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A escalada trocou de patamar

Iniciado por priscila em 20/10/2009 · 8 mensagens

priscila#1
Eu sei que o assunto já foi abordado aqui, mas não sob este enfoque.

Com o uso de armas anti-aéreas, as "ponto trinta", o tráfico carioca abateu um helicóptero da polícia.

Nove dessas .30 foram apreendidas pela polícia no começo do ano em diversos morros do Rio, e ninguém sabe quantas ainda existem e nem nas mãos de quem estão. São armas tchecas, e o que sei é que têm o selo do exército da Bolívia. O cumpanhêro Evo se limitou a responder, na época, que haviam sido "desviadas" de um depósito de armas do exército boliviano. Uma dessas "coisas que acontecem".

Uma notícia da época diz o seguinte: "Fuzis, metralhadoras e granadas estão em cenas de violência nas ruas do Rio de Janeiro. Há vários anos todos perguntam: de onde vêm as potentes armas usadas pelos criminosos? Pois a prisão de Antônio dos Santos, um dos maiores traficantes de armas do país revelou, em abril deste ano, pela primeira vez, a origem do armamento de guerra usado nas favelas da cidade.

Durante três meses, escutas telefônicas revelaram os negócios de Antônio com um fornecedor de armas da Bolívia.

Peças pequenas são pistolas. Grandes, são fuzis. Em junho, Antônio dos Santos vendeu 39 só em uma favela do Rio de Janeiro. Em 2008, a polícia estima que ele tenha sido o responsável por entregar mais de 500 armas nas mãos dos criminosos. Uma facilidade que surpreendeu os investigadores.

Uma das armas apreendidas com Antônio revelou a fonte de tantas armas. A metralhadora .30, usada pelos Exércitos para retardar o avanço da tropa inimiga, tinha o brasão da Bolívia. A arma foi roubada de um quartel do país vizinho. Está recolhida agora ao depósito de armas do Exército brasileiro.

Várias outras iguais, mas com os brasões e números de série raspados, foram encontradas com a quadrilha de Antônio e estão nos depósitos da Polícia Civil no Rio de Janeiro. A rota montada por Antônio o transformou durante pelo menos dois anos em uma espécie de "bandido invisível".
priscila#2
Eu não creio em nada disso - ou por outra, não creio que seja só isso.

Também não acho que seja "um problema do Rio", nem que "o Rio, coitada da cidade, sempre foi isso mesmo".

Acho que o Rio é um centro conhecido, importante, significativo e relativamente fácil de ser atingido - e acho que tudo isso é um problema do Brasil.

Confirmo meu "achamento" através da minimização feita por Luifináfio do incidente: numa demonstração de extrema inserção no esquema, ele fez questão de dizer que "acho uma pena que meia-dúzia de pessoas brigando com meia-dúzia de pessoas venha a comprometer, etc, etc". O que Luifináfio MINIMIZA, é porque certamente é importante, e ele está achando crucial manter minimizado.

Não preciso mencionar que o helicóptero poderia ter caído sobre qualquer área residencial ou comercial da cidade - poderia ter voado mais, é claro, dependendo de onde tivesse sido atingido.

Foram NOVE ônibus incendiados depois, porque os bandidos pensaram que os dois corpos carbonizados que encontraram imediatamente após a queda fossem de bandidos - e resolveram retaliar.

O poder do tráfico, o poder da aliança bolivariana firmada no Foro de São Paulo, atinge não só um helicóptero - mas um novo patamar.

O que entra pelas fronteiras brasileiras é muitíssimo MAIS do que se imagina.

Eu já disse que o FSP não entregará o Brasil a um não-forista. A ação virá do tráfico e do MST, caso haja risco da candidata forista não se eleger. As FARC não treinam essas pessoas à toa e nem ninguém está brincando.

E isto não é uma posição "alarmista", é apenas uma visão normal, completamente lógica e até simples do que está acontecendo.

Achei que era importante botá-la aqui.
ayrton#3
Excelente, Priscila!
ciro#4
Como sempre a culpa é das armas que saem por aí atirando sozinhas e a esmo e atingindo culpados e inocentes e também dos desalmados que nao votaram no sim na campanaha do estatuto do desarmamento.
ciro#5
A simploriedade desses jecas chega a estarrecer, por isso deve ter algo mais por tras disso tudo que impede que a unica solução seja dada para começar a resolver esse problema. Não adianta ficar pedindo paz pra bandido. Não adianta trazer o Estado p/ as favelas, como essa genti prega. Não adianta desarmar todos, inclusive o cidadão de bem. O que precisa ser feito, e rápido, é prender o maior numero possivel de bandidos, mudar a lei de execução penal, instituir a pena de prisão perpétua e se possivel a pena capital, abolir essa balela de progressão de pena e indulto. Cadeia neles.
renatolaguna#6
ayrton#7
Número de presídios que o Lulla construiu durante dois mandatos: 0
luizfernando#8
(mode petralha soft on)

"Poxa Ayrton, mas o Lula construiu escolas..."

(mode petralha soft off)

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