Há médicos cubanos trabalhando no Brasil.
Eles foram trazidos para cá por que "disseram" que a medicina cubana é a melhor.
Muitos médicos que vieram pra cá trabalhar quiseram continuar por aqui e agora não podem mais voltar para Cuba, pois a lei cubana não permite que voltem após um ano fora.
Então, eles fizeram uma prova para exercer a profissão por aqui e foram reprovados.
Agora, advogados e juízes esquerdistas estão dispensando os médicos cubanos de fazerem as provas sob o pretexto de que os médicos cubanos não passam nas provas por "motivos políticos".
Não tenho argumentos, só depoimentos de médicos dizendo que é um absurdo isso!!!! Que o curso de medicina lá é um "basicão" que não tem nem como ser comparado com os piores cursos de medicina do Brasil. Bom teve um tópico a tempos atras... pode ser que tenha algo na comunidade "liberdade para Cuba"... e outra, tem a comunidade da ELAN, que é algo nada a ver, que defende a medicina em Cuba...
Impossível um país que não tem pesquisa ter uma grande medicina. Os dados oficiais brasileiros sobre idiotas brazucas que acreditam na mentira cubana e foram se formar por lá, quando voltaram, agora para 2006, nenhum passou na prova para reconhecer o diploma.
Há outra grande mentira cubana sobre a cura da Vitiligo. Ninguém tem a cura para a vitiligo. Há várias formas da doença, inclusive algumas são psicossomáticas. Algumas pessoas vão pra cuba, eles fazem propagando sobre isso, deixando as pessoas nos bons hotéis (em que cubanos não podem entrar), relaxando perto da praia. Alguns melhoram naturalmente. O regime cubano faz alarde dizendo que "tem a cura". Mentira.
A medicina cubana, perto da de países ricos, não passa de enfermagem ruim.
Esse pessoal pró-Cuba e pró-Fidel não perdem a oportunidade de apontar a medicina cubana como uma das melhores do mundo só porque ela deve ser menos pior do que todo o resto do país.
Mas, pensando objetivamente, não tenho a menor idéia de como é a medicina por lá, mas duas coisas posso garantir:
1 - o estudo está totalmente restrito e dirigido pelo dogmatismo marxista-leninista, e é notória sua intervenção ideológica mesmo em assuntos científicos. Portanto, mesmo sendo um assunto científico, jamais alguém de bom senso deveria estudar medicina em Cuba;
2 - certamente a medicina por lá piorou muito depois do fim da mesada da URSS à Cuba. Se o dogmatismo marxista-leninista já atrapalhava a ciência, hoje a situação deve estar um show de horror!
Tenho motivos de sobra para não acreditar na medicina cubana, quanto mais para dizer que aquela ilha de m**** tem um estudo maravilhoso na área! Francamente...
1 - Antes de Fidel, a Medicina em Cuba era boa. Tem um artigo do MSM que fala isso. Eu, certa vez, vi um filme que sobre o Oswaldo Cruz e ele, no filme, citava Cuba como exemplo de erradicação da febre amrela (axo que era essa a doença)
2 - Vou parafrasear a idéia central de um artigo do Conde de Loupeux: Como pode ter a melhor saúde do mundo um lugar onde papel higiênico é artigo de luxo?
Neste tópico aqui, o cara tinha colocado várias fotos sobre Cuba. Apareciam os consultórios. Os que são pra turistas são ótimos. Os que são pra população são péssimos.
André, na comunidade Comunistas, Cuba os espera, tem um tópico com posts de um brasileiro que mora em Cuba, que desmistifica um monte dessas afirmações da esquerdalha.
O tópico é esse, e ele (Carlos) começa a responder um monte de clichês no de nº 194:
www. + [url]/CommMsgs.aspx?cmm=753635&tid=16427338[/url]
O único que parece se curou em Cuba foi o Maradona, fizeram-lhe uma tatuagem do Gevara e com isso, substituiram uma droga por outra. Da cocaina ele pode estar liver, mas já pensou acordar todos os dias e dar de cara com aquela figura sinistra ao olhar no espelho!
Bom, o pessoal médico que conheço tem uma opnião, talvez mais precisa. A educação de medicina em Cuba é boa, mas a prática médica é ruim. Não há equipamento suficiente, remédios, material e etc. Duas pessoas conservadoras de direita pensam assim: Ligia Perez que é dona da comunidade "Cuba e Fidel" que tem como objetivo alertar as pessoas que o regime de Fidel é ruim. E Melania, também conservadora de direita. Ambas médicas. Por outro lado eu li no MSM que a avaliação nacional estava reprovando os médicos cubanos e se tornado um obstáculo para o ingresso deles no Brasil, quando o PT decidiu livrá-los deste exigência. Sei também de casos em que crianças mal diagnosticada em Cuba (imperícia ou falta de recursos ?) teve sua doença corretamente identificada na Europa (embora tarde demais ).
Talvez existam várias intituições de educação em medicina em Cuba. Ou as médicas citadas obtiveram suas fontes em origem que desconheço.
Durante cerca de 10 dias estive em missão oficial em Cuba, fazendo parte de uma comissão do governo brasileiro que foi àquele país para observar o ensino médico ali realizado, visando futura revalidação conjunta de diplomas universitários médicos.
*Pneumologista e presidente do Conselho Federal de Medicina
Uma medicina para os interesses do Estado em vez dos pacientes
O mito faz parte da natureza humana. Com ele buscamos explicar o inexplicável e dar uma dimensão sobre-humana às nossas limitações. Mas os mitos não são, em sua totalidade, desprovidos de uma razão fática ou pelo menos racional. Os mitos são apenas uma ampliação dos nossos anseios individuais compartilhados num coletivo que se apropria do uno em prol do multi. Esta introdução , que expressa o meu entendimento deste fenômeno social, serve apenas para conduzir o leitor pelo raciocínio que segue neste texto.
Durante cerca de 10 dias estive em missão oficial em Cuba, fazendo parte de uma comissão do governo brasileiro que foi àquele país para observar o ensino médico ali realizado, visando futura revalidação conjunta de diplomas universitários médicos.
Naquele belo país, de povo gentil e hospitaleiro, podemos observar como os colegas cubanos formam os seus médicos e como exercem a profissão, bem como tivemos a oportunidade de ouvir o relato de suas conquistas na saúde pública e o decantado progresso científico ali alcançado.
Quando embarquei para Havana levava comigo uma pergunta remanescente a martelar minha cabeça: por que os médicos formados em Cuba são reprovados quando tentam revalidar os seus diplomas nas universidades brasileiras? Uma outra pergunta já me tinha feito: seria o processo brasileiro de revalidação exigente em excesso
Ainda no Brasil, havia procurado ter conhecimento do teor das provas aqui realizadas. Na ocasião, pude observar que o conteúdo era semelhante ao adotado para o provão da residência médica. Nada absurdo ou exagerado.
Por tanto , ir à Cuba me proporcionaria a oportunidade de tentar obter a resposta ao questionamento que me parecia confrontar com a mítica competência cubana em formar médicos.
O que lá encontrei, a par dos quase seiscentos estudantes brasileiros ali se preparando para serem médicos , foi gente séria ensinando jovens inteligentes a serem médicos para um sistema que os cubanos acreditam ser o melhor
Os estudantes brasileiros ali chegaram através de um sistema autofinanciado (aproximadamente U$ 8,000 anuais)- existente até o ano passado – ou medi ante um processo seletivo confuso e não democrático onde predominam as indicações políticas. Ressalte-se que todos esses estudantes são admitidos sem prestar exame vestibular.
Lá, como no Brasil, se leva seis anos para formar um médico. As semelhanças quase que param por aí. Digo quase porque, nominalmente, as disciplinas dos dois cursos em muito se assemelham. Os seus conteúdos, entretanto, não apresentam a mesma similitude. Lá foi possível constatar que os estudantes estudam muito, mas, como em todos os lugares, basicamente o que lhes ensinam ou os orientam a aprender. É incontestável que há uma brutal estratificação e controle da prática médica. Lá o médico faz apenas o que o Estado cubano lhe permite fazer. Isto significa adequar o seu conhecimento às possibilidades provedoras do Estado, que por sua vez são, a olhos vistos, limitadas e insuficientes, conforme nos foi apresentado pelas autoridades cubanas da saúde e como nos foi possível constatar neste breve e superficial “recurrido”. Tudo isto tem reflexos sobre o tipo de formação ali instituída. O médico cubano recém-formado é um médico contingenciado em seus conhecimentos. Vejam bem, estou usando a palavra contingenciado e não mal-formado, pois tenho a convicção de que este processo é intencional para adequar as demandas futuras dos recém-formados às possibilidades do Estado cubano de atendê-las. Se não sei, não peço. Se não sei, não exijo.
Existe um fato, também inquestionável, que se traduz na obrigatoriedade de o médico cubano (e só ele) cursar, após formado, três anos de medicina geral e integrada. Esta suplementação de conhecimento é o reforço que eles mesmos reconhecem ser necessário para a formação do médico cubano (e só para ele). Mas o reconhecimento da insuficiência da formação médica cubana também é manifestado quando Cuba trata os estudantes norte-americanos que ali estão de modo diferenciado, oferecendo-lhes um currículo particular a fim de que possam obter a aprovação nos exames de revalidação a que são submeti dos nos Estados Unidos da América do Norte.
Por tudo que vi, ouvi e pude apreender nesta viagem à bela ilha de Cuba, creio que passo agora a ter, se não no todo, mas pelo menos em parte, a resposta à pergunta que me acompanhou quando de minha partida. Os médicos recém-formados em Cuba não conseguem aprovação nas provas de revalidação de diplomas no Brasil porque a sua formação é deliberadamente limitada, com ênfase nos cuidados básicos - importantíssimos , por certo, porém insuficientes para o exercício de uma medicina plena, como precisamos e exercemos no Brasil. Um mítico Estado provedor que controla tudo de forma onipotente e insuficiente precisa, compreensivelmente, do ponto de vista do exercício do poder, criar mecanismos de controle das demandas que não pode atender. A formação médica em Cuba, como parte importante daquela sociedade, não poderia ficar fora deste processo de controle de um Estado forte e centralizador
Ao voltar, vim absolutamente convicto de que o ensino médico em Cuba é sério, porém insuficiente; os seus professores são dedicados e os alunos com quem mantive contato, interessados e tidos por seus mestres como estudiosos. Assim, penso ser desnecessário qualquer tratamento diferenciado aos formandos daquele país, bastando que modifiquem os seus currículos, como fizeram para os americanos do Norte, que por certo obterão êxito quando das provas de revalidação dos diplomas no Brasil. Hoje, como está, não dá!
Para valorizar a medicina cubana não é preciso mitificá-la. O seu valor real reside no seu sucesso e nas suas deficiências. Submeter os médicos que ali se formam a uma avaliação justa e transparente será algo salutar e necessário para o Brasil e, principalmente, para o ensino médico em Cuba.
Edson Oliveira Andrade
Publicado no(a): - Em: 22/3/2004
Eu confesso que acho que a medicina em geral vai mal das pernas em muitíssimos lugares, a não ser em centros de excelência salpicados pelo mundo. Não exatamente apenas porque faltam equipamentos - mas sobretudo porque falta a compreensão dos propósitos legítimos da medicina e falta o profundo empenho em adquirir o conhecimento necessário para a sua boa prática - que não é pouco!
O delicado equilíbrio entre o entendimento do todo e a especialização em determinada área está rompido, na minha opinião - e a super-especialização que parecia um avanço se torna um excesso e um mal, sem este equilíbrio.
Já meu pai, um médico fantástico que trilhou os caminhos da medicina em grandes hospitais públicos com o senso de cumprimento do dever e a felicidade de quem executa a tarefa que nasceu para fazer até o fim de seus dias, tinha uma profunda reserva quanto à competência seus pares e quanto ao desvirtuamento desses propósitos legítimos.