Nem no antes impoluto Mídia sem Máscara podemos nos refugiar dos terríveis intelectuais gramscianos e suas distorções retóricas. Saiu um artigo lá falando de fome, pobreza, exclusão social, desigualdade social, problemas do capitalismo:
http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=2852
Como é possível isto? Espero protestos indignados dos membros desta comunidade contra um artigo evidentemente esquerdista que conspurca o MSM! Depois de tantos membros aqui dizerem que conceitos como "desigualdade social" fazem parte da novilíngua, e que o mundo é cada vez melhor com o capitalismo, isto não pode passar em branco!
Depois que o Nivaldo Cordeiro escreveu um artigo orientando votos em SP para Luiza Erundina, ví que o esquerdismo está mais do que presente no MSN...
Mas não achei esse artigo uma rendição a esquerdismos e novilingua.Ele mais cita problemas existentes no mundo do que qualquer outra coisa.Não sei..
O mundo é cada vez melhor com o capitalismo, mas o capitalismo é cada vez menos presente no mundo.É lógico que isso resultaria em problemas catastróficos..
"o mundo é cada vez melhor com o capitalismo"
Esse tipo de asserção só é aceitável quando direcionada. De outra forma, seria generalização, impingindo-a a todos os indivíduos. Portanto, seria mais realista dizer:
"o mundo é cada vez melhor com o capitalismo para mim"
Não se deve brigar contra os dados, mas tentar interpretá-los da melhor forma.
O artigo, ao afirmar que "Esses números caracterizam que há algo de errado no mundo.", pode, sim, implicar a falácia do "post hoc, ergo propter hoc" (depois disso, portanto, por causa disso), ou seja, os países pobres o são por causa das nações mais ricas.
Mas se pode sustentar, por outro lado, um abismo cultural: o terceiro-mundo, herdeiro de um pensamento mágico, imerso na indolência e na busca do privilégio, não consegue decolar para o desenvolvimento.
Ademais, se se argumenta que a pobreza assola também o primeiro mundo, deve-se recordar que o moderno pensamento liberal desenvolveu-se como crítica às políticas coletivistas da Europa e EUA, ainda persistentes em maior ou menor grau. Por exemplo, apesar da choradeira americana em torno da perda de postos de trabalho, sempre há um imigrante ansioso por preencher a vaga enjeitada pelos nativos.
A discussão política não revoga leis econômicas, mas pode servir como exercício de demagogia e ilusionismo. Basta ver a hipetrofia estatal do governo Lula. As garantias constitucionais aos mais pobres não saem do papel, mas as benesses à clientela do partido multiplicam-se em ministérios e cargos de confiança.
A questão, portanto, é muito mais séria e não passa por um mero voluntarismo ingênuo, como sugere o artigo; em minha opinião pessoal, apenas um discurso sistemático contra toda e qualquer forma de privilégio, ecoado dia e noite, faria alguma diferença...
Qualé meus caros???
Também sou contra a fome e a miséria. Isso me torna um afetado pela novilíngua???
Quero que a maioria dos brasileiros tenha condições de vida mais dignas, acesso ao emprego e saúde. Não me importo que, para isso, existam milionários com 100 vezes mais patrimônio que atualmente.
O artigo do Carlos é feito em sua maior parte de citações de terceiros, o que o obriga a transcrever boa parte da novilíngua (exceto o termo exclusão, que há 7 anos não tinha o mesmo alastramento de hoje).
Aliás, há 7 anos, Olavo de Carvalho não nos tinha dito nada disso ainda...