CHRISTOPHER HITCHENS
Se a intervenção no Iraque tivesse sido mesmo uma “guerra pelo petróleo”, então algumas das consequências mais positivas do conflito teriam sido vistas em Bagdá na semana passada. O ministro do Petróleo do país, Hussain al-Shahristani, presidiu um leilão em que os direitos de exploração para sete importantes campos de petróleo foram concedidos em uma disputa de ofertas entre vários consórcios internacionais. Três aspectos do resultado são dignos de nota.
O leilão foi para conceder contratos de serviço, e não acordos de divisão da produção que as principais empresas preferem. O preço foi fixado entre US$ 1,15 e US$ 1,90 por barril, em comparação aos US$ 4 propostos pelas companhias. E as corporações americanas, no geral, não foram as grandes vencedoras; consórcios ligados a Malásia, Rússia e até Angola se saíram melhor (a Exxon Mobil e a Occidental, em negociações prévias, tinham obtido contratos em outros campos de petróleo iraquianos).
Assim, a parte vulgar e histérica da interpretação da “guerra pelo petróleo” foi desmentida: o Iraque mantém sua autonomia, a parcela concedida a estrangeiros na exploração está longe de ser exorbitante e não há uma correlação real entre os interesses dos Estados Unidos e o resultado. Exceto pelo fato de que os americanos realmente têm interesse no sucesso desse setor.
Se a recuperação dos campos de petróleo do Iraque persistir, o país vai começar a readquirir o que foi perdido sob o regime de Saddam Hussein, que degradou a infraestrutura petrolífera e dissipou seus ganhos. A produção atual é de cerca de 2,5 milhões de barris por dia. Pelas atuais projeções, poderia subir para 7 milhões em um período relativamente curto. Otimista, Shahristani acredita que poderia subir para 12 milhões de barris diários até 2016.
Se a intervenção no Iraque tivesse sido mesmo uma “guerra pelo petróleo”, então algumas das consequências mais positivas do conflito teriam sido vistas em Bagdá na semana passada. O ministro do Petróleo do país, Hussain al-Shahristani, presidiu um leilão em que os direitos de exploração para sete importantes campos de petróleo foram concedidos em uma disputa de ofertas entre vários consórcios internacionais. Três aspectos do resultado são dignos de nota.
O leilão foi para conceder contratos de serviço, e não acordos de divisão da produção que as principais empresas preferem. O preço foi fixado entre US$ 1,15 e US$ 1,90 por barril, em comparação aos US$ 4 propostos pelas companhias. E as corporações americanas, no geral, não foram as grandes vencedoras; consórcios ligados a Malásia, Rússia e até Angola se saíram melhor (a Exxon Mobil e a Occidental, em negociações prévias, tinham obtido contratos em outros campos de petróleo iraquianos).
Assim, a parte vulgar e histérica da interpretação da “guerra pelo petróleo” foi desmentida: o Iraque mantém sua autonomia, a parcela concedida a estrangeiros na exploração está longe de ser exorbitante e não há uma correlação real entre os interesses dos Estados Unidos e o resultado. Exceto pelo fato de que os americanos realmente têm interesse no sucesso desse setor.
Se a recuperação dos campos de petróleo do Iraque persistir, o país vai começar a readquirir o que foi perdido sob o regime de Saddam Hussein, que degradou a infraestrutura petrolífera e dissipou seus ganhos. A produção atual é de cerca de 2,5 milhões de barris por dia. Pelas atuais projeções, poderia subir para 7 milhões em um período relativamente curto. Otimista, Shahristani acredita que poderia subir para 12 milhões de barris diários até 2016.