Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Vaticano e Comunismo

Iniciado por csarkyn em 12/12/2006 · 28 mensagens

csarkyn#1
“O Concílio [Vaticano II] examinou todos os problemas do universo, exceto um: o comunismo. Quer dizer, [o universo] está cheio de males, mas o comunismo não é um deles. E, não analisou por que? Porque estava comprometido a não fazê-lo. Para que o governo soviético autorizasse a participação de 5 bispos ortodoxos no concílio [...], a Igreja topou este negócio de não falar nada do comunismo. Isto foi um crime, e enquanto o Vaticano não se penitenciar de ter feito este crime, a Igreja vai continuar decaindo.”

Transcrevi acima uma parte do que o Olavo falou no BlogTalkRadio desta semana.
Quem quiser conferir vai em http://www.blogtalkradio.com/hostpage.aspx?show_id=5706 e clica no ícone para ouvir o show de 11 de dezembro. O Olavo fala isso a partir dos 44 minutos e 20 segundos do programa.

Alguém aqui sabe mais informações sobre esse suposto “acordo”? Existe alguma bibliografia que trata deste assunto, mesmo que de passagem?

É claro que só o fato do Vaticano II não ter discutido nada sobre o assunto é revelador, mas, sei lá... Podem existir outras informações...

Obrigado.
csarkyn#2
Obrigado à vcs 2 pelas informações. Abs.
pedro_17#3
[url]/CommMsgs.aspx?cmm=58612&tid=2503819769391404779&na=1&nst=1[/url]
csarkyn#4
Bem, o Pedro aí acima se adiantou e colocou o link de discussão equivalente que iniciei na comunidade “Católicos”.

Resumindo o que foi discutido lá, foram citados documentos relativos ao Vaticano II que claramente condenam o comunismo. Entretanto, a palavra comunismo não aparece explicitamente nos textos. Eu pessoalmente não acho que isso seja um problema. A posição da Igreja fica clara: condena o marxismo.
pedro_17#5
Não César,Pio IX já falava:

"E, apoiando-se nos funestíssimos erros do comunismo e do socialismo, asseguram que a "sociedade doméstica tem sua razão de ser somente no direito civil" (Quanta Cura, 5).

Acontece que um Papa não repete o que o outro disse,apenas aprofunda,por isso não é necessário que todos depois de Pio IX renovem a condenação ao comunismo!

Agora veja o que João Paulo II diz:

"Aprofundando agora a reflexão delineada (...) é preciso acrescentar que o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo econômico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem e do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção da pessoa deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da liberdade, bem como a oposição à propriedade privada". (no. 13).
"
csarkyn#6
Sim Pedro, eu entendi. Talvez não tenha ficado claro que a minha questão era se o que o Olavo tinha falado sobre o suposto “acordo” era procedente. Como evidência a este acordo, que no Vaticano II não havia-se discutido nada sobre comunismo. Se algo sobre esses assuntos foi discutido, essa tese do acordo Vaticano-Moscou fica bem enfraquecida.

Como o Marcelo colocou na outra discussão, na comunidade “Católicos”:

Contudo, alguém poderia dizer que esta é apenas uma descrição e não necessariamente uma condenação. Estaria correto nesta afirmação. Mas basta continuar a leitura para descobrir a tão desejada condenação. Segue o texto:

Fiel quer a Deus e quer aos homens, a Igreja não pode deixar de reprovar com firmeza, como reprovou até agora*, aquelas doutrinas e atividades perniciosas que contradizem à razão e à experiência humana universal e privam o homem de sua grandeza inata. (GS, 21)


Existe uma referência explícita no concílio ao que condena o comunismo. Realmente a condenação não foi feita lá, mas que existe a referência, existe.
gustavo_15#7
Rafael,

Para de ler ficção sobre a guerra fria... Isso já esta lhe fazendo mal.

G.B.
uriel#8
.

todo mundo fala sobre o "Papa de Hitler" [sic] e sobre a suposta omissão da Igreja em denunciar o nazismo.

mas um pecado muito maior foi/é a conivência com o comunismo desde o Vaticano II (até a visita do Papa João Paulo II a Cuba - justamente o Papa anti-soviético
gustavo_15#9
Vejam... É muito provavel que existiam agente comunistas infiltrados no Concilio, de uma ou outra forma. Contudo, Concilio aprovado, percebe-se claramente que eles não sairam vitoriosos. Infelizmente, eu terei que ser muito superficial por falta de tempo, mas, em suma: eu tomo por certa a teoria de que a "desconstrução" da Igreja partiu de dentro da própria Igreja e visava evitar que o comunismo pudesse fazer danos maiores a ela. Queiram ou não - e eu não quero entrar em outro méritos agora - a Igreja continua em pé, e atuando de bandeira desfraldada. Os comunistas tiveram que armar uma outra estretégia, se camuflar e "perder" um terreno muito maior nesses anos todos.

Eu não sei se eu consegui passar a idéia, por isso, qualquer comentário é bem vindo.
gustavo_15#10
Em outras palavras: a ostpolitik vaticana, ao contrário de um disastre, pode ter sido uma idéia de gênio, se claro, tiver um desfecho positivo, com um retorno a ortodoxia.
priscila#11
César, estava viajando e só li o tópico agora.
Sugiro o livro The Keys of This Blood, de Malachi Martin, Edições TOUCHSTONE.
Tem na Amazon velha de guerra.
Aconselho veementemente.
Abraço pra você!
clau#12
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Eu sou católica e acredito em Deus. Só! Não preciso de igrejas para crer em Deus. Pra mim, padres, pastores, e o que for, não representam nada, pior, alguns são comprovadamente pedófilos. (que nojo)
csarkyn#13
Obrigado Priscila. Com certeza vou ler o livro. Este e o recomendado pelo Cassiano, o do Corção.
Abs.
pedro_17#14
Uriel,

A pouco tempo,um rabino americano(esqueci o nome,desculpe),escreveu uma carta em defesa de Sua Santidade,afinal,a lenda a respeito da aliança com Hitler estava em viga.

O fato do próprio Pio XII ter mandado construir um túnel no Vaticano,temendo a invasão nazista também não deve dizer nada a você,muito menos o fato de que 80% dos judeus italianos terem sido salvos graças as incursões do Papa contra a perseguição anti-semita(muitos deles refugiados nos palácios e basílicas vaticanas).

A Igreja não teria como defender Hitler,pelo simples fato de ter dois grandiosos santos martirizados nas mãos do desumano nazismo,Santa Edith Stein,judia convertida ao Catolicismo,recebeu a glória em Auschmitz,andava no campo de concentração com o hábito de freira,outro exemplo de cristão foi São Maximiliano Kolbe,esse polonês criou um forte movimento de resistência no seu país,o que acarretou sua prisão,como seguidor de Cristo,se prontificou a ficar no lugar de um judeu pai de família,que seria levado para o campo,dessa forma foi martirizado,graças a caridade e piedade(No dia de sua canonização,o judeu que foi salvo por ele estava presente).

Quanto a sua opinião sobre Vaticano II,seja sincero,o que você conhece do Magistério da Igreja?Creio que muito pouco,afinal,saberia que começando com Pio IX,desde 1846,até João Paulo II,em 2002,o Vaticano ensina o repudio ao socialismo/marxismo!

O que melhor resume o ensinado pela Igreja,é essa pequena frase de Pio XI,na Quadragesimo Anno:

"Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios: ninguém pode ao mesmo tempo ser bom católico e socialista verdadeiro"

Quanto ao CVII,este diz:

21. A Igreja, fiel a Deus e aos homens, não pode deixar de reprovar com dor e com toda a firmeza, como já o fez no passado, essas doutrinas e actividades perniciosas, contrárias à razão e à experiência comum dos homens, e que destronam o homem da sua inata dignidade.
pedro_17#15
O negrito engloba todas as enciclícas(Divini Redemptoris,Ad Apostolorum Principis,etc),que repudiaram o comunismo.

E o Concílio diz ainda mais:

O ateísmo moderno muitas vezes apresenta também uma forma sistemática que, além de outras causas, leva a aspiração humana de autonomia a ponto de levantar dificuldade contra qualquer dependência de Deus. Aqueles que professam tal ateísmo sustentam que a liberdade consiste em o homem ser o seu próprio fim e o único artífice e demiurgo de suas própria história. E pretendem que esta posição não pode harmonizar-se com o reconhecimento do Senhor, autor e fim de todas as coisas, ou pelo menos torna tal afirmação completamente supérflua. O sentido de potência que o progresso técnico atual confere ao homem, pode favorecer esta doutrina.

Entre as formas do ateísmo hodierno não deve ser esquecida aquela que espera a libertação do homem, principalmente de sua libertação econômica e social. Sustenta que a religião, por sua natureza, impede esta libertação, à medida que, estimulando a esperança do homem numa quimérica vida futura, o afastaria da construção da cidade terrestre. Os partidários desta doutrina, onde chegam ao governo da coisa pública, perseguem com veemência a religião, servindo-se na difusão do ateísmo, sobretudo na educação da juventude, dos meios de pressão ao alcance do poder público.

Cláudia,

Como esse pensamento,você não é Católica,fazer o bem,crer em Cristo,respeitar o próximo,não a caracteriza como membra da Igreja,deve-se,além disso tudo, seguir o Magistério.
inocncio#16
Eu já li na internet um artigo argumentando que os Jesuítas estariam por trás da criação do comunismo.
pedro_17#17
Rafa,

Chega a ser ignorância dizer que a Igreja ficou inerte frente ao nazismo,Pio XII sempre foi contra Hitler e seu ideal,e nunca escondeu isso de ninguém,por sinal,Mussolini passou por maus bocados graças ao Vaticano,que começou a ser visto como uma pedra no sapato,fazendo com que fosse construído um túnel embaixo dos palácios papais,temendo uma invasão nazista.

Além do próprio Romano Pontífice proteger os judeus italianos,ensinava o clero de países invadidos pelos alemães a se comportar de forma igual com a comunidade israelita local(vide São Maximiliano Kolbe),assim ocorreu em muitas regiões da Polônia,nação com maior população semita da Europa.

Quanto ao comunismo, o mesmo pode ser dito, João Paulo II foi um dos grandes responsáveis pela queda do marxismo na Europa oriental, o clero polonês por exemplo, foi de suma importância na derrubada do autoritarismo vermelho em Varsóvia.Tanto na teoria,como na prática, a Igreja mostrou seu repudio ao socialismo.

A Igreja mantinha contato com os bispos russos como forma de diálogo para uma futura conversão do patriarcado de Moscou,mesmo que este fosse de caráter comunista,mas em termos teológicos é muito mais sério ser cismático do que marxista, os dois juntos então,hehehehe,até porque,o esquerdismo dos russos poderia ser exterminado com os ensinamentos do Magistério da Igreja.O Vaticano não pretendia acatar o pensamento vermelho unicamente para ganhar a conversão da Rússia,o preço seria a contradição de ensinamentos, de um lado a já antiga afirmação de que socialismo e catolicismo são incongruentes,e do outro a aceitação do comunismo na futura igreja de Moscou, por isso era muito mais importante ensinar de forma calma e tranqüila ao clero russo.

Existem dois tipos de ecumenismo na Igreja, o que busca o retorno a Roma (protestantes, ortodoxos,e cristãos em geral),e o que apenas quer a manutenção de um diálogo amistoso,afinal,o Vaticano como líder espiritual de bilhões de pessoas,deve mostrar respeito às diferenças.
pedro_17#18
Para os líderes judeus da geração que nos precede, a campanha contra Pio XII teria sido extremamente desconcertante. Durante e depois da guerra, muitos judeus famosos – Albert Einstein, Golda Meir, Moshe Sharett, Rabbi Isaac Herzog e muitos outros – expressaram publicamente sua gratidão para com Pio XII. No seu livro de 1967, Three Popes and the Jews, o diplomata Pinchas Lapide (que foi Cônsul de Israel em Milão e entrevistou os italianos sobreviventes do Holocausto) declarou que Pio XII "contribuiu de maneira substancial para salvar 700 mil judeus da morte certa nas mãos dos nazistas, talvez até 860 mil".

(...)

Em janeiro de 1940, por exemplo, o Papa deu instruções à Rádio Vaticana de que revelasse as "horríveis crueldades da selvagem tirania" que os nazistas estavam infligindo aos judeus e aos católicos poloneses. Dando notícia da transmissão uma semana depois, o Defensor Público dos judeus de Boston reconheceu-a por aquilo que era: "Uma denúncia explícita das atrocidades perpetradas pelos alemães na Polônia ocupada pelos nazistas, declarando abertamente que são uma afronta à consciência moral de toda a humanidade". O New York Times escreveu em seu editorial: "Hoje o Vaticano falou, com uma autoridade que não pode ser posta em discussão, e confirmou os piores presságios de terror que emergem das trevas da Polônia". Na Inglaterra, o Manchester Guardian elogiou o Vaticano como "o mais enérgico defensor da Polônia torturada".

De fato, qualquer leitura honesta e acurada das circunstâncias demonstra como Pio XII nunca deixou de expressar sua crítica pessoal ao nazismo. Basta apenas pensar em alguns pontos salientes da sua oposição antes da guerra.
pedro_17#19
Dos quarenta e quatro discursos pronunciados por Pacelli na Alemanha, como Núncio Apostólico, entre 1927 e 1929, quarenta denunciavam algum aspecto da ideologia nazista emergente. Em março de 1935, Pacelli escreveu uma carta aberta ao bispo de Colônia, definindo os nazistas como "falsos profetas, para orgulho de Lúcifer". Naquele mesmo ano, diante de uma enorme multidão de peregrinos em Lourdes, lançou-se contra as ideologias "possuídas pela superstição da raça e do sangue". Dois anos depois, em Notre Dame, Paris, chamou a Alemanha de "essa nobre e forte nação que se desviará de seu caminho levada por maus pastores, para abraçar uma ideologia racista". Os nazistas eram "diabólicos", dizia reservadamente aos amigos. Hitler é "totalmente obsessivo", disse a irmã Pascalina, que foi sua secretária por muitos anos. "Tudo isso não é um ganho para ele, ele é um destruidor. (...) Esse homem é capaz de caminhar sobre os cadáveres". Ao encontrar, em 1935, o heróico anti-nazista Dietrich von Hildebrand, Pio XII declarou: "Não há possibilidade de conciliação" entre o cristianismo e o racismo nazista, uma vez que "são como fogo e água". (...)

Foi no período em que Pacelli era o conselheiro particular de seu predecessor, Pio XI, que este fez a famosa declaração de 1938, diante de um grupo de peregrinos belgas, afirmando que "o anti-semitismo é inadmissível; espiritualmente somos todos semitas". Foi ainda Pacelli quem escreveu o esboço da encíclica de Pio XI Mit brennender Sorge, uma condenação à Alemanha, entre as mais ásperas que a Santa Sé já tenha pronunciado. Nos anos 30, Pacelli foi amplamente difamado pela imprensa nazista como o cardeal de Pio XI "amigo dos judeus", por causa das mais de cinqüenta cartas de protesto enviadas por ele aos alemães, na qualidade de Secretário de Estado do Vaticano. Acrescente-se a isso alguns episódios notáveis da ação de Pio XII durante a guerra.

http://www.alfredo-braga.pro.br/discussoes/opapajusto.html
David G. Dalin
Rabino de Nova York
pedro_17#20
Rafa,

Você,mais do que eu, sabe que na ortodoxia o que não falta é igreja canônica considerada não-canônica e/ou igreja herege mas considerada canônica por outra igreja canônica(não necessariamente esse sentido fixo,o que importa é a interpretação da teia de complexidade).Diga a Aléxis II,patriarca de Moscou e toda a Rússia, que a igreja na época da URSS não era a verdadeira sucessora da tradição de São Vladimir, aliás, se existe um Aléxis II,é porque teve um I, e quem seria este?Um patriarca que liderou o cristianismo russo entre 1945 – 1970.Mesmo que Moscou tenha abraçado o comunismo, na visão atual do próprio patriarcado,isso não fez com que este perdesse sua legitimidade,como a real igreja da nação.

Conclusão?Depois que todos os ortodoxos chegarem a um consenso de que a igreja na época comunista não era a verdadeira da Rússia,ai sim poderá lançar mão desse argumento,mas até então,será apenas uma hipótese defendida por alguns,e não pelo próprio patriarcado.

Não sei se para ti é difícil de entender,mas a Igreja tem obrigação de criar um diálogo amistoso com todos os setores da sociedade, tendo unicamente como meta à criação de um clima amistoso entre a diversidade.Em relação as vertentes cristãs,o ecumenismo é para levá-los a Roma.

Caio,

Como o Daher já disse;ucraíno-católicos,melquitas,maronitas,que são católicos orientais,tem padres casados,já dentro da tradição latina,o celibato foi instituído no Segundo Concílio de Latrão, em 1139,mas já era exercitado e praticado,São Leão Magno no século V já fazia defesas da virgindade sacerdotal,e no mundo Romano,as palarvas de São Paulo sobre casamento e celibato sempre vigoravam.O que a Igreja fez no Concílio foi estipular,já que havia o temor de uma crise nesta particularidade da teologia ocidental.
pedro_17#21
Rafa,

Tudo isso que você falou pode ser válido,entretanto,o patriarcado de Moscou,que concentra a maior quantidade de fiés,afirma de forma categórica que ele sempre foi a verdadeira igreja na Rússia,sendo assim,o Vaticano não negociou com monstros apostátas,mas sim com membros do clero ortodoxo,mesmo que comunistas.

Você parte de um ponto que não é comungado pelo próprio patriarcado.
pedro_17#22
Realmente,sua noção de vigarice beira o ridículo então!
pedro_17#23
Daher,quando você convencer a igreja de Moscou que ela no tempo comunista não era a verdadeira representante cristã dos russos,ai podemos conversar,até então,será a sua defesa das catacumbas,contra o posicionamento ofcial do patriarcado.
k_orkut#24
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April 18, 2008

The Wall Street Journal
OPINION

Cuba and the Vatican

By ARMANDO VALLADARES
April 18, 2008; Page A16

Pope Benedict XVI is in the midst of the first journey to America of his pontificate, and he met with President George W. Bush this week. Hopefully this visit will reinforce the need for a joint commitment to freedom in Cuba.

The Catholic Church has taken a hardline position against right-wing dictatorships. But in Cuba, the Church has been silent – or worse – ever since 1960, when Fidel Castro expelled hundreds of Catholic priests because they alerted their parishioners of the communist danger surfacing in government circles.

In one especially shameful episode in the 1980s, Ventura, Cipriano and Eugenio García Marín and their mother entered the nunciature in Havana to ask for political asylum. Two days later they saw several priests get out of a black limousine. They were special troops from Castro's political police who entered the Holy See's diplomatic mission with the authorization and complicity of the pope's diplomats in Havana. The three brothers were executed, and their mother was sentenced to 20 years in prison.

Cardinal Tarsicio Bertone's visit to Cuba this February was a different kind of outrage. In statements by the Vatican secretary of state, published by L'Osservatore Romano shortly after the cardinal's visit, the cardinal is quoted saying, contrary to historical fact, that Cuba's Catholic Church is not a "persecuted Church." He also described Cuba's universities as "renowned centers of higher education." In reality, they are sophisticated factories of atheism and apostasy.
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The cardinal also said: "As we all know, Cuba's crucial problems are due to the embargo imposed by the U.S. and the economic sanctions of the European Union which slow down its development." The Vatican's chief diplomat appears to have forgotten that for almost 50 years the "crucial problem" of Cuba has been the communist regime.

Cardinal Bertone stated that the Vatican wants to encourage a dialogue between Washington and Havana that could "turn the page" in the antagonistic relations between the two governments. He added that this dialogue was also "the expectation of Cuba's president," Raul Castro. He added that he "assured [Raul Castro] that the Holy See will work hard to obtain the elimination, or at least the amelioration of the sanctions."

By pressuring the U.S. to lift the embargo, Cardinal Bertone plays the sad role of an effective ambassador of Cuban communist diplomacy. He also subverts the appraisal of Cuba's real "crucial problems" when he denounces the external embargo, while remaining silent about a communist regime that muzzles and holds in misery 11 million souls.

After the cardinal's visit, Havana promptly announced a series of cosmetic "reforms," which include financial incentives for small farmers; permitting the sale of laptop computers and cellular phones; the eventual weakening of restrictions for Cubans to travel abroad; allowing Cubans to stay in hotels, most of which have been part of Fidel Castro's abominable "tourist apartheid"; and the signing of an international agreement on social and economic rights.
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But these measures may be little more than tools to facilitate Havana's ad hoc ambassador's work in Washington. Furthermore, the regime could promptly rescind such measures, just as Fidel Castro discarded previous liberalizing reforms after hoodwinking naive foreigners.

The Vatican's diplomatic behavior helps prolong the agony of my sisters and brothers in Cuba, and creates a grave problem of conscience for loyal Cuban Catholics who expect better from the pope. It in no way diminishes their veneration to express respectful disappointment and even disagreement with the Vatican.

I pray that future developments will prove wrong the concerns of so many Cuban Catholics on the island and in exile. Both the pope and President Bush have immense responsibilities before God and the Cuban people. It is my most sincere hope that they will not forget Cubans' aspirations for freedom, peace and prosperity.

Mr. Valladares, chairman of the New York-based Human Rights Foundation, spent 22 years in Cuban political prisons and served as U.S. Representative before the United Nations Commission on Human Rights in Geneva from 1987 to 1990.

Fonte: Victims of Communism -
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http://www.victimsofcommunism.org/media/article.php?article=3779
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http://www.victimsofcommunism.org/media/
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http://www.victimsofcommunism.org/
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O mais completo documento de condenação ao comunismo pelo Vaticano é a Encíclica Divini Redemptoris do Papa Pio XI de 28 de março de 1937. Nela o Santo Padre define o comunismo como "intrinsicamente perverso" tendo sua origem " num mal espiritual ...dele emanando monstruoso sistema com lógica satânica." Todos os papas do século XX, com a notável excessão de Paulo VI, condenaram abertamente o comunismo. Tendo reinado por muito pouco tempo, desconheço o pensamento de João Paulo I sobre o assunto.
priscila#28
O Rafael, por tudo o que eu li a respeito, diz a verdade. A Igreja Ortodoxa foi SUBTITUÍDA, naquela época, por um pastiche. Eu acho tão bom quando isto é RECONHECIDO, é VISTO pelos fiéis! A postura de parte dos fiéis católicos é de NEGAR qualquer coisa de errado que tenha acontecido dentro da Igreja Católica, como se essa postura (de reconhecer a realidade dos fatos) fosse uma espécie de "traição". Traição é justamente fazer o contrário, NÃO RECONHECER!

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