O longo drama da meritocracia no Brasil
Ao receber a notícia que o senado aprovara e mandara para a sanção presidencial o PL 6630/2006, depois de achar que era uma - péssima - piada, pensei que ele virá como lei para escancarar o fim à meritocracia no Brasil. Inocência minha, é claro, senado algum do mundo pode dar fim a algo que jamais existiu.
Este projeto de lei, se sancionado - e lembrando-se do populismo governista tradicional e do REUNI, alguém duvida que seja? - irá impor à ferro e fogo, freios à ambição intelectual daqueles que já foi moda chamar de futuro da nação. Traduzindo ao bom português: Aquele que for capaz de ser aprovado em dois cursos em universidades públicas (feito memorável no nosso país), condicionando-se a uma rotina heróica de estudos, será destratado e obrigado a optar por ser recompensado por apenas uma de suas conquistas em nome das "políticas públicas".
Admito que aprendi muito com o ilustre deputado Maurício Rands (PT-PE), autor do projeto. Antes de conhecer sua proposição de "política pública", soaria ridículo para mim imaginar que aquele que mereça não deva ganhar. Que é errado e injusto ser inteligente o suficiente para conseguir múltipla aprovação. Penso até mesmo em abandonar os estudos e disponibilizar a minha vaga universitária em um sorteio, talvez uma rifa, sob o pretexto de não cometer injustiça social.
Outro ponto interessantíssimo que o ilustre parlamentar me iluminou, foi a função do estado enquanto fornecedor de educação pública. Sempre acreditei (e ele me faz acreditar que sou uma personne inutile
enquanto interprete da constituição) que era função estatal fornecer educação pública. Fico feliz que ele tenha me elucidado a situação quando diz: "Tem gente que, além de ter o privilégio de estar na universidade pública, toma conta de duas vagas". E eu entendendo tudo errado, não é mesmo? O estado faz é um favor, temos é que agradecer por nos conceder este privilégio e pedir desculpas por sairmos "tomando vagas" por aí.
Ao receber a notícia que o senado aprovara e mandara para a sanção presidencial o PL 6630/2006, depois de achar que era uma - péssima - piada, pensei que ele virá como lei para escancarar o fim à meritocracia no Brasil. Inocência minha, é claro, senado algum do mundo pode dar fim a algo que jamais existiu.
Este projeto de lei, se sancionado - e lembrando-se do populismo governista tradicional e do REUNI, alguém duvida que seja? - irá impor à ferro e fogo, freios à ambição intelectual daqueles que já foi moda chamar de futuro da nação. Traduzindo ao bom português: Aquele que for capaz de ser aprovado em dois cursos em universidades públicas (feito memorável no nosso país), condicionando-se a uma rotina heróica de estudos, será destratado e obrigado a optar por ser recompensado por apenas uma de suas conquistas em nome das "políticas públicas".
Admito que aprendi muito com o ilustre deputado Maurício Rands (PT-PE), autor do projeto. Antes de conhecer sua proposição de "política pública", soaria ridículo para mim imaginar que aquele que mereça não deva ganhar. Que é errado e injusto ser inteligente o suficiente para conseguir múltipla aprovação. Penso até mesmo em abandonar os estudos e disponibilizar a minha vaga universitária em um sorteio, talvez uma rifa, sob o pretexto de não cometer injustiça social.
Outro ponto interessantíssimo que o ilustre parlamentar me iluminou, foi a função do estado enquanto fornecedor de educação pública. Sempre acreditei (e ele me faz acreditar que sou uma personne inutile
enquanto interprete da constituição) que era função estatal fornecer educação pública. Fico feliz que ele tenha me elucidado a situação quando diz: "Tem gente que, além de ter o privilégio de estar na universidade pública, toma conta de duas vagas". E eu entendendo tudo errado, não é mesmo? O estado faz é um favor, temos é que agradecer por nos conceder este privilégio e pedir desculpas por sairmos "tomando vagas" por aí.