Ex-ditador etíope Mengistu Haile Mariam é condenado por genocídio
Adis-Abeba, 12 dez (EFE).- O antigo ditador etíope Mengistu Haile Miriam, julgado à revelia por um tribunal de Adis-Abeba, foi condenado hoje por genocídio, pelas atrocidades cometidas durante seu regime militar (1977-1991), que ficou conhecido como "Terror Vermelho".
Mengistu e outros onze processados, todos membros do Conselho Administrativo Provisório Militar, organismo executivo da ditadura etíope conhecido também como Dergue, foram condenados pelo Tribunal Federal Superior da Etiópia, pelas acusações de genocídio, homicídio, encarceramento ilegal e confisco ilegal de propriedade privada.
"Os acusados são considerados culpados de todas as acusações", declarou o juiz Medhin Kiros, ao término de uma audiência de mais de seis horas.
O veredicto contra os doze homens foi unânime. Outros 60 processados também foram considerados culpados de genocídio, mas por maioria de 2 a 1.
"Os membros do Dergue que se encontram presentes nesta corte, e aqueles que foram julgados à revelia, conspiraram para destruir seus rivais políticos e matá-los impunemente", disse Kiros.
Dos 73 acusados por genocídio e crimes contra a humanidade durante os 17 anos do brutal regime militar liderado por Mengistu, 34 estiveram presentes hoje no julgamento, ao tempo que 25 estiveram ausentes. Outros 14 morreram desde que o julgamento teve início.
O processo teve início em 13 de dezembro de 1994, mas nos doze anos transcorridos desde então, as audiências vinham sendo adiadas.
Em maio, após aceitar novas provas apresentadas pela defesa, a corte fixou 23 de janeiro de 2007 como a nova data na qual emitiria seu veredicto. Na semana passada, no entanto, o dia foi antecipado para hoje, sem nenhuma explicação oficial.
Adis-Abeba, 12 dez (EFE).- O antigo ditador etíope Mengistu Haile Miriam, julgado à revelia por um tribunal de Adis-Abeba, foi condenado hoje por genocídio, pelas atrocidades cometidas durante seu regime militar (1977-1991), que ficou conhecido como "Terror Vermelho".
Mengistu e outros onze processados, todos membros do Conselho Administrativo Provisório Militar, organismo executivo da ditadura etíope conhecido também como Dergue, foram condenados pelo Tribunal Federal Superior da Etiópia, pelas acusações de genocídio, homicídio, encarceramento ilegal e confisco ilegal de propriedade privada.
"Os acusados são considerados culpados de todas as acusações", declarou o juiz Medhin Kiros, ao término de uma audiência de mais de seis horas.
O veredicto contra os doze homens foi unânime. Outros 60 processados também foram considerados culpados de genocídio, mas por maioria de 2 a 1.
"Os membros do Dergue que se encontram presentes nesta corte, e aqueles que foram julgados à revelia, conspiraram para destruir seus rivais políticos e matá-los impunemente", disse Kiros.
Dos 73 acusados por genocídio e crimes contra a humanidade durante os 17 anos do brutal regime militar liderado por Mengistu, 34 estiveram presentes hoje no julgamento, ao tempo que 25 estiveram ausentes. Outros 14 morreram desde que o julgamento teve início.
O processo teve início em 13 de dezembro de 1994, mas nos doze anos transcorridos desde então, as audiências vinham sendo adiadas.
Em maio, após aceitar novas provas apresentadas pela defesa, a corte fixou 23 de janeiro de 2007 como a nova data na qual emitiria seu veredicto. Na semana passada, no entanto, o dia foi antecipado para hoje, sem nenhuma explicação oficial.