Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Dízimo: Nós devemos dar? O controverso Pastor Caio

Iniciado por gbschmitt em 29/10/2009 · 19 mensagens

gbschmitt#1
Dízimo: Nós devemos dar? O controverso Pastor Caio Fabio diz que não.

Caio Fabio em entrevista esclarece sobre a entrega do dízimo nas igrejas e afirma “Não aceite o texto de Malaquias [Malaquias 3:10] no qual a igreja estelionatária pegou para si.

Segundo ele, esse texto é exclusivo para Israel, “O dizimo sempre foi estabelecido para Israel para o sustendo da ordem levítica para manutenção do templo, para distribuição aos pobres”; “Hoje por estarmos no tempo da Graça e não mais na Lei, nenhuma pessoa deve levar o dizimo a nenhum templo nem lugar.” Afirma no vídeo que tem circulado a internet.

Caio Fábio ainda afirma que “qualquer igreja que diz que se você não colocar o dinheiro no gasofilácio estará em pecado esta mentindo e realizando uma manipulação diabólica” e ele desafia a qualquer pastor provar o contrário. “coloquem a pastorada evangélica, eles não tem peito de me encarar, põe no Maracanã…Eu vou chamá-los de mentirosos um a um.”
gbschmitt#2
leandro_11#3
Esse Caio Fabio é um charlatão, foi ou ainda é presbiteriano, não sei? Se ainda é já devia ter sido banido da igreja presbiteriana a muito tempo!

O dizimo deve ser doado por todo cristão, que tem boas condições de vida! Pois se ele frequenta uma igreja ele deve ser fiel a igreja q frequenta. Pois se vc faz parte de um clube vc tem q pagar a mensalidade não tem?

É claro q vc não pode cobrar isso de um pobre q não tem nem dinheiro nem pra comer!

Se a igreja realmente for uma Igreja seria, ela vai fazer uma destribuição de renda totalmente justa, vai recolher dinheiro dos ricos para ajudar, alem da sua propria estrutura, tambem os necessitados.

Exemplo, já vi casos de pessoas q davam dizimo, e depois quando passaram por necessecidades foram ajudados pela igreja da qual eles eram dizimistas. Ou seja, ajudaram e foram ajudados
tiago_10#4
Alyssson disse tudo.
joo_orkut_7#5
Depois de Edir Macedo, Bispo Soares, agora só dou meus 10 % para o garçon, que me faz feliz do mesmo jeito, e não fica falando que eu vou pro inferno, que estou com o capeta, nem que sou pecador.
jamesford#6
^
^
^
😄

boa..
mas voltando ao assunto, entendo que no caso da Nova Aliança o dízimo tem como efeito desejado o auxílio e potencialização da extensão da Igreja até os confins da Terra... mas seria itneressante se alguém puder trazer a posição dO Magistério.
gustavo_15#7
Eu acho que o dízimo não tem nada a ver com o lucro da IURD etc... que vem tudo de doação voluntária.

O problema é achar que o dinheiro da IURD vem de doação voluntária. 🙂
gbschmitt#8
Não confundir o dízimo com oferta.
tiago_10#9
"E as vezes, quando o indivíduo percebe que estava sendo assaltado, sua cabeça fica pertubada demais e acaba fraquejando na fé. Já vi muito isso."

Já ouvi dizer por um cidadão que a mulher é médica,que o índice de depressão é grande nesses meios pentecostais.Depois disso,muitos viram até atéus.
thiago_7#10
´´O dizimo sempre foi estabelecido para Israel para o sustendo da ordem levítica para manutenção do templo, para distribuição aos pobres``
este entendimento é comum na igreja católica, o próprio papa ao fazer os mandamentos para o católico substituiu dízimo por ajudar na manutenção.
cristogibelino#11
Acho que ele tem razão em tudo...a crítica é perfeita e o que diz sobre o dízimo também.
cristogibelino#12
Rafel,

Não entendi o "todavia" visto que é exatamente o que o Caio Fábio diz...ou você não assistiu o vídeo, ou não entendeu, rs.
tiago_8#13
Sou a favor do dízimo sim. Inclusive, gostaria de lembrar aos participantes aqui que o próprio Cristo louva a atitude da viúva pobre, que deixa sua oferta no templo.
Creio que o dízimo tem um sentido, em primeiro lugar, prático - você frequenta a igreja, usa o banheiro, toma água, canta acompanhando o telão, ouve o sermão do pastor, escontra o santuário limpo, vai achar que é o anjo do Senhor que faz tudo isso sozinho? É o dízimo!
Em segundo lugar, o dízimo é uma maneira de dar algum sentido de realidade para a fé do sujeito - é muito fácil para alguns dizer "eu gosto de Jesus" "estou aqui salvo, congregando com meus irmãos na fé", mas desde de que não me peçam nada. Nas palavras (aproximadas) do professor Olavo, o verdadeiro teste da amizade é você pedir dinheiro emprestado.
Outra coisa que não entendo no Caio Fábio: O cara é pastor, vive de pregar o evangelho (ao menos em tese, não sou fã do Caio Fábio e não sei se pastor a favor de aborto eugênico pode-se considerar ainda como pastor) e não consegue imaginar a situação do sujeito que pastoreia uma igreja em tempo integral, sem conexões políticas, sem atenção da mídia, só cuidando do rebanho do Senhor. Não é moleza.
Ainda, já vi casos feios dentro da igreja de gente se negando a dizimar e dando oferta só para os projetos da igreja com os quais concorda, sem se preocupar com o fato de que existe uma liderança na igreja que foi escolhida pela congregação e está tentando implementar uma certa visão, um certo projeto, dar um sentido aos esforços da igreja. E fechar a mão nesse caso é pura sacanagem (em especial no caso de igrejas que como a Batista, por exemplo, submete uma infinidade de coisas à aprovação de assembléias freqüentes - e muitas vezes exaustivas).
A inversão da ordem de importância das coisas perpretada pela univesal não é motivo para so colocar um fim a um instituto que fez mais bem do que mal. Agora, terrorismo psicológico no estilo IURD precisa acabar. Bandido tem que estar na cadeia, não no púlpito. Não é problema de teologia, é de polícia.
gbschmitt#14
Postei o vídeo errado, o dízimo é tratado na primeira parte (1/3): http://noticias.gospelmais.com.br/dizimo-nos-devemos…o-video.html

Não sou fã do Caio Fábio, todavia, nesse vídeo, ele fala algo interessante:
[...] Paulo diz, “ninguém vai à guerra a sua própria custa”. Se tem alguém numa linha de frente e você não está, ajude o suprimentos da trincheira. (Caio Fábio - Sobre dízimos e ofertas 2/3, 05:05 min)
tiago_10#15
O dízimo fazia parte da antiga aliança(lei de Moisés),mais não exime os fiéis da nova alinça de contribuírem com as suas respectivas congregações.Porque de forma alguma Deus aprova a falta de comprometimento financeiro com a sua obra.
priscila#16
Eu reconheço que não sou expert em assuntos referentes a Igrejas, e estou me esforçando para aprendê-los; meu interesse maior sempre foi a religião em si, e a interpretação de determinados pontos da doutrina à luz institucional me parece um pouco complicada, às vezes. Errr... frequentemente, na verdade.

No meu entendimento, tanto pode existir religião sem Igreja quanto Igreja sem religião - e a IURD, por exemplo, é uma Igreja sem religião. Aquilo é uma Igreja (no sentido de instituição, reunião, congregação, bloco) que não apenas é não-religiosa, mas definitivamente é ANTI-religiosa.

O próprio bispo Macedo, que é seu dirigente máximo, diz numa entrevista que está no YouTube que "detesta religião", "tem horror a religião", e considera mesmo que "a religião é a culpada por todos os males do mundo e todas as hecatombes que assolaram a humanidade".

Então a mim parece coisa de maluco total, babando na camisa, considerá-la "uma instituição religiosa" – já que esta instituição não apenas não se propõe a sê-lo, como também condena veementemente as que existem! Aquilo é uma coisa como o falecido "Carnê Fartura", ou como o "Baú da Felicidade" do Sílvio Santos, que eu não sei se ainda existe.

Ou seja, um treco em que a pessoa paga lá uma determinada quantia e segue os trâmites que lhe indicam, na esperança de ganhar um determinado prêmio, uma determinada vantagem material: e os dirigentes esperam - aliás legitimamente, desde que fiquem DENTRO das leis que regulamentam essas práticas - LUCRAR!

Eu posso achar a propaganda enganosa, o prêmio fajuto, o marquetingue canalha, tudo isso. Mas não consigo achar que os "coitadinhos" nessa história sejam DIFERENTES, de alguma forma, dos "coitadinhos" tapeados pela propaganda do Carnê Fartura ou do Baú da Felicidade. Na minha opinião, é exatamente a mesma coisa.
priscila#17
E o Carnê Fartura eu não sei se fazia, mas as organizações do Silvio Santos com certeza fazem as suas caridades, até porque é um modo de pagar menos imposto, sei lá. Acho muito bom que façam. A IURD também faz, e é ÓBVIO que este benefício não pode “justificar” a existência da trapaça generalizada: uma tramóia não é “justificável” NUNCA, por NADA! Enfim, o ponto é que aquilo não é e nunca foi “religião”, nem o sujeito diz que é - diz o contrário, repito: diz enfaticamente e textualmente que "tem horror a religião". A qualquer uma.

Sem dúvida que ele comete um pecado contra o Segundo Mandamento, à luz da religião que ele não segue e nem respeita. E contra outros Mandamentos, igualmente: mas os processos que ele venha a sofrer devem ser os mesmos que acabaram com o Carnê Fartura - ditados pela lei civil. Tem nada de "religioso" ali, não. Tem é TUDO de ANTI-RELIGIOSO.
priscila#18
Eu acho que todo mundo deve fazer caridade. Como possa e o mais que possa. E não acho mais nada. Como eu disse, tenho uma certa dificuldade em realmente entender instituições, por mais repeitáveis e sagradas que sejam. Luto para aprender, mas não acho um aprendizado fácil.
julio_4#19
O problema não é o dízimo. O problema é a Teologia da Prosperidade que tomou conta das igrejas protestantes no Brazil.

‹ Voltar para a lista de tópicos