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ROMA, 4 NOV (ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, criticou hoje a decisão da Corte Europeia de Direitos Humanos contra a exibição de crucifixos e outros objetos religiosos nas escolas italianas.
"Esta é uma decisão que não é aceitável para nós italianos", ressaltou o mandatário. O processo contra o Estado foi movido pela italiana de origem finlandesa Soile Lautsi, que havia pedido que a escola onde seus filhos estudavam, em Pádua, retirasse símbolos cristãos das salas de aula.
A Corte Europeia então deu parecer favorável a Lautsi, considerando que a exposição de objetos religiosos em instituições de ensino desrespeita a liberdade dos pais de criar seus filhos de acordo com as próprias convicções.
Agora, o Estado italiano será obrigado a pagar uma indenização de 5 mil euros a Lautsi. "Trata-se de uma daquelas decisões que te fazem duvidar do bom senso da Europa", criticou novamente Berlusconi.
O premier, que faz uma visita à cidade de L'Aquila, comentou a decisão da Corte Europeia ao participar de um programa do canal italiano RAI.
"Nós estamos em um país onde não podemos deixar de dizer que somos cristãos. Basta ver aqui em L'Aquila, onde 351 igrejas foram atingidas pelo terremoto e onde basta andar 200 metros à direita ou à esquerda para se deparar com um sinal do cristianismo", ressaltou Berlusconi.
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ROMA, 4 NOV (ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, criticou hoje a decisão da Corte Europeia de Direitos Humanos contra a exibição de crucifixos e outros objetos religiosos nas escolas italianas.
"Esta é uma decisão que não é aceitável para nós italianos", ressaltou o mandatário. O processo contra o Estado foi movido pela italiana de origem finlandesa Soile Lautsi, que havia pedido que a escola onde seus filhos estudavam, em Pádua, retirasse símbolos cristãos das salas de aula.
A Corte Europeia então deu parecer favorável a Lautsi, considerando que a exposição de objetos religiosos em instituições de ensino desrespeita a liberdade dos pais de criar seus filhos de acordo com as próprias convicções.
Agora, o Estado italiano será obrigado a pagar uma indenização de 5 mil euros a Lautsi. "Trata-se de uma daquelas decisões que te fazem duvidar do bom senso da Europa", criticou novamente Berlusconi.
O premier, que faz uma visita à cidade de L'Aquila, comentou a decisão da Corte Europeia ao participar de um programa do canal italiano RAI.
"Nós estamos em um país onde não podemos deixar de dizer que somos cristãos. Basta ver aqui em L'Aquila, onde 351 igrejas foram atingidas pelo terremoto e onde basta andar 200 metros à direita ou à esquerda para se deparar com um sinal do cristianismo", ressaltou Berlusconi.
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