No momento em que começou a disparar os tiros que mataram 13 pessoas, entre elas um civil, e feriram outras 27 na base militar de Fort Hood, no Texas, o major psiquiatra Nidal Malik Hasan, 39, teria gritado “Allahu Akbar!” -ou “Deus é grande!”, em árabe-, segundo relatos de colegas militares à imprensa local que até a conclusão desta edição não haviam sido confirmados pelas autoridades norte-americanas.
Horas antes dos disparos, ele é mostrado numa câmera de segurança de uma loja local trajando vestes religiosas brancas que lembram as usadas por alguns muçulmanos, segundo vídeo obtido pela emissora CNN.
E, antes de ir à base, na quinta-feira, Hasan pediu a sua vizinha que limpasse seu apartamento no dia seguinte e deu a ela vários objetos, entre eles o Corão, o livro sagrado do islã.
No começo do ano, agentes que monitoram sites extremistas islâmicos identificaram uma pessoa com o nome do major como autor de comentários que defendiam a atuação de atentados por homens-bomba, comparando-os aos pilotos camicases japoneses da Segunda Guerra e ao soldado que se joga sobre uma granada para salvar a vida dos companheiros.
Relatos de parentes do militar, que nasceu em Arlington (Virgínia), e é filho de imigrantes palestinos e frequentava mesquitas, dão conta de que ele reclamava de perseguição de colegas do Exército por ser muçulmano e que estava assustado com a iminência de ser mandado ao front do Afeganistão, o que deveria acontecer logo.
Conforme vão sendo revelados, os componentes religiosos adicionam um ingrediente potencialmente explosivo àquele que é um dos maiores ataques a uma instalação militar dos EUA, segundo o presidente Barack Obama, um acontecimento que o general George Casey, do Exército, que cuida do caso, qualificou de “um chute no estômago”.
“Nós ainda não sabemos o que não sabemos”, resumiu o secretário do Exército obamista, o republicano John McHugh, enviado pelo presidente para acompanhar os desdobramentos.
O acontecido coloca várias questões em pauta. Certamente vários muçulmanos já deram a vida lutando no exército americano, suponho, mas nem sei se lá isso é divulgado.
O fato ocorrido essa semana vai calar fundo na sociedade americana. Afinal, se o atirador fez um juramento, ele traiu duas vezes, à nação e à si próprio.
O exército americano tem sido porta para centenas de milhares de imigrantes obterem a nacionalidade americana. Estima-se em 20% os que não são americanos natos. Hoje o serviço militar não é mais obrigatório como na época no Vietnã. Isso evita a campanha promovida pela "mídia quinta coluna" derrotista que explorou isso para pressionar e levar a sociedade a pressionar pelo fim da Guerra do Vietnã. Hoje o alistamento é voluntário. Então chega a ser bizarro que familiares de militares mortos no Iraque e Afeganistão queiram processar o governo pela morte dos seus entes queridos e digo com total respeito aos mortos e ao sentimento das famílias.
Voltando ao caso, esse indivíduo era americano nato, então nem seria a obtenção da cidadania a motivação. A pergunta que incomodará a todos é: ele viu uma oportunidade de carreira para seguir e depois desesperou-se ao ver que ia combater seus irmãos de fé ou ele entrou para o exército já com esse fito?
Até hoje tenho na memária a imagem de um acontecimento durante a guerra entre Iraque e Irã. Era Natal, e um padre católico do rito caldeu rezava missa para centenas de iraquianos católicos que estavam na frente de batalha.
Esse fato não tem analogia com o tema que estamos tratando mas faz pensar como é isso para nós cristãos. Parece algo totalmente superado. Lutamos pela nossa pátria não obstante termos que combater irmãos de fé.
E digamos que um dia um país do Oriente Médio, de maioria esmagadora muçulmana, atacasse o Líbano e que o Líbano ainda fosse majoritariamente cristão. Os poucos soldados cristãos dessa outra nação iriam rebelar-se assim contra seus superiores e seu juramento? Com certeza não.
E a análise fica mais complicada se observarmos que os muçulmanos não têm problema em matar seus irmãos de fé porque estão fazendo isso com ataques terroristas no Iraque, só para citar um exemplo.
Então, por inferência, temos que o problema não reside no fato de que ele teria que matar outros muçulmanos mas sim que ele faria isso lutando por uma nação majoritariamente cristã da qual ele não sente fazer parte.
Uma pesquisa entre muçulmanos nascidos no Reino Unido revelou um resultado surpreendente: 85% deles não se sentem ingleses.
Então é esse o ponto, o sentimento de pertença. É o problema dos imigrantes que não se deixam assimilar e a religião, claro, é um grande impecílio, embora não intransponível.
Esse tipo de imigrante vai em busca do sonho americano, mesmo que tenha sido como exilado político. Na Europa, usufruem do Estado do Bem Estar Social mas, ao contrário dos outros cidadãos, fazem questão de formar um quisto, de forma que mesmo a geração nascida no país que os acolheu é hostil às autoridades.
É claro que as diferanças entre os diversos países europeus quanto a jus soli e jus sanguinis devem ser levadas em conta. Mas o que dizer da França, onde a lei é mais liberal e onde os muçulmanos, na grande maioria já francêses, promoveram uma revolta contra o estado há poucos anos? E mais recenemente, num jogo acho que entre Marrocos e França em Paris, o hino da França foi copiosamente vaiado. Não sou "patrioteiro" mas há que ter um mínimo de respeito.
Voltando da digressão, como será que os muçulmanos americanos se percebem, quanto à sua noção de pertença, na maioria?
Os EUA mudaram, não é mais aquele país onde somente o "wasp" representava a naçõ. Até aí, tudo bem.
Mas como ficará o americano médio, aquele da América profunda, que elegeu o Bush duas vezes, ao perceber que não só o seu exército não é "wasp" na sua maioria bem como alguns dos militares estão cometendo atos de auto traição? Como ficarão ao saber, da forma mais crua, que imigrantes vão em busca do sonho mas descartam o sonho completo, só querem dele a parte utilitária?
Uma questão que será inevitavelmente colocada é: deve o exército americano aceitar o alistamento de muçulmanos?
A popularidade do Obama está despencando e os americanos passam a sentir-se desamparados e totalmente inseguros quanto a seu futuro haja vista a política externa vacilante e leniente do Obama que insiste em fazer afagos no Irã sem ter aprendido a lição histórica que isso é lido não como ato de grandeza de espírito e despreendimento senão como fraqueza mesmo.
De repente, um grande sentimento de vazio assola o americano comum. Será que o líder supremo da nação e tudo o que ele simboliza, como o entendimento distorcido do que é multiculturalismo, tem condições de fazer frente aos inimigos do Ocidente?
Há tempos que os norte-americanos estão cavando a própria cova, agora finalmente começaram a pular para dentro dela. Acho que os chineses ficarão contentes em jogar a terra por cima.
Os moleques neonazistas estão dando um tempo no Orkut, para encontrar alguns deles é preciso ir na cadeia, tem um monte preso ... e outra coisa a grana do Bolsa Familia já esgotou a esta altura do mês e não dá pra eles ficarem indo na Lan House da Vila ou da favela o tempo todo ...
Neonazistas e antissemitas brasileiros é isso ai ... dureza ... (rs)
As conclusões de que a eles falta identidade no país que os abriga é uma velha conhecida.
Desde a idade média se sabe que esta raça não se sente parte da terra que os abriga e lhes dá de comer.
Ingratos até a raiz dos cabelos.
A possibilidade dele ter feito o que fez sob as ordens de alguma facção extremistas são praticamente nulas. Muitos militares já fizeram coisas parecidas em suas guarnições sem que houvesse uma explicação racional.
Se bem que esses muçulmanos às vezes agem como loucos sem aparentemente sê-los. No 11 de Setembro um lider da comunidade islâmica de minha cidade soltou foguetes para comemorar e fez algumas declarações cheias de ódio em uma radio local, mas não foi só ele que comemorou o fato, muitos cristãos também o fizeram. Deve ser fruto da lavagem cerebral da mídia anti-americana ou anti-imperialistas como preferem se referir aos EUA.
Sempre que alguem constata o fato de um muçulmano cometer determinado crime por motivação religiosa, sempre aparece alguem para tentar desqualificar o interlocutor insinuando ou mesmo o acusando de islamofobia.