"Toda a compreensão que temos dos outros deriva de nós mesmos. Quando nos identificamos com alguém e podemos aceitar sua forma de ser, significa que encontramos em nós mesmos elementos semelhantes ao outro. Identificamo-nos com os outros quando entendemos existir em nós as mesmas limitações, angústias e ansiedades que experimentam. Por esta razão, para que este mundo seja mais tolerante é fundamental que as pessoas se conheçam mais. O autoconhecimento é um dos movimentos políticos menos reconhecidos e computados nas análises das forças que transformam este mundo. A paz só é possível entre pessoas que se conhecem." (Nilton Bonder, Rabino)
Rabino cita auto conhecimento!
Confesso que não estou com muito tempo e paciência para comentar essa fala, mas ela está cheia de furos e generalizações.
Alguns pontos: o autoconhecimento não é um movimento político. O conhecimento do outro não vem apenas de nós, mas acima de tudo do próprio Deus, que permite identificarmo-nos como imago Dei (ver isso no Eric Voegelin). Ademais, dizer que só é possível viver em paz com aqueles que conhecemos é redundante. Para haver paz com outro pressupõe saber que ser é o outro, o que não necessariamente quer dizer que teremos paz com ele, ora bolas... viver em paz com o outro que não conhecemos é como passear na praia sem ir à praia.
Alguns pontos: o autoconhecimento não é um movimento político. O conhecimento do outro não vem apenas de nós, mas acima de tudo do próprio Deus, que permite identificarmo-nos como imago Dei (ver isso no Eric Voegelin). Ademais, dizer que só é possível viver em paz com aqueles que conhecemos é redundante. Para haver paz com outro pressupõe saber que ser é o outro, o que não necessariamente quer dizer que teremos paz com ele, ora bolas... viver em paz com o outro que não conhecemos é como passear na praia sem ir à praia.