIS. Eu pinço proposições CONTIDAS, ou seja, comumente interpreto proposições IMPLÍCITAS em asserções que pareçam "banais" do argüente (algo que bem expliquei no meu primeiro post do blog).
b) A proposição que EDUZI do discurso do argüente não só se baseia no rol de proposições implícitas como se baseia na própria auto-definição dele: ateu = alguém que nega Deus. Eu desenvolvo este problema agnosticismo/ateísmo contido em seu discurso nas refutações seguintes, se você bem reparar e tiver paciência.
Gostaria que me indicasse que outras proposições você pensa terem sido "inventadas" (ou seja, não contêm referência ALGUMA a sentidos implícitos no texto do argüente).
Você deduz o que alguém diz a partir de quem acredita que ele seja? Não pode fazer isso não, Renan. Que se faça em outras instâncias, como no debate político por exemplo, mas o caráter da sua discussão não justifica isso.
Olha, você me desculpa, Renan, mas parece saber bem o que é uma falácia do espantalho, que traduziu como boneco de palha, então sabe ainda melhor que a cometeu.
Luiz, a analogia não se propos a chegar ao nível que o Renan refutou, então não teve contraditório, teve sim uma falácia de limite.
Isso também ocorre quando falam de um precedente e são levados a refutação por uma generalização grosseira e tantas outras situações.
Saber limitar conceitos e seus usos é essencial para o entendimento entre as partes. O que o Renan fez foi a refutação de símbolos genéricos os quais ele leu no texto, mas que lá não estavam presentes na maioria das vezes.
Como disse o amigo ai acima, a iniciativa é muito boa, mas as diretrizes precisam de uma breve revisão.
"Você deduz o que alguém diz a partir de quem acredita que ele seja?"
Não, Ari, fui bem claro: eduzo proposições que fundamentam as proposições literais - quando não as exponho literalmente. Algo que está posto claramente no exemplo referido.
Perdoe-me, mas me parece que você é que não prestou atenção ao texto. Buscou literalidades. Eu busco nas literalidades os sentidos. Às vezes os sentidos estão explícitos literalmente, às vezes não; tenho que desenvolvê-los. É simplesmente irrazoável eu proceder de outra forma. Sinceramente, não estou entendendo a sua ressalva.
Repito: está mais do que clara no texto a analogia entre mitos populares e Deus. O paralelismo entre ambos os entes está bem traçado: "só se debatem tais crenças (mitos) entre as pessoas que nelas crêem fervorosamente, só elas é que tornam o assunto irrelevante, e elas em sua intolerância é que despertam o ímpeto nos descrentes em fervorosamente fundamentar sua descrença."
Como disse o meu amigo Luiz Fernando, no mínimotal paralelismo se mostra irresponsável. É uma idéia que, levada A SÉRIO, torna-se absurda. As razões? Demonstro-as em minha refutação sobre ser necessário e seres contigentes. Não faz sentido ALGUM comparar as discussões sobre Deus com as hipotéticas discussões sobre Papai Noel - a não ser que o argüente busque uma analogia de existência entre ambos.
Veja, este fragmento, no trecho 2, só confirma a minha edução do trecho anterior, caro Ari:
Caso alguém definisse deus de uma forma que fizesse sentido e apresentasse evidências de que ele existe eu teria que repensar a idéia. Agora, enquanto isso não acontece, sugiro que é bem mais acreditável que ele seja um personagem mitológico.
Se o sr. Sérgio de Biasi responder à crítica, quando ele o fizer, tenho convicção que voce verá que, ao menos neste ponto, eu estou certo.
Insistirei para que vc exponha as outras proposições que pensa terem sido inventandas ex nihil
De resto, obrigado a todos que teceram elogios.
Convoco aos que desejem fazer as suas próprias refutações filosóficas de algum erro sério que tenham testemunhado por aí que me mandem seus textos. Será um prazer publicar.
Nos próximos dias devo postar uma refutação a Gramsci, formulada pelo amigo Álvaro Costa, conhecido membro das comunidades acerca do Olavo.