Cada vez mais cidades e estados vão aderindo ao feriado de Zumbi. "Dia da Consciência Negra". Segundo ouvi hoje na Hora do Brasil, Zumbi é o grande símbolo da resistência contra a escravidão negra no Brasil. Pergunto: então por que ele mesmo tinha escravos?
E aí está o grande absurdo, aquele que deveria representar o ideal de liberdade dos negros, era um escravocrata.
Grandes heróis para a causa da liberdade dos negros no Brasil ou representantes dos valores da raça são:
Princêsa Isabel
Rebouças
Príncipe Obá
Henrique Dias
Marcílio Dias,
Esse negócio de "dia da conscientização negra" ou sei lá o que, também é uma besteira. Será se podemos esquecer isso e nos unir em uma só raça, o ser humano. Não vejo motivo algum para essas coisas sairem da escola para o calendário.
Hoje, no "Jornal Nacional", Sandra Moreyra foi cobrir a "festa" do Dia do Zumbi. No Rio, meia dúzia de gatos-pingados, todos vestidos de macumbeiros, homenagearam o puto, no centro da cidade. Continuando a cobrir "a festa", Sandra foi à Central do Brasil, onde um trem caindo aos pedaços foi transformado em baile funk, com um bando de xexelentos dançando meio doidões durante o trajeto pelas "comunidades" (eufemismo de Sandra para as favelas). O irônico é que um dos entrevistados no trem-funk era um negão meio parecido com o Walderama... com o cabelo pintado de louro! Orgulho da "raça" é isso aí!
Logo em seguida, depois do ar de aprovação de Bonner e Bernardes, entrou um comercial da Caixa, naquele tom ufanista, comemorando a "diversidade" ("divesidade" onde só aparece negro, é claro).
Ainda se fosse um feriado histórico,comemorando a morte ou o nascimento de alguém que fez alguma coisa de importante (como a Princesa Isabel),mas pelo que me consta o feriado tem o título mesmo de "da consciência negra".Ou seja,daqui a pouco vai aparecer um comunistazinho enrustido,chamar a gente de nazista.
Existem relatos que Zumbi tinha escravo e até que mulheres eram estupradas compulsoriamente em Palmares, porém, existem relatos de um jesuíta, se não me falha a memória foi Rocha Pita. Fontes confiáveis que isso realmente ocorria não existem, a questão é que ele não foi herói de coisa nenhuma, o movimento negro que se apropriou disso.
A grande heroína da abolição foi D. Isabel. Após a sanção da lei redentora o Barão de Cotegipe se acercou da Princesa e lhe disse: "Senhora, libertas-te uma raça mas pesdeste o trono".
Ela não se fez de rogada e altiva replicou:
"Mil tronos eu daria se os tivesse, Sr. Barão", e deu a discusão por encerrada.
Maldito Deodoro, maldito golpe, o Brasil do terceiro reinado, o de D. Isabel seria a era de ouro e a consolidação do pais como a grande potencia que prometia ser.
Algo que pouca gente sabe é que houve nobres mulatos, como o Visconde de Jequitinhonha e o Marquês de Sapucaí.
Sempre repito, "ad nauseam" que os republicanos eram federalistas mas não necessariamente abolicionistas. Não há menção à abolição no manifesto do Partido Republicano Paulista de 1870.
Poucos sabem, também, que um dos grandes heróis dos negros do Brasil, Henrique Dias, herói da guerra contra os batavos, tornou-se Cavaleiro da Ordem de Cristo.
Também tivemos um presidente descendente de negros que foi Rodrigues Alves. Aliás foram vários, principalmente se formos seguir o critério dos negros racistas americanizados que querem instituir que quem tem 1% de sangue negro deve assumir-se apenas como "afro-descendente". Como se não fosse possível alguém ter várias ascendências e matrizes culturais diferentes.
Essa ditadura do politicamente correto que impôs expressões tais como "afro-descendente" saiu dos liberais americanos (esquerda), que são extremamente racistas mas fingem que não, para dizer aos negros americanos que eles nunca serão americanos verdadeiros. Querem impor essa canalhice aqui também.
Concordamos que é um direito dos descendentes de africanos, assim como os de outras origens, buscarem as tradições de seus antepassados para firmar a sua identidade cultural, ou ao menos como um passatempo.
Nesse ponto, tem sido bastante criativos, adotando penteados e trajes das culturas da Guiné, de onde veio uma parcela menor dos escravos. A maioria dos ancestrais são bantu, que não usam roupas coloridas e seus penteados nem um pouco se parecem com o ideal de beleza atual.
Não que estejam errados (o Oktoberfest bávaro para descendentes de saxões em SC é igualmente ridículo), mas tudo isso me soa muito artificial.
"Não entendo um Dia Nacional da Consciência Negra. Creio que seria mais correto Dia de Repúdio à Escravidão, ou Dia de Afirmação do Exercício da Liberdade. Porque, senão, seria necessário também um Dia da Consciência Branca, da Consciência Nissei e tantos outros diante dos inúmeros grupos étnicos que formam o País. Não podemos copiar os Estados Unidos, que são uma sociedade toda segmentada.
O Dia Nacional da Consciência Negra limita a importância de Zumbi, que deve ser cultuado como herói nacional da defesa da liberdade, no mesmo patamar de outros exemplos da nacionalidade, como José Bonifácio e Tiradentes, por exemplo.
Afinal, o Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, não reproduzia uma estrutura africana e não era refúgio apenas para negros fugindo da escravidão. Era território que abrigava também mestiços, índios e brancos que buscavam a liberdade de viver e trabalhar por conta própria fora de uma estrutura, a colonial, em que trabalhador não tinha direitos.
É claro que a escravidão negra é a dimensão mais trágica da história social e econômica do Brasil, e suas consequências podem ser sentidas ainda hoje. Mas a profundidade das relações sociais no Brasil não pode ser reduzida à condição de raça.
Convivemos, por exemplo, com o ‘complexo de sinhazinha’ em que um segmento da sociedade, mesmo com escolaridade e boa renda, joga lixo no chão, na convicção de que recolhê-lo é obrigação de uma classe mais baixa.
O Dia da Consciência Negra não se justifica. Melhor seria dar a Zumbi o papel que merece na história do Brasil: de herói que trabalhou pela liberdade e que, como líder, acolheu gente de todas as cores, unidos pelo desejo de se libertar dos grilhões impostos por uma estrutura social perversa."
Não entendo como o Carlinhos chegou ao ponto onde está falando tantas abobrinhas...
Palmares era um reino africano.
Ele reproduzia (até onde isso era possível) a sociedade africana, com aldeias interligadas, nobreza, penalidades internas e alguns escravos, embora em regime muito menos severo que o catch-man do empreendimento português.
Sim, não apenas ex-escravos.
(Até porque Palmares durou várias décadas, e as gerações mais novas seguramente não nasceram escravas, incluindo o próprio Zumbi).
Acontece que existia uma área econômica intermediária entre o Palmares e o litoral português, formada por elementos independentes (produtores brancos ou mestiços, índios destribalizados, etc.) que não estavam nem inteiramente ligados ao canavial e ao seu sistema, nem eram dependentes do quilombo.
Negra era apenas a nobreza palmarina, e é impensável que o critério de sangue não viesse de origens africanas.
Durante boa parte da história de Palmares, a relação foi pacífica e, ao que tudo indica, o comércio era intensa, com o artesanato voltado a abastecer os senhorios portugueses.
Ainda não se sabe que motivo levou Palmares a se mudar de posição: se foi uma reação à nova política colonial portuguesa, pós-1660, ou se Palmares, já com Zumbi, se obrigou a saquear as cidades do litoral.
A verdade é que o reino acabou arrasado por uma expedição formada por mamelucos e índios tupis, bastante violentos, cujo líder nem falava o português.
Zumbi falava português.
Ineteressante, temos um dia especial para um antigo senhor de escravos. Será que é uma homenagem à escravidão, pela escória comunista que criou seu mito???
Deu no jornal "O Globo" de hoje: a trilha sonora das vinhetas da TV "Grobo" na Copa da África do Sul (eta, paizinho de favelados!) terão batida funk misturada com música africana.
As gravações foram feitas no estúdio da Furacão 2000, com DJ Batutinha, do AfroReggae (grupo lambe-bolas do Lulla).